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Ecologia, Grandes Projetos, Minério

E Carajás: o que ganha?

O quadrilátero ferrífero de Minas Gerais, maior produtor de minério de ferro do Brasil, tem 800 mil hectares. Nos seus limites há 25 municípios, incluindo a capital, Belo Horizonte, com 2,4 milhões de habitantes, e cidades históricas, como Ouro Preto, Sabará e Mariana, num total de mais de 3 milhões de pessoas, representando a maior concentração urbana do Estado. A produção mineral corresponde a quase 30% do PIB estadual.

Com os desastres ecológicos e humanos de Mariana e Brumadinho, num intervalo de três anos, o futuro da mineração no quadrilátero, iniciada meio século atrás, está comprometida. A Vale, envolvida nas duas tragédias, já anunciou que desativará 10 das suas barragens, as mais perigosas. Mas pode ter que ir muito além.

Seu novo destino já está definido: reduzindo drasticamente a sua participação na economia mineira, iniciada em 1942, ampliará a sua presença no Pará, que dispõe de tantas jazidas quanto Minas, porém amis diversificadas substâncias e mais ricas, sobretudo em minério de ferro.

A província mineral de Carajás (que já é produtora em escala internacional de ferro, manganês, cobre, níquel e ouro) tem 10 vezes o tamanho da sua equivalente em Minas Gerais, com sete milhões de hectares. Além da vantagem de dispor de minérios mais ricos, suas minas se localizam em áreas mais isoladas, menos montanhosas e com certa distância dos núcleos urbanos, de porte inferior ao das cidades mineiras.

A área de todo quadrilátero ferrífero equivale ao tamanho das cinco unidades de conservação (três florestas nacionais, uma reserva biológica e uma área de proteção ambiental) criadas em Carajás no início da extração mineral, em 1985 com 765 mil hectares.

Segundo o engenheiro Eliezer Batista, que presidiu por duas vezes a Vale e foi o mais influente dos seus personagens, o conceito de desenvolvimento sustentável, consagrado na conferência mundial de 1992, no Rio de Janeiro, se baseou na experiência – já de meio século – da mineradora com a proteção à natureza em Carajás.

A maior jazida de alto teor de hematita do mundo, a S11D, ao sul da primeira mina, começou a produzir, no final de 2016,  com uma inovação: pela primeira vez não precisa usar os imensos caminhões fora de estrada, de até 400 toneladas, já que o minério é conduzido até o embarque nos vagões da ferrovia em esteiras.

A nova mina não tem barragem de rejeitos, o consumo de água foi reduzido em 93% e de energia em 70%, enquanto as emissões de CO2 caíram pela metade.

Pelo seu alto teor, o minério de S11D recebe prêmios de pureza no mercado internacional. Significa que o cancelamento de 40 milhões de toneladas que eram produzidos nas barragens perigosas de Minas, substituídos pelo incremento do mesmo volume em Carajás, não só reduzirá os custos de produção como elevará os ganhos de qualidade.

Em consequência, a Vale ganhará transferindo a produção do quadrilátero mineiro para Carajás. Mas o que o Pará ganhará por possibilitar uma mineração de baixo impacto ecológico e extração a céu aberto do melhor minério do planeta, em volume gigantesco? O mesmo que Minas?

(Publicado no site Amazônia Real)

Discussão

17 comentários sobre “E Carajás: o que ganha?

  1. O buraco.

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    Publicado por Zico | 7 de março de 2019, 21:25
  2. Lúcio Flávio, Carájás e Pará como todo poderiam ganhar muito. Explico:

    – O estado cresce mais que a maioria dos outros estados e assim continuará;

    – Tem vocações diversas, inclusive no turismo;

    – Tem uma coluna dorsal (a riqueza mineral) que bem trabalhada pode alavancar áreas diversas, mas mesmo assim tem déficit fiscal.

    – As exportações são enormes;

    – A China responde por quase a metade das exportações.

    Não é razoável a política de VERTICALIZAÇÃO MINERAL continuar sem definição. Ela poderá de forma efetiva e significativa gerar empregos em massa e dar condições para o estado mostrar uma nova vocação.

