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Militares, Polícia, Violência

Violência total

Os criminosos comuns não respeitam mais nem os quartéis. Como acontece com as casas e estabelecimentos comerciais dos cidadãos comuns, as instalações militares estão sendo cada vez mais cercadas por altos muros e seus apetrechos de segurança. Todos têm que se resguardar dos ataques dos bandidos. A Marinha teve, na madrugada de ontem, que aceitar essa contingência.

Três homens, armados com dois revólveres 38, atacaram a guarda da base naval de Belém para se apossar dos fuzis e da munição dos plantonistas. Eram tão primários que a investida foi um fracasso. Dois deles foram baleados e morreram no local. Um terceiro conseguiu fugir. Como a notícia da tentativa de assalto repercutiu imediatamente, parece que moravam na vizinhança. Os vizinhos foram ver imediatamente a cena do crime e seus despojos humanos.

 

A violência virou rotina e quase uma norma, tanto para quem é a vítima, que já não sabe o que fazer para proteger, quanto para o autor, que pratica a transgressão como um atavismo, um ofício do cotidiano.

Discussão

5 comentários sobre “Violência total

  1. O fator recorrente no perfil dos ousados que investem contra guarnições fortemente armada, é o imput irracional vitaminado por entorpecentes. O raciocínio assim comprometido, é a explicação para a ação hollywoodiana…

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    Publicado por Thirson Rodrigues de Medina | 18 de outubro de 2019, 11:26
  2. Meu saudoso dizia:”Quando o Exército, Marinha e Aeronáutica colocam cerca elétrica nos seus muros é porque tudo está perdido”.

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    Publicado por Wilton Almeida | 18 de outubro de 2019, 16:48
  3. A violência virou uma banalidade. E isso inclui um sentimento mórbido: parece que as pessoas têm o prazer de ver as cenas de violência, principalmente se tiver um corpo caído no chão, numa poça de sangue.
    Já fui assaltado 4 vezes sob arma de fogo. Certa vez, eram três dentro do carro, com revólveres na minha cabeça. Só sobrou eu, o carro e um computador na mala. Moro numa área vermelha, é o que diz o mapa da polícia, mas faz meses que não tenho notícias de assalto – nem aqueles em quem meninos que vão para a escola perdem o tênis. Minha casa não tem cerca elétrica nem câmeras (as que existiam queimaram), e tenho entrado em casa até alta da madrugada. Se tem bandidos na redondeza, não conheço. Então, moro numa ilha de segurança? Não. Eu já fui “mapeado”, a bandidagem já me conhece. Até aqui, nada de grave. O pastor belga malinois, que tem dentes de 2 centímetros, continua de plantão nos portões do jardim. Se tenho sorte? Talvez São Miguel Arcanjo esteja por perto, sempre.
    O fato é que a violência tornou-se uma epidemia, rotina na vida das pessoas; incorporada ao cotidiano. E há muita gente que torce para que a polícia resolva o problema com o que ela tem: a bala.

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    Publicado por NELIO PALHETA | 19 de outubro de 2019, 11:33
    • É preciso aumentar o tamanho dos dentes desse pastor, Nélio. Dentes de dois centímetros tenho eu e não assusto ninguém.
      Humor à parte, meu amigo, mais cuidado. A violência tem seu componente – cada vez maior – aleatório. Pode-se morrer simplesmente por estar no lugar errado na hora errada. É loteria. Mas algumas medidas preventivas podem melhorar a nossa sorte e debitar menso na conat do anjo da guarda.

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 20 de outubro de 2019, 09:36
    • Grato, por socializar como protagonista do flagelo social, o olhar de quem sentiu e leva anestesiado o trauma da criminalidade. Sigamos confiante para o nosso Guarda Costa Angélico manter a vigília.

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      Publicado por Thirson Rodrigues de Medina | 21 de outubro de 2019, 10:32

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