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Imprensa, Justiça, Política

A democracia, a liberdade, o patrão e o jornalista

Trabalhei com José Roberto Guzzo no início de Veja, quando fui correspondente em Belém. Antes, o conheci por frequentar a redação da revista em São Paulo, sob a chefia de Raimundo Rodrigues Pereira, que editava a edição especial de Realidade sobre a Amazônia, vencedora do prêmio Esso de 1971.

Guzzo foi chefe de reportagem da revista, na qual ingressou no primeiro time dos seus integrantes. Nela permaneceu até esta semana. Subiu os degraus do poder na redação e fora dela. À medida que o tempo passou, os aspectos da atuação dele que então se podia criticar, como critiquei, foram esmaecendo, enquanto suas qualidades se acentuavam, num universo de um jornalismo cada vez mais pobre, medíocre, sem o traço de dignidade no exercício da profissão que nenhuma maquiagem ou superficialidade analítica pode esconder.

O ato final de Guzzo depois de meio século na editora Abril merece meu elogio e admiração. Mesmo que haja outros motivos que não os declarados na sua motivação, o que levo em consideração é o fato, sua objetividade e materialização concreta: Guzzo reagiu à autocensura, pediu o boné e foi para casa.

A nova (já não tão nova assim) direção da empresa se recusou a publicar o artigo assinado que Guzzo escreveu para sair na sua coluna, sempre muito lida, mesmo na decadência atual da revista. Ao contrário do que a direção do Diário do Pará fez com seu colunista semanal Edyr Augusto Proença, vítima de mutilação desrespeitosa e unilateral do seu texto, a direção da revista Veja comunicou a Guzzo que o artigo não sairia.

Jornalista que se preza tem uma única reação diante de uma decisão dessas: pede demissão. Foi o que Guzzo fez. Reconheceu o direito do patrão de impor a sua vontade, mas não renunciou ao seu próprio direito, de não aceitá-la. Com isso, Guzzo perderá um espaço valioso para se manifestar e uma fonte de renda. Haverá outro para substituir a perda? Talvez. Quem sabe, até não se trata de um revezamento: larga-se um posto e pega-se outro?

Mas pode ser também que Guzzo se junte a outros jornalistas de linha de frente, ricos em experiência, que lhes deu uma rara condição profissional no limiar da velhice, ao mesmo tempo em que os têm remetido para o arquivo – ainda vivo de imediato, mas logo morto. Quantos grandes jornalistas foram condenados a essa reclusão, enquanto a destruição de valores nobres da reação selecionam por baixo o recrutamento e a composição das publicações?

Infelizmente, se alguém fizer um levantamento dos profissionais postos na inatividade por critérios dos patrões e seus cães de guarda, como no episódio de Guzzo, e os que sobrevivem a esses cortes brutais nas redações, verificará que, ironicamente, a democracia não tem sido favorecida, ao menos no Brasil, por uma das suas bases de sustentação: a liberdade de imprensa. Antes, os inimigos externos avançavam sobre a muralha da imprensa e a fustigavam. Agora, eles a destroem a partir de dentro, como cavalos de Troia, camuflados de beleza tecnológica.

Reproduzo o texto de Guzzo, lamentando não tê-lo escrito, mas feliz por alguém colocar essa indignação nas ruas, sem disfarces nem meios termos: incisiva como o fogo que crepita quando se faz bom jornalismo. Quem o pratica está sempre sujeito a se queimar. Mas se eu não queimo, e se tu não queimas, quem romperá as chamas?

__________________

Desde ontem, 15/10/19, não sou mais colaborador da revista “Veja”, na qual entrei em 1968, quando da sua fundação, e onde mantinha uma coluna quinzenal desde fevereiro de 2008. A primeira foi publicada na edição de 13/02/2008. A partir daí a coluna não deixou de sair em nenhuma das quinzenas para as quais estava programada.

Na última edição, com data de 16/10/19, a revista decidiu não publicar a coluna que eu havia escrito. O artigo era sobre o STF, e sustentava, como ponto central, que só o calendário poderia melhorar a qualidade do tribunal — já que, com a passagem do tempo, cada um dos 11 ministros completaria os 75 anos de idade e teria de ir para casa. Supondo-se que será impossível nomear ministros piores que os destinados a sair nos próximos três ou quatro anos, a coluna chegava à conclusão que o STF tende a melhorar.

