//
você está lendo...
Imprensa

Estou fora

Marcos Faerman foi uma pessoa maravilhosa e um grande jornalista. Tornamo-nos amigos em São Paulo, eu na redação de O Estado de S. Paulo, ele no Jornal da Tarde, o vespertino vanguardista da família Mesquita, editado por Mino Carta. Marcão criou uma publicação mensal alternativa, o Versus.  Colaborei com o jornal, que era pluralista e aberto. Tão abeto que um grupo da Libelu, a organização de extrema esquerda Liberdade e Luta, tomou conta do Versus, levando o Marcos a abandoná-lo.

Parece que a história se repete neste blog. Comentaristas que sentem prazer em me criticar, atacar e ofender acham que eu inventei o personagem José Silva para usá-lo como minha segunda voz (nem alterego é), para me defender e me elogiar. A ofensiva em torno dessa acusação se tornou patológica e absurda. O José Silva existe, é um acadêmico paraense da área ecológica, mora nos Estados Unidos há bastante tempo, possui um nome intermediário entre o José e o Silva.

Por que não o identifico por inteiro, pondo fim a esse impasse de péssimo kafkianismo? Porque, tendo lhe pedido por e-mail que se identificasse quando do primeiro surto de incredulidade (e má fé), ele me pediu que eu admitisse que ele se mantivesse relativamente anônimo, pelo acaso de ter um nome extremamente comum. Não sei a razão, mas respeitei e respeitarei o pedido, como sempre fiz com as minhas fontes (nunca ter perdido uma boa fonte é item fundamental no currículo de um jornalista). Mas peço agora ao José Silva que, se for possível, responda à provocação (de agente provocador mesmo, como aqueles que proliferavam como pragas na época da ditadura).

Quanto a mim, me enojei dessa polêmica, que me desvia do que interessa e tenta me levar para um terreno pantanoso que meus problemas atuais de saúde não me recomendam.

Discussão

Um comentário sobre “Estou fora

  1. Há mais de 500 anos a.C., mestre Confúcio já dizia: “Quando encontras uma pessoa digna de uma conversação e não conversas com ela, perdeste teu próprio senso humano. Quando encontras um homem indigno de uma conversação e conversas com ele, perdeste e gastaste tuas palavras. Um homem sensato nunca perde seu senso humano nem suas palavras.”
    O fanatismo, desde sempre, é o principal fator da (de)formação de um indivíduo, levando-o a perda do senso crítico e consequente distanciamento da realidade.
    A partir desse ponto o fanático só encontra na ofensa, na agressão, sua forma de expressão por pura carência de argumentos. Acaba se tornando um pobre coitado.

    Curtir

    Publicado por Fernando | 18 de maio de 2019, 13:52

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: