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Desmatamento, Ecologia, Floresta, Política, Queimadas

Nero em Brasília

Dou passagem, a seguir, a matéria da Folha de S. Paulo, divulgada na véspera do feriado comemorativo à adesão do Pará à independência do Brasil, sem reciprocidade de qualquer forma, exceto a do chicote, real em 1823, metafórico hoje, sem perder a eficiência do mando e da dominação, vergastado agora, na versão flamejante, pelo capitão (do mato) Jair Bolsonaro. Minha indignação é total.

O “dia do fogo” foi revelado no último dia 5 pelo jornal Folha do Progresso, de Novo Progresso. De acordo com a publicação, os produtores se sentem “amparados pelas palavras do presidente” Jair Bolsonaro (PSL) e coordenaram a queima de pasto e áreas em processo de desmate na mesma data. O objetivo, segundo um dos líderes ouvidos sob anonimato, é mostrar para o presidente que querem trabalhar.

Ao longo dos últimos anos, o Ibama mantinha uma base de fiscalização em Novo Progresso durante o período seco. Neste ano, porém, a operação foi cancelada devido à falta de apoio tanto da PM do Pará, que há dois meses deixou de apoiar o órgão ambiental federal, quanto da Força Nacional, ligada ao Ministério da Justiça

Um dos maiores alvos dos grileiros da região é a Floresta Nacional (Flona) do Jamanxim. Trata-se da unidade de conservação federal mais devastada do país nos últimos 12 meses, segundo o Inpe. A perda de cobertura vegetal nesse período chegou a 135 km², quase uma vez e meia a área de Vitória (ES).

Outra unidade de conservação com diversos focos de incêndio e sob pressão dos grileiros é a Reserva Biológica Nascentes da Serra do Cachimbo. Apesar de a legislação não permitir sequer a presença humana, há diversas invasões, principalmente para criação de gado.

O Ministério Público Estadual do Pará em Novo Progresso abriu investigação para apurar o “dia do fogo” e afirma ter acionado a Polícia Civil, que ouviu três pessoas na última semana.

O aumento nas queimadas acontece quase um mês depois de o presidente Jair Bolsonaro ter dito, no último dia 19 de julho, que não acreditava nos dados divulgado no site Inpe referentes ao aumento do desmatamento na Amazônia, que, segundo o sistema Deter, foi maior em junho e julho de 2019 em relação aos mesmos meses de 2018.

Após reagir às críticas de Bolsonaro, Ricardo Galvão, então diretor do Inpe, foi exonerado. Ele já havia tido atritos com o ministro Ricardo Salles (Meio Ambiente), crítico à atuação do instituto.

Foi nomeado diretor interino do instituto Darcton Damião, oficial da Força Aérea que tem mestrado pelo Inpe e doutorado em desenvolvimento sustentável pela Unb. A publicação saiu nesta semana no Diário Oficial da União.

Discussão

3 comentários sobre “Nero em Brasília

  1. brasília sempre esteve infestada de neros e neras, que o reconheçam os humilhados e as humilhadas socialmente de baixo!

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    Publicado por felipe puxirum | 18 de agosto de 2019, 10:23
  2. No próximo domingo, islandeses vão colocar a lápide do falecido glaciar OK com a seguinte referência: “415 ppm CO2” em referência ao recorde de dióxido de carbono na atmosfera.

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    Publicado por Pedro Pinto | 18 de agosto de 2019, 18:45
  3. Ops, tem “referência” demais.

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    Publicado por Pedro Pinto | 18 de agosto de 2019, 18:48

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