A liberdade de imprensa tem duas mãos. Em uma delas, qualquer cidadão é livre para escrever o que quiser. Na outra, nenhum veículo tem a obrigação de publicar o que não quer. Ao recusar a publicação da coluna mencionada acima, “Veja” exerceu o seu direito de não levar a público algo que não quer ver impresso em suas páginas. A partir daí, em todo caso, o prosseguimento da colaboração ficou inviável.

Ouvimos, desde crianças, que não há bem que sempre dure, nem mal que nunca se acabe. Espero que esta coluna tenha sido um bem que não durou, e não um mal que enfim acabou. Muito obrigado.”

Esse afastamento fará bem para a sua sanidade, amigo!!!

___________________

Segue abaixo a íntegra do artigo censurado.

A fila anda

J.R. Guzzo

Um dos grandes amigos do Brasil e dos brasileiros de hoje é o calendário. Só ele, e mais nenhum outro instrumento à disposição da República, pode resolver um problema que jamais deveria ter se transformado em problema, pois sua função é justamente resolver problemas – o Supremo Tribunal Federal. O STF deu um cavalo de pau nos seus deveres e, com isso, conseguiu promover a si próprio à condição de calamidade pública, como essas que são trazidas por enchentes, vendavais ou terremotos de primeira linha. Aberrações malignas da natureza, como todo mundo sabe, podem ser resolvidas pela ação do Corpo de Bombeiros e demais serviços de salvamento. Mas o STF é outro bicho. Ali a chuva não para de cair, o vento não para de soprar e a terra não para de tremer – não enquanto os indivíduos que fabricam essas desgraças continuarem em ação. Eles são os onze ministros que formam a nossa “corte suprema”, e não podem ser demitidos nunca de seus cargos, nem que matem, fritem e comam a própria mãe no plenário. Só há uma maneira da população se livrar legalmente deles: esperar que completem 75 anos de idade. Aí, em compensação, não podem ser salvos nem por seus próprios decretos. Têm de ir embora, no ato, e não podem voltar nunca mais.

Glória a Deus.

Demora? Demora, sem dúvida, e muita coisa realmente ruim pode acontecer enquanto o tempo não passa, mas há duas considerações básicas a se fazer antes de abandonar a alma ao desespero a cada vez que se reúne a apavorante “Segunda Turma” do STF – o símbolo, hoje, da maioria de ministros que transformou o Supremo, possivelmente, no pior tribunal superior em funcionamento em todo o mundo civilizado e em toda a nossa história.
A primeira consideração é que não se pode eliminar o STF sem um golpe de Estado, e isso não é uma opção válida dos pontos de vista político, moral ou prático. A segunda é que o calendário não para. Anda na base das 24 horas a cada dia e dos 365 dias a cada ano, é verdade, mas não há força neste mundo capaz de impedir que ele continue a andar. Levará embora para sempre, um dia, Gilmar Mendes, Antônio Toffoli, Ricardo Lewandovski. Antes deles, já em novembro do ano que vem e em julho de 2021, irão para casa Celso Mello e Marco Aurélio – será a maior contribuição que terão dado ao país desde sua entrada no serviço público, como acontecerá no caso dos colegas citados acima. E assim, um por um, todos irão embora – os bons, os ruins e os horríveis.
Faz diferença, é claro. Só os dois que irão para a rua a curto prazo já ajudam a mudar o equilíbrio aritmético entre o pouco de bom e o muitíssimo de ruim que existe hoje no tribunal. Como é praticamente impossível que sejam nomeados dois ministros piores do que eles, o resultado é uma soma no polo positivo e uma subtração no polo negativo – o que vai acabar influindo na formação da maioria nas votações em plenário e nas “turmas”. Com mais algum tempo, em maio de 2023, o Brasil se livra de Lewandovski. A menos que o presidente da época seja Lula, ou coisa parecida, o ministro a ser nomeado para seu lugar tende a ser o seu exato contrário – e o STF, enfim, estará com uma cara bem diferente da que tem hoje. O fato, em suma, é que o calendário não perdoa.

O ministro Gilmar Mendes pode, por exemplo, proibir que o filho do presidente da República seja investigado criminalmente, ou que provas ilegais, obtidas através da prática de crime, sejam válidas numa corte de justiça. Mas não pode obrigar ninguém a fazer aniversário por ele. Gilmar e os seus colegas podem rasgar a Constituição todos os dias, mas não podem fugir da velhice.