    Sendo assim, apesar de tudo que o estado e Marabá já fizeram para um possível projeto Siderúrgico na região, nada de concreto surgiu ainda e lembrando que a VALE agora depende muito mais do Pará. Em MG o cenário é muito incerto em função dos problemas decorridos do acidente em Brumadinho e Pará, por outro lado, cada vez se torna mais eficiente e seguro para um mercado de minério em franca expansão, puxado principalmente pela demanda Chinesa. A produção de aço na China cresce em ritmo acima de 6% a.a. e isso demanda muito minério.

    Existe ingresso de aço Chinês no Brasil. Centenas de milhões de toneladas de minério são exportadas a partir do Pará. Existe capital e investidores Chineses para negócios diversos na América Latina. Existe uma Comissão entre Brasil e China para desenvolvimentos de cooperação (COSBAN) sendo retomada e mesmo assim, não se conseguiu ainda juntar estas pontas.

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    Publicado por Peter | 18 de março de 2019, 17:01
    • Ainda bem que você escreveu. Um tema de tal importância passa em silêncio pela opinião pública paraense.

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 18 de março de 2019, 17:33
      • Lucio Flávio, legal seu empenho em provocar a mente da sociedade. Vamos em frente.

        Acredito que o Governo atual vai tratar das políticas estruturantes com profundidade.

        No tocante à VERTICALIZAÇÃO MINERAL, me encantaria algo similar ao que inicialmente foi concebido para o projeto Alpa, pois em 2017, tentaram trazer uma tal de aciaria elétrica, que me assustava, pois foge à lógica de estando sobre uma aberração da natureza em termos de reserva e qualidade de minério de ferro, ter que importar sucata para fazer aço. Numa outra abordagem, seria mandar minério para China e importar sucata da Europa ou USA. Me parecia bem estranho!

        Veja o que saiu na mídia na data de 18 de março. Só jogar no GOOGLE: “Mesmo após tragédia de Brumadinho, Vale deve lucrar em 2019”. A razão é: segurança dos negócios no Pará.

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        Publicado por Peter | 19 de março de 2019, 17:28
      • A aciaria com redução direta a energia elétrica era bem viável quando Tucuruí foi construída. Hoje, com o acréscimo de Belo Monte, o Pará é o segundo Estado a exportar mais energia bruta.

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        Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 19 de março de 2019, 17:40
  3. LF, redução direta é um tema um pouco mais complexo. Precisa separar o que é aplicado industrialmente do que é tecnologia em desenvolvimento/consolidação.
    Em termos de Redução Direta, o que se tem de consolidado em operações com forno é MIDREX e HYL (tipo operação descontinuada na Bahia pela Gerdau). Sendo MIDREX responsável por 2/3 e HYL 1/3 de mais de 70Mt no mundo, muito forte no Irã e Índia, mas encontra alguma coisa na Argentina também.
    Outros processos tipo COREX, TECNORED (tem uma planta experimental) etc não tem track records ainda e talvez não terão.
    Para MIDREX e HYL terem viabilidade o gás natural precisa ter custo irrisório e muito volume disponível. Nenhuma empresa vai colocar Bilhões para produzir aço em volume (ordem de milhão de tonelada) a suportados por processos sem décadas de operação regular comprovada.
    Outra coisa é ter ou não sobra de energia no estado não muda o preço mínimo do PPA, que garantiu a viabilidade da hidrelétrica e não é baixo para uso industrial.
    Por fim, na aciaria elétrica, a grande quantidade de carbono contido nestas matérias primas (DRI ou até mesmo gusa sólido) provoca reações durante a fusão que geram super aquecimento “overheat” que degradam o refratário do reator além de algum risco de explosão. Não se tem essa configuração no mundo. DRI ou gusa sólido substitui parte da sucata, mas não sua totalidade.

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    Publicado por Eduardo Feng | 20 de março de 2019, 09:24
    • Muito obrigado por suas explicações técnicas, as mais detalhadas a que já tive acesso. Peço-lhe a gentileza de situar cronologicamente a adoção da redução direta em mini=-aciarias a gás ou energia elétrica, ao invés de em altos fornos, justamente no período de início das operações em Tucuruí e a descoberta de reservas de gás na Amazônia, em continente e no mar territorial.

