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Economia, Estrangeiros, Política

Na rota do dinheiro

O tesouro nacional, por ser o avalista das transações, já pagou 500 milhões de dólares (quase dois bilhões de reais) nos últimos meses ao BNDES como indenização pelas parcelas vencidas e não pagas de empréstimos concedidos pelo banco estatal a Cuba, Venezuela e Moçambique. O caso mais célebre, de Cuba, é a construção do porto de Mariel, inaugurado em 2014 pela então presidente Dilma Rousseff.

O principal financiamento foi dado à construção desse porto, com capacidade final para três milhões de contêineres e em condições de receber navios super-pós-Panamax, os maiores do mundo. Dos US$ 957 milhões que custou, US$ 802 milhões foram fornecidos pelo governo brasileiro, dos quais US$ 682 milhões foram pagos à Odebrecht, líder do consórcio de empresas brasileiras, que dividiram os outros US$ 120 milhões.

Por causa das críticas a essas operações, ainda não completamente esclarecidas, pela alegada existência de uma caixa preta na qual estariam sendo mantidas, novos financiamentos foram suspensos em novembro de 2018. Desde então, não houve mais uma reunião formal do Comitê de Financiamento e Garantia das Exportações, o Cofig.

O órgão foi reformulado no mês passado por ato do presidente Jair Bolsonaro, que excluiu os representantes do BNDES e do Banco do Brasil, mantendo apenas os dos ministérios, reformulados. Presidido pelo Secretário Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, que o preside, o comitê passou a ter representantes da Casa Civil, ministérios da Defesa, Relações Exteriores, Agricultura e Secretaria do Tesouro.

Serão os abridores da caixa preta?

Discussão

3 comentários sobre “Na rota do dinheiro

  1. Nobody vai mexer. No Olimpo só os deuses entram. Há +3 anos a CPI do HSBC foi arquivada, expurgada para o MPF, que até hoje nada falou. Poucos, pouquíssimos, jornalistas cutucam tal “famíglia”. Forgets

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    Publicado por Valdemiro | 1 de julho de 2019, 05:58
  2. A tal “caixa-preta” dessas operações tem menos a nos revelar que a constatação de que obras faraônicas financiadas pelo governo petista nos países sob regime ditatorial de esquerda foram concluídas; sim, concluídas, porque as dezenas de milhares de obras faraônicas do PAC aqui mesmo no Brasil estão completamente abandonadas e em algumas delas, como o COMPERJ, jazem a céu aberto vários “Mariéis” em macro equipamentos. Esta sim é a caixa “buraco-negro”.

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    Publicado por J.Jorge | 1 de julho de 2019, 08:58
  3. Essa montanha vai acabar parindo um minicamundongo…

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    Publicado por Elias Granhen Tavares | 2 de julho de 2019, 09:40

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