O Brasil que vem aí à frente, por esse único fato, será um país melhor. Se você tem menos de 25 ou 30 anos de idade, pode ter certeza de que vai viver numa sociedade com outro conceito do que é justiça. Não estará sujeito, como acontece hoje, à ditadura de um STF que inventa leis, censura órgãos de imprensa e assina despachos em favor de seus próprios membros. Se tiver mais do que isso, ainda pode pegar um bom período longe do pesadelo de insegurança, desordem e injustiça que existe hoje. Só não há jeito, mesmo, para quem já está na sala de espera da vida, aguardando a chamada para o último voo. Para estes, paciência. (Poderiam contar, no papel, com o Senado – o único instrumento capaz de encurtar a espera, já que só ele tem o poder de decretar o impeachment de ministros do STF.

Mas isso não vai acontecer nunca; o Senado brasileiro é algo geneticamente programado para fazer o mal).

Para a maioria, a vitória virá com a passagem do tempo.

Discussão

9 comentários sobre “A democracia, a liberdade, o patrão e o jornalista

  1. Realmente, era pra ser um bom artigo. Começou bem.

    Acabou não sendo tão bom assim. Piorou tanto, que bem poderia ser publicado pela “Veja”.

    O manda-chuva da revista poderia dizer, tomando emprestado de Rômulo Maiorana (pai), que, dirigir uma revista “…é como carregar um saco de cascavéis às costas, sem poder matar nenhuma”. (Rômulo dizia isso de seu próprio jornal, e a primeira letra do nome de uma dessas cascavéis era Lúcio Flávio Pinto).

    Então, o José Roberto Guzzo acha que a única chance do STF piorar, é o Lula (sempre ele) voltar à presidência…

    Otimista, esse rapaz! (Já nem tão “rapaz” assim…).

    No mesmo artigo, ele se refere à manobra do Gilmar, pra livrar a cara do Bolsonaro Baby. Conclusão: Guzzo acha que Jair Bolsonaro vai indicar pro STF um jurista sem nenhum compromisso político com ele. Um jurista que, diferentemente do Gilmar, jamais manobraria pra proteger o filho do presidente. Daí porque o STF só pode melhorar no futuro próximo… exceto se Lula se eleger presidente!

    Então tá, Guzzo! Agora, conta outra, pra gente continuar rindo…

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    Publicado por Elias Granhen Tavares | 20 de outubro de 2019, 18:29
    • Minha relação com Romulo Maiorana pai foi sempre de respeito. Na primeira tentativa de censura, pedi demissão. Fiquei algum tempo de novo em A Província do Pará, além do Estadão. Ele me convidou a voltar e fizemos um acordo de cavalheiros, mesmo sem termos bigodes para coiar. Antevendo problemas que a minha atuação ia provocar, com críticas aos chefes do PMDB, com os quais Romulo se reconciliara, e sabendo que ele, muito doente, não resistiria às pressões do grupo de “baratistas”,, entreguei os cargos que tinha no jornal e na televisão. Ele me pediu para continuar, com plena garantia de liberdade. Quando rompeu unilateralmente esse compromisso, me demiti de vez. A viúva, Déa, no velório, me disse que o marido confessara seu erro e iria consertá-lo. Mas morreu antes. Tudo tão rápido e radical que acabou virando história, às vezes mal contada ou interpretada muito pior ainda.

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 20 de outubro de 2019, 18:44
  2. Em nada contraria o que eu disse.

    Na verdade, eu ouvi esse dito na sala de trabalho do RM, durante uma conversa informal que ele teve com o industrial Afonso Furtado de Lima, então vice presidente — no exercício da presidência — da Fiepa. Depois, li, varias vezes, no “Em poucas linhas”.

    Mas, quando ouvi RM dizer isso, em sua sala, ele estava se referindo, especificamente, a Lúcio Flávio Pinto.

    Até onde lembro, LFP havia escrito um artigo que desagradara à direção da Eletronorte. Os caras lá queriam, porque queriam, que o jornalista não mais escrevesse aquele tipo de artigo. Não direi como, porém, na conversa informal, esse assunto acabou aparecendo, por obra e graça de outra pessoa presente.

    Delicadamente, RM disse que não atenderia o pedido da Eletronorte, embora garantindo a ela espaço no jornal, para se manifestar em sentido contrário à análise de LFP.

    Aí arrematou: “Dirigir um jornal é como carregar um saco de cascavéis às costas, sem poder matar nenhuma.”

