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Cultura

Futebol do passado

“Santo de casa/ não faz milagre,/ mas o São Francisco faz./ Deu no Remo de 5 a 1,/ se quisesse daria de mais./ Isto é inegavelmente/ uma grande vitória/ pois o nosso São Francisco/ está coberto de glória”.

Meu primeiro contato com o glorioso São Francisco, na metade da década de 1950, foi a partir desse hino, cantado pelos meus antecessores na torcida do Leão do Tapajós. O São Francisco é agora o lanterna da série B do campeonato paraense de futebol. Tem quatro pontos, três deles contra o São Raimundo. O ataque até que faz gols. Foram 10. Mas a defesa é uma passarela, a mais vazada de todas, com 17 gols no passivo. Tem aproveitamento quatro vezes melhor do que o seu tradicional rival (22,2%).

Ontem, deu novo vexame. Perdeu de 2 a 0 para o Independente, de Tucuruí, 2º colocado do grupo, que está abaixo apenas do Paissandu. A partida atraiu apenas 920 pessoas (das quais só 327 pagaram ingresso), com uma renda de seis mil reais.

O tradicional adversário no clássico santareno, o São Raimundo, está ainda pior: também é o último colocado em sua série – e das duas séries, com um único ponto. Fez três gols em seis partida (só conseguiu fazer gol a cada duas partidas, em média). Levou quatro vezes mais: 12 gols. Tem 5,6% de aproveitamento e está fora da disputa pelo título, faltando três partidas para o final do 2º turno.

Será que os santos (e arcanjos e querubins) se cansaram de ajudar os dois tradicionais clubes de futebol da outrora segunda mais importante cidade do Pará e terceira da Amazônia?

Discussão

2 comentários sobre “Futebol do passado

  1. Declaração de Imposto de Renda:
    Cuidado, o leão é amigo da onça!
    Muitas vezes instruídas por terceiros, pessoas preenchem as suas declarações sem se dar conta de que as informações declaradas não ficam restritas à Receita Federal; e neste bojo costumam ser relatadas transferências de dinheiro para filhos, as quais são isentas de imposto de renda, mas ao serem repassadas à fazenda estadual vão gerar a cobrança do ITCD, um imposto estadual desconhecido de novecentos e noventa e nove em cada mil declarantes.
    Erros e exagêros cometidos neste campo da DIRPF dificilmente serão retificados após a transferência de relatórios da Receita Federal para o fisco estadual – SEFA – nem mesmo quando o agora “sujeito-passivo” apresenta recurso fundamentado com anexos de extratos bancários demonstrando que os valores reais foram muito abaixo do declarado na DIRPF. A onça pega mesmo assim. O fato da discordância entre valores pode ser entendido como uma espécie de “justificativa para acertos entre entes familiares” mais comum do que se venha a achar, os quais devem ser evitados, porque certamente vão resultar em grande prejuízo para o declarante ou seus pais.

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    Publicado por J.Jorge | 26 de fevereiro de 2019, 07:15
  2. Não me recordo do Remo ter levado de 1×5 do S. Francisco, e sim do seu rival o S. Raimundo, em pleno Baenão (antes de criminosamente ser destruido pelo Pirão) se não me engano, na gestão do Amaro Klautau.
    Sem dúvida este ano dá pena de ver os times santarenos no parazão, são os piores times de Santarém que eu já vi jogar e acredito que teremos dois times da pérola do tapajós rebaixados.

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    Publicado por Gleydson | 26 de fevereiro de 2019, 17:46

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