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Governo, Polícia, Segurança pública, Violência

A duração da segurança

No dia 30 de agosto, 140 agentes da Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária chegaram a Ananindeua, o município da Amazônia escolhido pelo Ministério da Justiça e da Segurança Pública para integrar o projeto Em Frente Brasil. Integrados a forças policiais estaduais e municipais, iriam intensificar a ação contra a violência em cinco cidades das mais violentas nas regiões brasileiras.

Ontem, na sua visita de inspeção, o ministro Sérgio Moro comemorou com seus pares a informação auspiciosa: nenhum homicídio foi registrado no município nesta primeira semana de outubro. Os crimes violentos letais intencionais, alvo principal da iniciativa, diminuíram 53% se comparados ao mesmo período do ano anterior. Houve ainda uma redução de 60% nos casos específicos de homicídios.

Os crimes de feminicídio e latrocínio “apresentaram queda de 100%” (na estranha maneira dizer que não houve desses crimes), e os roubos caíram 20%.

A secretaria de Segurança Pública do Estado apresentou estatísticas segundo as quais a redução da violência em Ananindeua se reflete também nas cidades vizinhas da Região Metropolitana de Belém. Como a diminuição de 100% dos homicídios em Benevides, 93% em Marituba e 61% em Belém e Ananindeua.

Sem questionar eventualmente os números, o grande desafio é saber o que acontecerá quando a força-tarefa se retirar, em 30 dias, no máximo, e o influxo da criminalidade, criada pela concentração de forças no combate à violência, escoando para outros lugares ou se acautelando, for seguido por um refluxo – ou, como se diz do movimento das marés e dos rios, por um repiquete. É a grande questão: se o que foi exceção, a segurança oferecida pelo Estado, voltar a ser substituída pela regra, que tem sido justamente o contrário.

Discussão

Um comentário sobre “A duração da segurança

  1. Falar no Moro, eu cheguei a pensar que o próximo movimento do Intercept fosse em direção ao Fachin.

    Mas, que nada… A bola da vez parece ser o pingue pongue sorrateiro da Vaza Jato com a Globo e um outro órgão da “grande” imprensa.

    Pena…

    Vamos lá, Mr. Glenn! Libera o Fachin!

    Curtir

    Publicado por Elias Granhen Tavares | 8 de outubro de 2019, 13:33

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