    Pra mim, o artigo não muito bom do J.R.Guzzo, bem poderia ser publicado pela “Veja”, sob os auspícios da máxima de Rômulo Maiorana (pai).

    Mas acho que razões mais fortes se alevantam, no caso. Algo assim como processos da Editora Abril em trâmite em certas Cortes Superiores, ou coisa parecida… que sei eu?

    Alguém no topo da pirâmide decisória da revista, pode ter achado melhor perder o artigo (e o articulista), do que cutucar a fera com uma vara curta demais.

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    Publicado por Elias Granhen Tavares | 20 de outubro de 2019, 21:37
    • A diretoria da Eletronorte veio de Brasília para uma audiência com o Romulo, no gabinete dele no jornal. Queriam pressioná-lo porque, desde minha volta dos Estados Unidos, eu escrevia todos os dias sobre Tucuruí, criticando a empresa. Quando os diretores chegaram, eu já estava lá no gabinete. E o Romulo disse que eu é que decidiria o assunto. Antes, ele me mandou um bilhete dizendo exatamente isso. Juntei o documento aos autos de uma das cinco ações que a Rosângela Maiorana propôs contra mim. Aceitei só escrever três dias por semana sobre a hidrelétrica, sempre críticos, porque já estava saturando o assunto, cinco meses depois de iniciar a série, publicada integralmente, sem qualquer modificação.
      Dou à expressão cascavel (que o Romulo nunca usou na minha presença) uma interpretação que me parece correta. Desde cedo, adotei uma frase do Jack Anderson: a democracia não pode funcionar tão silenciosamente que não admita o ruído da crítica.

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 21 de outubro de 2019, 10:03
  3. Ah, Lúcio, esses que dizem coisas sem saber… só por dizer…manter um espaço como esse é também carregar um saco de cascaveis nas costas…

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    Publicado por NALDO ARAÚJO | 21 de outubro de 2019, 07:57
  4. Lúcio,
    O dito de Rômulo Maiorana que reproduzi aqui — “Dirigir um jornal é como carregar um saco de cascavéis às costas, sem poder matar nenhuma” — foi publicado várias vezes no jornal “O Liberal”, coluna “Repórter 70”, seção “Em poucas linhas”. Nos teus arquivos, provavelmente, hás de ter um exemplar, contendo essa declaração.

    Como se trata de uma declaração pública, a tua interpretação não haverá de ser a única, nem mesmo a melhor ou a definitiva. É absolutamente lícito (“lícito, válido e inserido no contexto”, como se dizia nos anos 70), que qualquer mortal comum — eu, por exemplo — também tenha sua própria interpretação, sem, obviamente, a pretensão de ser a única, a melhor ou a definitiva. Não estamos tratando de “monopólios interpretativos”.

    E minha interpretação é de que Rômulo estava dizendo que a qualidade do jornal dele, dependia também de uma certa pluralidade de opinião, independentemente da opinião que ele próprio mantivesse, em relação a tal ou qual assunto. E acho que esse foi o sentido que ele quis fixar, porque foi o que ele mesmo disse ao tal cidadão que o interpelou: que ele nem sempre concordava com as opiniões expressas nas colunas assinadas que o jornal dele publicava. Não raramente, ele até discordava. Aí repetiu o dito sobre cascavéis.

    O que posso garantir é que ele disse o que disse, a propósito de uma conversa em que foste mencionado. E que essa conversa se referiu a algo que escreveste sobre a Eletronorte.

    Por óbvio, não tenho condições nem interesse de saber se alguma RM vez usou esse dito na tua presença. Não que isso não seja importante. Vai ver que é… Só que não tenho interesse nisso.

    Não tendo dito isso na tua presença, disse na minha, e na dos industriais Afonso Furtado de Lima, Érico Parente de Araújo, Expedito Lobato Fernandez (todos então integrantes da direção da Fiepa, à época), de outras pessoas, cujo nome não lembro, e de uma cujo nome não citarei.

    Aliás, nem entendi por que tanto barulho em torno disso. No contexto em que usei o dito, está mais do que claro que me refiro à pluralidade de opinião.

