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Agenda Oficial, Política

Tem auditor na área

Talvez nunca tenha havido no Pará, nos 10 anos de existência da Auditoria Geral do Estado, um chefe como o atual. O sr. Ilton Giussepp Stival Mendes da Rocha Lopes da Silva tem trabalhado tanto que às vezes se assemelha a um inquisidor geral, um Torquemada em fúria para defender a coisa pública, apurar os ilícitos, punir os culpados.

Raramente o Diário Oficial circula sem publicar algum dos seus éditos, que revolvem os arquivos da gestão passada ou acompanha a prática cotidiana do governo ao qual serve, de Helder Barbalho, do MDB.

O DO de ontem, por exemplo, oficializou a criação de uma comissão de processo administrativo de responsabilização para apurar “eventuais responsabilidades administrativas” constantes da investigação preliminar, iniciada do mês passado, sobre o programa “asfalto na cidade”. O programa era d responsabilidade de Izabela Jatene, filha do então governador Simão Jatene, do PSDB.

A investigação atinge 11 empreiteiras: Construtora Leal Junior, JM Terraplanagem e Construções, Rodoplan Serviços de Terraplenagem, Cabano Engenharia e Construções, CFA Construções Terraplenagem e Pavimentação, Construfox – Construções e Incorporações, Construamec Construo Agricultura Mecanizada, ETEC Empresa Técnica de Engenharia e Comércio, Construtora Lorenzoni, Via Oeste Construções.

A investigação foi instaurada porque “foram encontrados indícios de irregularidades na execução e recebimento por parte das empresas no Programa Asfalto na Cidade, bem como proceder ao exame dos atos e fatos

conexos que emergirem no curso da investigação”.

A comissão tem 180 dias para concluir a investigação.

Nesse caso o ato contém informações suficientes para que se saiba a natureza do procedimento. Mas a auditoria é exageradamente econômica quando a Auditoria não encontra as pessoas a serem investigadas e as notifica pelo Diário.

Como os nomes são citados sem o mínimo de dados para que o leitor da publicação saiba do que se trata, a impressão que fica é de que o cidadão, mesmo convocado a prestar apenas esclarecimentos iniciais, é suspeito de ter cometido algum ilícito, com poucas possibilidades de fazer chegar ao público os seus esclarecimentos (exceto se a Auditoria for obrigada a publicar as conclusões do seu trabalho).

Às vezes se trata de uma pessoa notória, como o ex-deputado Valdir Ganzer, do PT. A Auditoria, ao procurá-lo, ficou sabendo que Ganzer não reside no endereço citado há mais de sete anos. Pelo edital, ele terá 10 dias para procurar a sede do órgão para se explicar.

Sobre o quê, não se sabe. Como, evidentemente, é matéria pública, o distinto público poderia ficar sabendo desde logo do que se trata. Com mais um pouco de trabalho acrescentado à sua faina diária, o auditor geral poderia acrescentar as necessárias informações, especialmente aos que acompanham o seu trabalho de investigação para saber dos seus resultados.

Discussão

2 comentários sobre “Tem auditor na área

  1. opa: em relação a atual gestão , o dito cujo do eficiente Auditor Giusepp fez foi dispensa de licitação de mais de 250 mil reais pra contratar a empresa do Kleber Barros, da RBA. A justificativa : filmagens e decupagens . E aí, quem vai pra cima dessa auditoria? Será que o MP acorda ?

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    Publicado por Paulo Forte | 15 de junho de 2019, 23:37

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