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 20 de março de 2019, 09:44
  4. Caro LF, não existe mini-aciaria a gás. Ou é aciaria elétrica ou convertedor LD ou no limite, pré-aquecimento de sucata com fusão por O2.
    Excetuando países com abundância de gás, onde o mesmo tem custo irrisório, seja praticamente um subproduto e os processos UPGN, pipping etc já estejam depreciado, nunca o ferro esponja será mais econômico que ferro gusa. Lembre-se uma planta de Redução Direta tem um CAPEX muito alto (múltiplos do custo de um alto forno com produção equivalente).
    Importante entender também, que um poço de gás maduro para ser viabilizado provavelmente terá que ter preço de gás disponibilizado acima do custo mínimo para viabilizar uma redução direta. Substituir óleo pesado e/ou gasolina por gás natural sempre será viável, mas comparando com combustível sólido, a situação é bem diferente.
    Sendo assim, colocando isso tudo numa base real, com profundidade de conhecimento e riscos associados fica fácil de entender porque o mundo tem como processo principal de redução o bom e velho alto forno.

    2000 – MIDREX 30,12Mt OTUROS (PRINCIPALMENTE HYL) 9,39 Mt Mt
    2001 – MIDREX 26,99 Mt OTUROS (PRINCIPALMENTE HYL) 8,04 Mt
    2002 – MIDREX 30,11 Mt OTUROS (PRINCIPALMENTE HYL) 8,88 Mt
    2003 – MIDREX 32,06 Mt OTUROS (PRINCIPALMENTE HYL) 9,72 Mt
    2004 – MIDREX 35,01 Mt OTUROS (PRINCIPALMENTE HYL) 11,34 Mt
    2005 – MIDREX 34,96 Mt OTUROS (PRINCIPALMENTE HYL) 11,00 Mt
    2006 – MIDREX 35,71 Mt OTUROS (PRINCIPALMENTE HYL) 10,91 Mt
    2007 – MIDREX 39,72 Mt OTUROS (PRINCIPALMENTE HYL) 11,20 Mt
    2008 – MIDREX 39,85 Mt OTUROS (PRINCIPALMENTE HYL) 9,84 Mt
    2009 – MIDREX 38,62 Mt OTUROS (PRINCIPALMENTE HYL) 7,88 Mt
    2010 – MIDREX 42,01 Mt OTUROS (PRINCIPALMENTE HYL) 9,81 Mt
    2011 – MIDREX 44,38 Mt OTUROS (PRINCIPALMENTE HYL) 11,03 Mt
    2012 – MIDREX 44,76 Mt OTUROS (PRINCIPALMENTE HYL) 10,79 Mt
    2013 – MIDREX 47,56 Mt OTUROS (PRINCIPALMENTE HYL) 11,29 Mt
    2014 – MIDREX 47,12 Mt OTUROS (PRINCIPALMENTE HYL) 12,04 Mt
    2015 – MIDREX 45,77 Mt OTUROS (PRINCIPALMENTE HYL) 11,62 Mt
    2016 – MIDREX 47,14 Mt OTUROS (PRINCIPALMENTE HYL) 12,66 Mt
    2017 – MIDREX 56,45 Mt OTUROS (PRINCIPALMENTE HYL) 14,98 Mt
    Total: 71,4 Mt

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    Publicado por Eduardo Feng | 20 de março de 2019, 11:36
    • Muito obrigado mais uma vez.
      Você chegou a examinar a hipótese de uma aciaria de aços especiais em Carajás, como foi o caso da Acesita em Minas?

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 20 de março de 2019, 12:05
      • LF, de uma forma muito simplista, o preço do aço inox é muito alto e sustenta até uma operação relativamente pequena como àquela da Acesita. Mas é um segmento muito específico, repleta de especialidades e com um mercado muito restrito. Realmente não consigo cravar se seria razoável um grande player internacional enxergar uma situação realmente atrativa para transferir ou ampliar uma linha de inox no Norte do país. Num “chute”, diria não.

