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Política

Heroína à vista

O Brasil, felizmente, tem um herói. Melhor ainda: uma heroína. Moradora da periferia pobre de São Paulo, filha de uma diarista e um motorista e ônibus. Sobrevivente num mundo hostil, ela arrematou uma precoce e impressionante carreira de estudante, que a levou ao bacharelado em ciência política numa das mais importantes universidades do mundo, em Harvard, com bolsa total concedida pela instituição, por seus méritos pessoais, há três meses, com 25 anos de idade, Tábata Amaral se tornou deputada federal.

Foi a primeira eleição que disputou. Candidata pelo PDT no maior colégio eleitoral do país, o de São Paulo, foi a sexta mais votada. O vídeo que registra o questionamento que ela fez ao ministro da Educação de Bolsonaro, se tornou sucesso na internet.

Suas manifestações e seu currículo a credenciam a se tornar uma legítima representante política do povo brasileiro. Tomara que vá tão longe quanto as perspectivas que ela mesmo abriu para si sugerem. Neste momento, o Brasil precisa de heróis.

Discussão

10 comentários sobre “Heroína à vista

  1. Apoiado!/

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    Publicado por Elias Granhen Tavares | 31 de março de 2019, 14:13
  2. Concordo que o ministro da educação está demonstrado um total despreparo para o cargo que assumiu. Só trapalhadas até agora. Mas acho muito cedo pra considerar essa moça uma heroína. Pareceu-me ser muito boa em sua retórica para fazer críticas, gostaria de vê-la executando com sucesso o comando de um cargo executivo. Daí sim, a consideraria uma heroína. Conheço muitas pessoas boas de discurso, bastante críticas, mas na prática são completamente incompetentes. Principalmente aqueles que têm telhado de vidro, não deveriam atirar pedra no telhado dos outros.

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    Publicado por SABINO JUNIOR | 31 de março de 2019, 17:54
  3. Por enquanto, Tábata é deputada federal, e o que ela precisa fazer é ser uma boa deputada federal. Isso ela está conseguindo, com louvor!

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    Publicado por Elias Granhen Tavares | 31 de março de 2019, 19:56
  4. Não concordo. Considerando a sua ainda curta carreira na vida pública, é muito cedo para avaliar seu trabalho e também para ser considerada uma heroína.

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    Publicado por SABINO JUNIOR | 31 de março de 2019, 22:00
  5. Oxalá estejas certo.Parece.

    Ouvir esta moça é impactante.

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    Publicado por celso | 31 de março de 2019, 22:27
  6. Boa. Nestes tempos de crise, dificuldades, falta de consonância pra governar, um disse me disse que chega ao risível, que apareça a heroína. Ela só precisa ter cuidado pra não ser manipulada por empulhadores.

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    Publicado por Alcebiades | 31 de março de 2019, 23:29
  7. Agora quando foi que um Ministro da Educação foi competente? Sua função é a dir até a ONU pegar uma grade curricular pronta, ao país que tem um dos piores sistemas de ensino do mundo!
    Não acredito que partido político algum fará uma revolução na educação, não tem interesse algum nisto!
    Toda esta liberdade que ainda é concedida ao internauta está com os dias contados vem regulamentação por aí!

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    Publicado por Henrique Miranda | 1 de abril de 2019, 10:57
  8. neste Bolsonaro Day mando a indefectível frase do nosso ex:

    “Não existe viva alma mais honesta do que eu nesse país.” (Lula)

