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Transporte

Emergência na ponte

O governador Helder Barbalho decretou estado de emergência no Estado para poder investir sem as exigências legais, como a abertura de concorrência pública, nas obras de recuperação da ponte sobre o rio Moju, que desabou parcialmente na madrugada de ontem. O governo calcula que vá precisar de 100 milhões de reais para realizar os serviços, que deverão se estender até o fim do ano. A colisão de uma balsa com um dos pilares de sustentação da ponte provocou a queda de 200 metros dos 870 metros de extensão da estrutura.

O gasto tem que ser emergencial, mas não a ponto de impedir que o Ministério Público do Estado convoque imediatamente uma audiência pública para que o governo apresente o plano de trabalho da obra e explicações técnicas não só sobre esse acidente como relativas a toda a alça viária, tão acidentada em seus 17 anos de história. Assim, o MPE poderá cobrar as explicações que o governo precisa dar, inclusive sobre a qualidade do projeto de engenharia e a sua execução nas gestões anteriores.

Espera-se que a polícia apresse a investigação das causas e dos responsáveis pelo acidente em ritmo coerente com o estado de emergência decretado.

Discussão

8 comentários sobre “Emergência na ponte

  1. Se é o que está à mesa, que se cumpra. Infelizmente, num ” país “, chamado Pará, como dizia o poeta, há pouca vigilância, total desrespeito ao que é público, leniência e falta de muito empenho. Sou apartidário, sou por melhorias de tudo e de todos. Já fiz essas alternativas de viagens quando ” quebraram ” a ponte antes. Pra sobreviver, trabalhar, agir, e resolver, sempre encarei lonjuras nesse Pará. Em estradas esburacadas ou não. Faço a minha parte.

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    Publicado por Alcebíades | 7 de abril de 2019, 18:37
  2. Tem que processar quem não procedeu ou permitiu as devidas defesas dos pilares das pontes da alça.
    Há transporte de cargas, então, há de ter balizamento e proteções para evitar os acidentes.
    Os culpados são criminosos e merecem cadeia, pois vão obrigar que milhares sejam prejudicados, até com o desemprego, além do volume de recursos que se perderam e os que serão gastos nas obras emergenciais, que poderiam ser usados em outras prioridades, como a saúde pública.
    O Jateni passou 12 anos sentado no trono. Deveria saber dos riscos, mas não adotou as providências devidas

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    Publicado por Jab | 7 de abril de 2019, 20:07
  3. Lucio, o que achei mais incrível foi uma moradora das redondezas afirmar que a situação MAIS COMUM são balsas colidirem com os pilares ….que dessa vez sucumbiram..

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    Publicado por IURE | 8 de abril de 2019, 11:10
  4. ô oportunidade para contratar quem bem entender
    o piloto da balsa vai ganhar uma beijoca da famiglia, mas isso a gente não vai ver na rba

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    Publicado por anonimo | 8 de abril de 2019, 11:45
  5. Lucio, se não me engano , a carga de rejeitos era da BIOPALMA , que é uma empresa da Vale , não ?

    E como é que uma empresa da Vale contrata uma prestadora de serviços ( dona da balsa) toda irregular ?

    Nesse caso, quem deverá pagar essa conta dos 100 milhões ( se for mesmo tudo isso o custo da tragédia ) , nós paraenses ou a Biopalma/Vale que cometeu um ilícito : contratou uma prestadora que estava fora da lei ?

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    Publicado por Marly Silva | 8 de abril de 2019, 23:21
    • A Biopalma alega que apenas vendeu o rejeito. A transportadora teria sido contratada por esse comprador. Esperemos que a investigação esclareça tudo.
      Por enquanto, ninguém respondeu à minha sugestão de uma audiência pública imediata sobre o que o governo está fazendo ou vai fazer.

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 9 de abril de 2019, 15:52
  6. Concordo plenamente com a realização de Audiência Pública. Participação, no minimo do MPE, Sociedade, SETRAN, PGE, DETRAN, ARCON, DNIT, ALEPA

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    Publicado por Álvaro Maia | 10 de abril de 2019, 10:34

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