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Educação, Polícia

Ordem unida ministerial

No meu tempo de estudante, a minoria é que sabia cantar parcialmente o hino nacional; na íntegra, raros. Como raros eram os que conheciam o hino do Pará, um dos melhores do país. Ou o belo hino da independência. No colégio do Carmo, principalmente os músicos, sabiam cantar todo Cisne Branco. Um sargento do IV Distrito Naval ensaiava e conduzia a banda marcial do colégio no dia da  raça. A banda desfilava na formação de uma âncora, em homenagem à Marinha. Tudo espontâneo, voluntário e natural. Hoje, a esmagadora maioria conhece o hino nacional e o entoa com garbo.

Por isso, foi no mínimo extravagante a iniciativa do ministro da educação de recomendar a ordem unida nas escolas. Ricardo Vélez é neófito em leis e deficiente em educação. Mas é lépido na puxação de saco. Não merece estar no posto de alta relevância que ocupa.. A continuar assim, vai se destacar como o mais desastrado ministro que a educação brasileira já teve.

Discussão

2 comentários sobre “Ordem unida ministerial

  1. Reminiscências escolares.
    No marista não tinha sargento, mas um alemão que incessantemente balançava um molho de chaves, anunciando sua passagem pelos corredores. Irmão Afonso Haus era o encarregado de nos fazer aprender os hinos, principalmente o do colégio, que nunca saiu de minha memória. Alguns alunos bagunçavam o trabalho do mestre prolongando a última sílaba do hino, o que provocava olhares de reprovação. Não posso deixar de lembrar o belo trabalho de jardinagem e paisagismo também sob sua responsabilidade. Vários atos cívicos marcaram a entrega de milhares de mudas de mangueiras a autoridades locais e representantes de entidades conservacionistas. Mas certamente não param por aí as inúmeras contribuições culturais deste religioso para a nossa geração.

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    Publicado por J.Jorge | 28 de fevereiro de 2019, 06:56
  2. Voltou à pauta da grande mídia o assunto “doenças raras”, certamente influenciado pela primeira dama do país, sra. Michelle Bolsonaro, que inovou durante a inauguração do governo Jair Bolsonaro se expressando através da linguagem de sinais, para deficientes auditivos. O perigo é não ser dado um passo além do loteamento das ações em instituições controladoras e pouco vocacionadas à disseminação de atenção especial a este tipo de demanda. Propaganda gera demanda, e demanda gera necessidade de orientação eficaz e tempestiva, para canalizar pacientes do SUS. Não basta fazer power point, exposições, teses acadêmicas, etc e não servir ao povão. Esse filme eu já vi muitas vezes.
    _____

    Se tivesse um minuto de conversa privada com a sra. Michelle, pediria a ela que conversasse com ministros sobre medidas para fazer surgir nos mercados regionais produtos alimentícios mais diversificados e atraentes a quem a natureza impõe dietas de longo prazo. Uma grande indústria de sorvete não pode ficar apenas num picolé sem graça, tipo “bom-para-tudo-sabor-de-nada” (sem açúcar, sem lactose, sem sódio, sem gordura, sem nada). Os trinta milhões de diabéticos no pais precisam conhecer e aprender a consumir produtos que evitem agravos da doenças e os supermercados precisam ofertar estes ao grande público. Se não atendem aos diabéticos, que são maioria, como vão dar suporte a doenças raras de metabolismo?

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    Publicado por J.Jorge | 28 de fevereiro de 2019, 07:44

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