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Ciência, Desmatamento, Ecologia, Floresta, Política, Queimadas

Satélite melhor ou casca de banana?

O Ibama deve publicar até o fim desta semana o edital para contratar serviços de satélite para o monitoramento do desmatamento na Amazônia, anuncia Mônica Bergamo na sua coluna de hoje na Folha de S. Paulo.

“O anúncio de que o órgão pretendia lançar mão de serviços privados gerou polêmica e assustou especialistas. O próprio presidente Jair Bolsonaro tem feito críticas ao Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), órgão público que hoje faz o mapeamento. A pasta garante, no entanto, que os serviços contratados serão complementares e que o Inpe seguirá atuando”.

 Segundo a jornalista, o ministério do Meio Ambiente informou que, “diferentemente dos alertas gerados pelo sistema Deter/Inpe, que capta apenas imagens de pontos aleatórios e de no mínimo um hectare, o sistema do Ibama vai monitorar imagens diárias e sequenciais sobre áreas pré-determinadas, de focos de desmatamentos com resolução de três metros”.

Ontem, postei no meu blog Amazônia Hoje esta notícia da imprensa de 1992:

O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) assinou, em agosto de 1991, um acordo de cooperação com o Serviço Florestal dos Estados Unidos. O acordo previa a troca de informações, tecnologias e treinamento de pessoal no combate e manejo do fogo.

Uma das consequências dessa parceria foi a construção, pelos técnicos da Nasa, a agência espacial americana, e do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), de São José dos Campos, em São Paulo, de um novo satélite, capaz de detectar a intensidade e o tamanho de cada foco de queimada em todo o Brasil, graças a um sensor adaptado que nele seria instalado.

Até então o Inpe vinha trabalhando com o satélite NOAA. Concebido para estudos meteorológicos, ele não permitia muita precisão na análise de dados sobre queimadas. Em 1991, foram detectados 400 mil focos de fogo no Brasil, durante o período de seca, um incremento que contrastava com a redução dos desmatamentos na Amazônia.

Segundo os dados oficiais, 2,1 milhões de hectares foram desmatados a cada ano entre 1979 e 1989. Já entre os anos de 1990 e 1991 o desmatamento baixou para 1,1 milhão de hectares.

A iniciativa noticiada por Mônica Bergamo faz parte dessa tradição de melhoria dos serviços do Inpe, preservando sua autonomia científica e competência técnica, ou é uma casca de banana atirada no caminho do instituto, em prosseguimento ao ataque obscurantista de Bolsonaro?

Discussão

6 comentários sobre “Satélite melhor ou casca de banana?

  1. Vindo de Mônica Bergamo, como de hábito, deve ser mentira. Mas a rigor não fará a menor diferença. Só não derrubaram madeira de onde não tem rio grande ou estrada para tirar o furto do lugar. Mas nunca por falta de satélites.

    Cuidado Lúcio, para não creres também no ‘desmonte’ da viúva Porcina: o da proteção à natureza que nunca houve de facto, aquela que só existe no papel e nos satélites.

    Rio e São Paulo consomem mais madeira que o Reino Unido e a França juntos. São apenas duas estradas para lá … .

    Coloquem: compro madeira de castanheira no Google para verdes quanto vendem. Tudo estaria bem, se não fosse proibida sua derrubada ????.

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    Publicado por celso.. | 29 de julho de 2019, 11:26
  2. Parei em Mônica Bergamo.

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    Publicado por Carlos | 29 de julho de 2019, 16:35
  3. Vende-se a Santa Casa (por partes) = Tratar com Helder Barbalho ou Bruno Carmona. Bruno é aquele que criou o novo cardápio hospitalar baseado em “bucho bovino e farelo de soja”. Segundo contam, nos momentos de “chefite aguda”, Bruno comporta-se como um Bolsonaro, irritando-se com coisas pacificadas no serviço público estadual como a isonomia salarial, para ele os outros não deveriam ganhar o mesmo salário dos médicos. Por quê?

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    Publicado por J.Jorge | 30 de julho de 2019, 07:30
  4. com ou sem satélite, o desmatamento só vai crescer, já que o que primeiro interessa no capitalismo, é lucro, dinheiro acumulado e não floresta, animais e oque mais for biodiversidade, sabendo quem ler e estuda de fato a história da humanidade, em especial, a da amazônia, que é uma história de violências todas e impunidades, e, agora, com um amém muito maior de bolsonaro e os seus comparsas

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    Publicado por felipe puxirum | 30 de julho de 2019, 16:05
  5. oi Lúcio. Preciso falar com você. Te procurei inbox no Facebook. bj

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    Publicado por CRISTINA FERREIRA SERRA | 31 de julho de 2019, 11:13

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