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Cidades

Os ônibus de Belém

O leitor que acompanha a greve de ônibus em São Paulo pode refletir sobre a situação – muito pior – do transporte público na região metropolitana de Belém, onde moram dois milhões de pessoas. A grande ausente nesse sistema caótico, precário e ineficiente é justamente quem concede o serviço: o poder público – no caso, as prefeituras municipais.

Essa situação, que persiste desde sempre, suscita várias perguntas:

– por que os itinerários das linhas se superpõem?

– por que há tantos ônibus circulam pelos mesmos itinerários?

– por que a massa da frota é de veículos velhos?

– quantos ônibus param todos os dias, por diversos defeitos, que comprovam a sua velhice, às vezes escondida por uma guaribada?

– por que as prefeituras não criam uma empresa própria de ônibus, quando nada para testar as famosas planilhas que as empresas apresentam a cada greve ou negociação coletiva?

Com a palavra, o leitor, já que o poder público prefere dar a resposta de sempre: seu silêncio

Discussão

11 comentários sobre “Os ônibus de Belém

  1. Coisas que odeio MUITO em Belém

    NAO TEM ÔNIBUS CIRCULANDO DE MADRUGADA SE DER MEIA-NOITE TU PAGA UBER OU TU TA CAGADO ALEM DE TER UM MONTE DE ÔNIBUS VELHO E SUJO AINDA POR CIMA NAO CIRCULAM DE MADRUGADA SE VC TIVER ALGUMA COISA PRA FAZER DE MADRUGADA, OU SAIR, COMPROMISSO NAO TEM ÔNIBUS

    BELÉM NAO TEM ÔNIBUS QUE FAZ INTEGRAÇÃO
    NAO TEM BILHETE ÚNICO
    NAO TEM BRT
    NAO TEM AR CONDICIONADO
    E É TUDO ONIBUS VELHO QUE JA FORAM USADOS EM OUTRAS CIDADES

    MAIS DE 2 MILHÕES DE HABITANTES NESTA REGIÃO METROPOLITANA PRA TER UM TRANSPORTE PUBLICO
    SÓ SAINDO DA CIDADE E INDO PRA OUTRA PRA VC PERCEBER COMO BELÉM É UMA CIDADE TODA ERRADA

    MUITO TRISTE

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    Publicado por Lewow | 6 de setembro de 2019, 14:04
  2. Já escrevi sobre o assunto e não quero parecer o oráculo dos problemas eternos: a mobilidade urbana, a segurança pública, os impostos e a federação brasileira.
    Mas não consigo ficar de fora de assuntos polêmicos.
    Nosso sistema de transporte coletivos vem involuindo desde o fim dos bindes, dos clipers e até do trem da ferrovia de Bragança. Penso que na primeira metade do século, com um quinto da população atual, havia melhor qualidade e inteligência nos serviços expressos prestados.
    Ao invés de evoluirmos para o intermodal e intertrechos com o mesmo bilhete, continuamos com o mesmo sistema de 60 anos atrás, quando os ônibus ainda eram de madeira, com linhas sobrepostas e sem estações de ligação e transbordos.
    Pensava que o BRT fazia parte de um projeto maior que incluía estações de passageiros em terminais de transbordo e interligação, com outros modais.
    Identificava claramente os terminais de São Bras, onde hoje temos a rodoviária, que seria transposta para o grande terminal misto de Marituba(rodoviário e urbano); o hidro terminal misto do Maguary, o rio, onde haveria transbordos entre ônibus e o ferry boat de passageiros e veículos, que percorreria 6 outros hidroterminais, no Porto do Sal, na Universidade, em Barcarena, Outeiro, Cotijuba e Mosqueiro. Nesses terminais, feitos para acolher, proteger e dar conforto e segurança aos transeuntes, haveria a ligação com o serviço de ônibus circulares, administrados pelo gestor de trânsito, espécie de torre de controle, que movimentaria os fluxos de veículos, conforme a demanda.
    Esses circulares fariam a ligação entre terminais e os troncos de BRT, havendo além das estações terminais indicadas, mais a de Ananindeua, a da Cidade Nova e a do Tapanã, já que Icoaraci teria um superterminal hidroviário para completar o sistema.
    O resto, é só ter imaginação e experiência para detalhar e partir para o abraço.
    Agora, acabariam as linhas e seus donatários, e todos participariam, após licitações, com seus equipamentos para cada etapa dos modais, conforme a batuta do Gestor do Trânsito, responsável pela administração da mobilidade urbana em tempo real, 24 horas ao dia.
    Isso é apenas sugestão.

