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Ciência, Cultura, Ecologia

A fada das plantas

Margaret Mee fez a primeira das suas 15 incríveis excursões à floresta amazônica, que lhe possibilitaram desenhar e pintar as mais belas flores da mata nativa, quando tinha 47 anos, em 1956. Percorreu o rio Gurupi, na divisa do Pará com o Maranhão, com uma amiga, Rita. Acertou com um mateiro para ir buscá-la num determinado dia. Ele se atrasou por vários dias. Mesmo com fome e febre, Margaret não deixou de trabalhar um dia sequer. Era obstinada, disciplinada, tenaz. Sabia o que queria. E amou as plantas amazônicas como ninguém. Perpetuou-as com seus desenhos e cores sem igual.

Conversando com ela, liguei os pontos e cheguei à conclusão de que o mateiro era o pai de João Carvalho, sertanista da Funai, o não-índio que mais línguas indígenas conhecia e falava. À sua maneira, um personagem da história atual da Amazônia como a artista inglesa, embora sem o reconhecimento que ela obteve, ainda assim, não à altura do que fez pela Amazônia.

Espero atrair a atenção para essas pessoas, como faço agora, reproduzindo as informações sobre o documentário a que me referi ontem, fornecidas pela Livraria Cultura, de São Paulo

MARGARET MEE E A FLOR DA LUA

‘Margaret mee e a flor da lua’ é um documentário sobre a vida e a obra da ilustradora botânica Margaret Mee, que viveu no Brasil por 36 anos, onde realizou 15 expedições à Floresta Amazônica e deixou um importante e valioso legado iconográfico e artístico. Suas ilustrações são, até os dias de hoje, uma fonte preciosa de pesquisa para a ciência botânica.

Sua técnica de ilustração é reconhecida e equiparada ao trabalho dos grandes ilustradores europeus de todos os tempos. Margaret Mee tem fama e reconhecimento internacional e suas obras estão presentes em importantes coleções nos Estados Unidos, Inglaterra, França e Brasil.

O filme refaz os caminhos de Margaret até a flor da lua e, através de depoimentos e trechos de seus diários, mostra o amor da artista pela natureza, sua militância ecológica e seu pioneirismo, ao alerta para a necessidade de preservação do meio ambiente e da flora brasileira.

DETALHES DO PRODUTO

  • Formato:  DVD

  • Origem:  NACIONAL

  • Idioma Original: PORTUGUÊS – DOLBY DIGITAL 2.0

  • Legendas: ESPANHOL, FRANCÊS, INGLÊS, PORTUGUÊS

  • Ano de Produção:  2013

  • País de Produção: BRASIL

  • Duração:78 minutos

Discussão

8 comentários sobre “A fada das plantas

  1. Olá, por favor solícito não reproduzir meu post sem aspas… O meu blog é um trabalho com autoria. Entendo que vc cita meu nome no primeiro parágrafo mas não fica claro para quem lê que 99% do texto é de minha autoria… Peço por favor retirar, ou citar apenas um trecho pequeno e fazer o link para o post original. Obrigada

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    Publicado por karinakuschnir | 28 de maio de 2019, 13:10
    • Desculpe. Jamais imaginei que poderia desagradá-la, já que citei a sua autoria e até a elogiei, porque merece ser elogiada. Vou retirar o seu texto. Minha intenção era apenas chamar a atenção dos leitores.
      PS – Já retirei o texto, que está disponível, completo, através da pesquisa pelo Google, para quem quiser lê-lo.

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 28 de maio de 2019, 18:57
      • Oi Lucio, desculpe se não me fiz entender. Não precisava deletar tudo. Só quis dizer que vc poderia citar uma parte do post e fazer um link para o meu blog. Do jeito que estava, não ficava claro quem escreveu o quê. Como professora, acho importante sermos didáticos para os jovens que frequentam a internet, mostrando que há autores por trás dos textos. abç

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        Publicado por karinakuschnir | 29 de maio de 2019, 18:55
      • Desculpe se não ressaltei a sua autoria conforme a sua expectativa. Como é um texto que está disponível no Google, na íntegra, já há algum tempo, achei que bastaria fazer o que fiz: registrar que você é a autora do texto que se seguiria, que classifiquei de excelente, seguindo-se parte da ficha técnica do documentário, que você mesma também indicou ao fim do seu texto, feito pela Livraria Cultura.

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        Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 29 de maio de 2019, 20:08
  2. Oi LFP, amanhã, vai fazer 60 anos da morte do caudilho Magalhães Barata. Gostaria de lê aqui, um texto de sua lavra, falando sobre esse político que comandou com mãos de ferros, a política paraense por um período da nossa história! Você tem muitas histórias para falar desse pessedista que era bem próximo ao petebismo do qual seu pai fazia parte.

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    Publicado por Paulo Santos | 28 de maio de 2019, 18:39
    • O último ato público de Magalhães Barata foi dar posse ao papai, Elias Pinto, na comissão de planejamento da SPVEA (antecessora da Sudam), acho que cinco ou seis dias antes de morrer, em maio de 1959. Eu tinha de 9 para 10 anos e acompanhei meu pai, ambos de terno branco, como o governador, em puro linho. Tenho uma foto da cena. Barata, tenso, mãos crispadas (provavelmente pela dor causada pela leucemia, que o mataria). Ele se aproximou, passou a mão pela minha cabeça, se voltou pro papai e, com sua voz grave, gutural, ainda firme, disse: “Seu Elias, cabeça grande, o menino é inteligente”. Ouvi tudo no mais absoluto silêncio, conforma as instruções do meu pai. Ele era do PTB, mas apoiou Barata, que era o cacique do PSD, seguindo a aliança nacional entre Juscelino e Jango, presidente e vice da república pelos dois partidos.

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 28 de maio de 2019, 19:10
  3. Amei esse relato! Grande Barata, ainda que eu tenha restrições a sua forma política de governar!

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    Publicado por Paulo Santos | 29 de maio de 2019, 12:40

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