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        Publicado por Eduardo Feng | 20 de março de 2019, 12:40
  5. Prezados,
    Excelente discussão e várias informações interessantes, gostaria de fazer alguns comentários :

    1.A Verticalização é rota que não tem volta para o Estado do Pará.

    No entorno do quadrilátero ferrífero, você tem várias siderúrgicas integradas que produzem milhões de toneladas de aço, ou seja, MG apesar de depender fortemente da Mineração, é o maior produtor de aço do Brasil (Verticalizado !).

    2.Para produzirmos aço no Estado do Pará, temos que entender que o consumo interno de aço é pequeno (Norte e Nordeste) para uma siderúrgica de médio porte como a antigo projeto ALPA, e toda a falácia do tal projeto CEVITAL !!!. Para pensarmos em um estado exportador de aço, é mandatório a construção da hidrovia Araguaia-Tocantins, o que daria um diferencial muito positivo de custo para instalação de um empreendimento siderúrgico, longe da costa marítima. Veja os dois últimos empreendimentos siderúrgicos feitos no país ( CSP – Porto do Pecém-CE . CSA – Porto de Sepetiba -RJ ). O bom e velho Alto Forno, precisa de carvão mineral (importado e transoceânico ) e para exportar o pruduto, no caso o aço, tem que ter competitividade logística para colocar o aço no navio ( Exemplo : AMT – Arcelor Mittal Tubarão, localizada no Porto em Vitória -ES ).

    3.Os empreendimentos verticalizados de aço e outros como produtos fundidos, teriam que suprir necessidades da região e outras próximas.

    3.1 – Produção de produtos fundidos para Ferrovias.

    3.2 – Produção de trilhos para Ferrovias ( lembrando que o Brasil importa e não produz uma grama!), temos fonte de Manganês na região para suprir a produção desses trilhos.

    3.2 – Produção de consumíveis na indústria da mineração (materiais de desgaste por abrasão), material importado de alto valor agregado. Fontes de Níquel na região supririam a necessidade deste metal na fabricação desses materiais.

    3.3 – Produção de Tubos para saneamento básico, necessidade de investimento do Estado nessa área tão deficitária.

    3.4 – Produção CKD de máquinas agrícolas, fronteira do agro negócio “batendo na porta” do Estado. Consome produtos de aço e várias peças fundidas de grande porte.

    Produção de produtos diversos, com aplicações na indústria instalada na região e com altíssimo valor agregado, e alta geração de empregos de qualidade.

    4.0 – Planta Siderúrgica para Aços Especiais .

    A China é maior produtor e consumidor de aço inox do mundo, sendo que principal metal de composição do aço inox é o Níquel, com a crescente demanda por esse metal, impulsionado pelo crescimento Chinês provocou uma elevação de preço do Níquel na LME com valores acima de 50.000 $ a tonelada, o que impulsionou os players mundiais de Níquel, inclusive a Vale a investirem em novos projetos greenfiled no mundo para suprir a necessidade crescente desta commodity. Porem o que todos não esperavam foi a entrada de um novo produto de Níquel para substituir os tradicionais na produção de aço inox, aí o Chinês inventou o NPI ( Níquel Pig Iron) em português, Gusa com Níquel, produzidos em pequenos Alto Fornos e Fornos Elétricos de Redução em Instalações Baratas, fazendo com que o LME do Níquel viesse para patamares de 10.000 $, e o mais interessante é que não há jazimentos de Níquel no sub solo Chinês, mais uma vez o Chinês quebrou paradigma, transportando transoceanicamente minérios lateríticos de Níquel da Indonésia. Alguns anos depois o governo da Indonésia proibiu a exportação de tal insumo, forçando o Chinês a investir em plantas de Aços Especiais na Indonésia, detentora da matéria prima.

    No Estado do Pará temos jazimentos de minérios Lateríticos de Níquel, tão bom quantos os da Indonésia. Exemplo: Reserva do Jacaré da Anglo American em São Félix do Xingu, outras na região do Araguaia.

    O mercado de aço inox continua a crescer no mundo e principalmente na China.

    Uma empresa Chinesa, a pouco meses inaugurou uma planta integrada de produção 3Mtpa de Bobinas Laminadas de Aço Inox, na região de Sorowaco, e tendo que construir toda a infra estrutura, acham que é só o Pará que tem problemas de infra estrutura.

    Temos no Pará, o que o Chinês precisa, e nós precisamos verticalizar nossa produção, esse acredito que seja um exemplo definidor para Verticalização. Uma planta Integrada de 3 Mtpa de aço inox para exportação, utilizando-se dos jazimentos de minérios lateríticos de Níquel e disponibilidade de energia elétrica e etc…

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    Publicado por marcelo nazareno | 20 de março de 2019, 15:02
    • Excelente contribuição para avançarmos no debate. A conclusão das suas observações: o Pará precisa elaborar, urgentemente, um plano de desenvolvimento integrado da região de Carajpas, entre o Tocantins/Araguaia e o Xingu. Só assim poderá integrar logística, definir prioridade de investimentos e atrair capitais, além de abrir entendimentos amplos com os chineses para que tiremos vantagem do que eles estão fazendo.

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 20 de março de 2019, 18:41
  6. Bacana amigo, se me permite, faço alguns reforços e/ou contribuições a saber:
    -Realmente acredito que a Verticalização não tenha volta. Sustento isso pela lógica. Quero dizer, no fundo é uma ordem natural das coisas.
    -Colocando números nos seu comentário, MG produz mais de 10,5 Mt de aço. Isso mesmo, o maior produtor de aço do Brasil que produz próximo de 35 Mt.
    -Pelo o que me recordo, a ALPA original previa exportação de placas e essa janela já foi preenchida pelo PECEM. Então realmente esta concepção precisa ser esquecida.
    -Quanto à CEVITAL, diria que foi uma iniciativa um pouco estranha. Por exemplo, nunca um projeto de 2,7 Mt para produzir aquele range de produtos custaria apenas R$ 4,5 Bi conforme anunciado. Mas acreditaram!
    -Quanto ao tópico 2, existe um ponto de atenção. Se debruçar no que já demanda de aço importado para o Norte, Nordeste e entrando até mesmo no Centro-Oeste, poderá ter uma surpresa. Acredite! Pesando também que com todos os problemas do país nos últimos anos, o Norte cresceu acima de 2% (Pará acima de 3%) em 2018 e vai continuar descolando do Brasil. Isso é fato. Crescimento está relacionado a aumento de consumo de aço. Por outro lado, concordo totalmente com sua análise que mercado regional para no caso de 3Mt não se sustente, mas um pouco menor, com um tamanho mínimo ainda viável, bem otimizada desde o conceito inicial e alinhada com o perfil do mercado real e crescente, talvez sim.
    -Carvão mineral não é problema para chegar à Marabá. Analisando todos os projetos logísticos no Brasil e prioridade do tema eficiência logística, não tenho dúvida que o derrocamento do Pedral irá agora acontecer. Alguma coisa precisa mudar!
    -No fundo, a Verticalização vai depender principalmente da magnitude da viabilidade do negócio a ser idealizado e riscos associados. Opções existem, mas a partir de projeto integrado, seja minério high grade ou lateritas no caso de um projeto para inox.

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    Publicado por Eduardo Feng | 20 de março de 2019, 17:54
  7. LF, acho realmente interessante e positivo seu empenho em provocar as pessoas pensarem.
    Já valeu pela oportunidade de discutir um pouco.
    Um prazer contribuir com seu blog.

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    Publicado por Eduardo Feng | 20 de março de 2019, 18:50
  8. Caros,

    Grupo técnico executivo tem que ser criado pelo Estado, e que tenha independência e competência comprovada.
    Veja o caso de Cevital, todo o estudo ficou a cargo de profissionais da Vale e realmente como produzir 2,7Mt com apenas R$ 4,5 bi….não voa né .

    Temos excelentes possibilidades de negócios, com uma produção menor e produtos de maior valor agregado, e como Eduardo comentou, atender os mercados Norte e Nordeste de planos, que realmente importa aço.

    Temos excelentes profissionais brasileiros que possam compor um excelente grupo executivo, entendendo nossos potenciais e alavancarmos projetos de sucesso para o Pará.

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    Publicado por marcelo nazareno | 21 de março de 2019, 08:09

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