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    Publicado por Jab | 6 de setembro de 2019, 23:49
  3. Próximo das 19 horas e o ônibus Jardim Sideral, lotado, até que estava seguindo bem para uma sexta-feira. Estava na Almirante Barroso. Quando se aproximou da Júlio César, o primeiro engarrafamento. Nada de anormal. Uma passageira grita: – pega logo a João Paulo que caiu uma passarela! Então, notei que o trânsito estava parado, que estávamos no rabo do engarrafamento e que a tranquilidade estava se despedindo. Pensei que seria melhor ele pegar a Júlio César e depois a Pedro Álvares Cabral para então retomar o seu itinerário a partir da Tavares Bastos. Nada. O motorista foi convencido por vários passageiros a pegar a João Paulo. E foi o que fez. Mas entre a Almirante e a João Paulo, levamos 30 minutos. E … pimba, a João Paulo já estava congestionada. Na marra, ameaçando os veículos menores, o motorista botou o ônibus na faixa sentido Ananindeua. Achei que ele iria retomar o itinerário na altura do Entroncamento. Mais uma vez incentivado pelos passageiros que iriam desembarcar a partir da Mário Covas, ele se desvencilhou do engarrafamento e meteu o pé seguindo pela João Paulo até o viaduto. Um passageiro no rabo do veículo se descontrolou. Compreensível. Ele iria descer no Castanheira. Parece que haviam outros mas que não se manifestaram. A turma do “segue em frente” continuava incentivando o motorista. Achava que essa era a melhor decisão. A cena produziu muitas galhofas. “Remarca o encontro pro Metrópole”, “Porque não ficou na Almirante e foi a pé?”, “Desce e paga outro ônibus”, “É só não gastar com cerveja”. Na descida do indignado que pareceu aceitar a idéia de pegar outro ônibus, quase houve refrega. Pros que ficaram no veículo restou somente enfrentar aqueles quatro semáforos do cruzamento da Mário Covas com a Hélio Gueiros que aquela altura do campeonato já era fichinha. Ao menos, ontem.

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    Publicado por Pedro Pinto | 7 de setembro de 2019, 13:21
  4. Só me atrevo a responder a última. Porque as prefeituras estão quebradas e as que não estão precisam de recursos para a folha, saúde e educação. Sob o aspecto político-econômico, porque o Estado não deve interferir na economia para não inchar e criar problemas orçamentários com a LRF.

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    Publicado por jjss555js | 7 de setembro de 2019, 14:30
  5. Caso o silêncio seja quebrado e a proposta de criar a empresa pública seja aceita, teria o maior prazer em gerir a Via Belém (nome provisório porque ainda estou aceitando sugestões) e torná-la merecedora do prêmio ANTP de Qualidade.

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    Publicado por Pedro Pinto | 7 de setembro de 2019, 15:28
  6. Caro jornalista:
    Além do sistema de transporte público, que precisa ser radicalmente transformado, urge algumas medidas de rápida aplicação, que, de tão óbvias, parecemovos de Colombo, sem custos alem dos de melhorias obrigatórias.
    Com a inversão de mãos dos eixos centrais da Capital, São Jerônimo e Estrada de Nazareth/Independência, nos tempos do Alcaide Edmilson, que faz sentido por estar no mesmo sentido dos monumentos e do Círio.
    Em funçao disso, todas as transversais e lgumas paralelas deveriam mudar, também, o sentido. Não fazendi, criou- o fenomeno frequente dos nós de engarrafamento, como no quadrado Rui Barbosa e Quintino, Generalissimo/ 14 de Março r Castelo/ José Bonifácio, todas ladeadas pelos eixos Sao Jeronimo, Nazaré e no caso do primeiro citado, a Gentil.
    Se invertessem desde a José Bonifácio, esses nós srriam desatados. O peso do transito continuaria, mas nao haveria os nós praticamente fechando os quadriláteros.
    Se quiserem mais detalhes, podem questionar.

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    Publicado por Jab | 8 de setembro de 2019, 11:51
  7. Estao quebradas por má gestão, que leva ao desperdício, açoes erradas, sonegação de impostos e corrupção, alrm da nomeação de milhares de Aspones, mamando nas tetas do tesouro sem nada produzir.

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    Publicado por Jab | 8 de setembro de 2019, 13:22
  8. Na verdade, o que a muito acontece e uma grande evasão de divisas. Dinheiro que deveria ser aplicado nos veículos, semprem fora parar em Portugal, isso já poderia ter acabado. Tem de haver uma investigação assim como houve no Rio de Janeiro.

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    Publicado por Fred Pombo Reis | 8 de setembro de 2019, 20:24

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