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    Publicado por Gleydson | 1 de abril de 2019, 15:39
  9. Ouvi dizer uma vez que triste é o homem que precisa de heróis. Neste sentido precisamos entender a distinção de enaltecimento e admiração. Pessoas são humanos, no sentido de falhas, tal como como Lúcio deseja sorte nas ações, passiveis de erros, esperemos que não sejam tantos assim. Do mesmo modo lembro do livro A Partir da Ilha de Alfredo Oliveira, descrevendo sobre o regime Cuba e suas referencias, que não eram super heróis ficcionais, mas pessoas, mas mesmo assim heróis, talvez do mesmo modo em algum momento idealizados.
    Mas voltemos a Tabata, a historia de vida dela é realmente incrível com superação e destaque conhecendo as realidades de problemas brasileiros de quem vive de baixo, mesmo o Lúcio já havia escrito antes sobre a personagem. Também achei incrível que alguém de destaque como Tabata de 25 anos pudesse estar naquela casa debatendo tais questões com propriedade de quem conhece por ter elaborado antes um trabalho importante. E mesmo com o dito ainda a peço a licença para referir a ela sim como heroína; e acredito que o seu partido pouco importa.
    Muito mais do que isso é ver a incredulidade e a critica feita ao ministro da Educação acerca da mediocridade de seu trabalho. A deputada sabendo que lida com políticos e conhecer as desculpas de quem enrola nas ações que deveria apresentar foi correta e achou preferível não perguntar e ser enfática em suas criticas. A polemização do fato serviu em dois pontos, para ridicularizar o ministro e para dar destaque a deputada. E outras polemicas e criticas de deputados que não cabe aqui falar.
    A publicidade desta desta moça que poderia ser qualquer coisa que quisesse e preferiu ser deputada pode não ter sido um tanto benéfica somente e causado também certa inveja. Mesmo sendo noticia pelo seu conhecimento, já tendo feito pronunciamento e entrevistas só veio a ter mais destaque com a polemica. Agora é atacada tando pela direita, representada por Rodrigo Constantino, quanto pela esquerda, de Carolina Fernandes. Rodrigo Constantino já é conhecido seus posicionamentos e pensamento, mas Carolina é mais recente, anti-Olavo ela te um currículo com doutorado em sociologia no Canadá e falo com propriedade de muitos assuntos em videos no youtube, mas mesmo não impede de errar e falar besteiras como a de desqualificar Tabata e chegar a defender Velez. Completo dissenso de tudo isso tentando menosprezar o fato dela ter sido financiada, citando até o nome da financiador, e de que de tal modo ela não poderia criticar a educação. Deixo o vídeo sobre as criticas a Tabata ao final do comentário.
    Tabata com conhecimento vasto é obrigada a se render a simplicidade dos discursos da câmara para ser entendida. Foi eleita com uma votação inexpressiva em comparação a figuras campeãs de votos como Joyce Hasselman. Hasselman foi uma jornalista que critica extrema ao governo petista e se posicionou ao lado do novo governo do qual se filiou e hoje faz parte. Joyce teve atritos com Reinaldo Azevedo com quem até então tinha afinidades ao criticar os governos petistas, mas ao discordavam quando a Bolsonaro, acabou trocando de empresas ao ser acusada de plagio de trabalhos jornalísticos. Há de se entender a diferença entre Tabata e Hasselman principalmente em discursos pela educação. A deputada do PSL diz que a educação brasileira é uma mangueira com vários furos e que não deve esta educação receber aporte de recursos. A do PDT, por sua vez, cria desta educação, acredita que a educação brasileira tem soluções e merece importância. Mas mudemos o foco ao representante da pasta da educação.
    O ministro Ricardo Velez Rodrigues acaba saindo enfraquecido da situação, que diante da apresentação a deputada teria pedido que o ministro deixe a pasta se continuasse tamanha mediocridade. Além disso teve a troca de importantes figuras como a do do ministério, como a do Inep, a da tal filmagem das crianças cantando o hino, ou declarações de que não houve ditadura. Tudo isso fez com que a jornalista Eliane Cantanhêde declarasse um furo jornalistico que Velez sairia do governo. Bem se sabe que também o governo briga com certos setores da mídia e logo isso seria desmentido como fake news. Não seria novidade segurar Velez para confrontar setores da mídia, assim como barrigadas não são de hoje e a noticia antecipada possa frustrar alguns fatos.
    Também há certa preocupação com a troca de Velez. Primeiro por que Velez foi uma escolha a dedo para o cargo, sendo uma indicação do guru Olavo de Carvalho. A escolha do ministro foi endossada pelo setor conservador por ser este apoiador de ideias como o do projeto escola sem partido. Foi comemorado quando escolhido no cargo e rejeitado alguém mais moderado. Hoje há também a preocupação de pressão de que se escolha alguém ainda mais radical.
    A Ricardo Velez Rodrigues, se juntam figuras como de Ernesto Araújo e suas excêntricas ideias históricas, Damares Alves, sem comentários, e hoje Paulo Guedes, que vai perdendo força e não demonstra tanto traquejo politico. E a figura cômica do ministério do novo governo.

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    Publicado por Fabrício | 5 de abril de 2019, 23:41

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