    Achei o dito interessante, tanto que passei a usá-lo na instituição em que eu era diretor, sempre que me pediam a cabeça de alguém, e eu negava, tendo em vista as necessidades do trabalho. Nesses casos, eu dizia que, dirigir a tal instituição era como carregar um saco de cascavéis, etc. Nem sempre eu simpatizava pessoalmente com o Fulano cuja cabeça estava sendo reivindicada, mas…

    De qualquer modo, isso nem é central na minha argumentação. O centro do meu comentário é o caráter contraditório (ou demasiadamente ingênuo, tão demasiadamente ingênuo, que nem dá pra acreditar em tanta ingenuidade…) do artigo do José Roberto Guzzo, e os motivos, pra lá de óbvios, pelos quais a direção da “Veja” preferiu perder o artigo (que nem é lá esse chocolate todo…), e o articulista, do que cutucar com vara curta os habitantes do ninho de cascavéis do STF.

    As cascavéis d´O Liberal entraram lateralmente nessa história, como facilmente poderão perceber pessoas excepcionalmente capazes e exponencialmente informadas como o comentarista das 7:57.

    Que posso mais dizer? Não muito mais do que já disse, a não ser desejar que pessoas como o comentarista das 7:57 tenham pena da ignorância de gente como eu, e, generosamente, se disponham a dividir comigo um pouco das culminâncias de sua excelsa sabedoria.

    Por enquanto, e pelo teor do comentário dele, nem dá pra desconfiar que a tal excelsa sabedoria existe.

    No mais, Lúcio, se tu te sentes assim, tão incomodado com a discordância — que, a bem da verdade, nem era contigo, e sim como o teor do artigo do José Roberto Guzzo — tá mesmo complicado pra ti manter um blog…

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    Publicado por Elias Granhen Tavares | 21 de outubro de 2019, 13:52
  5. Para registro:

    1 – Inicialmente, eu me limitei a comentar o CONTEÚDO do artigo de J. R. Guzzo. Ao fazê-lo, não entrei em considerações pessoais a respeito do autor, até porque nada sei nem quero saber sobre ele, pessoalmente. Eu conheço, apenas, aquilo que leio, daquilo que ele escreve e publica. E isso me basta.

    2 – Só entrei em considerações pessoais sobre o comentarista das 7:57, porque ele, a exemplo do que já se tornou praxe na internet, preferiu fazer um comentário pessoal, em vez de contestar algo que eu tenha dito. É a velha tática de tentar desqualificar a pessoa, e não o argumento. Todos sabemos de onde isso vem e o que isso implica.

    3 – Seria interessante que desestimulasses o uso de considerações pessoais, até porque a adoção de moderação no teu blog teve como propósito coibir os excessos que essa conduta acabou acarretando. Não fica bem na foto permitir considerações pessoais, só porque elas, eventualmente, pretendem de defender de algo. No caso, uma “defesa” absolutamente desnecessária, porque motivada por ataque que não houve: o termo “cascavéis”, usado por RM, no contexto, era um óbvio elogio (e até um auto elogio); uma referência à coragem intelectual, quando se vivia uma fase da vida dita dura…

    Não era fácil, naquela época, manter um jornal com críticas contundentes ao governo federal. O jornalista precisou ter a coragem que teve. E o dono do jornal, além de ter a coragem de publicar, teve que ter a sensibilidade de calcular até onde podia ir, com a coragem de ambos, sem que tivesse que encarar aquilo que Jarbas Passarinho, referindo ao famigerado Decreto 477, chamou de “Lei de Newton depravada”.

    Ah, sim! Antes que apareça alguém excepcionalmente informado dizendo sei lá o quê, vou logo avisando que minha citação de Jarbas Passarinho refere-se a uma crítica que o então Ministro da Educação fazia, à aplicação do Decreto 477, conhecido como “o AI-5 dos estudantes”. JP dizia que estavam usando o 477 “…até pra achar cavalo roubado” (palavras dele). E que, na verdade, esse decreto era “uma Lei de Newton depravada” (novamente, palavras dele). Também por óbvio, JP se referia à 3ª Lei de Newton (ação vs reação). Ou seja: Jarbas Passarinho estava dizendo que a reação estava sendo desproporcional à ação; uma autêntica “Lei de Newton Depravada”.

    Era o que RM procurava (e conseguia) evitar, carregando o saco de cascavéis às costas, sem poder matar nenhuma.

    E a primeira letra do nome de uma dessas cascavéis era… Lúcio Flávio Pinto! (Huá! Huá! Huá! Huá!)

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    Publicado por Elias Granhen Tavares | 21 de outubro de 2019, 14:26
  6. Em 2023 o placar muda de 7×4 para 4×7. Veja censura e nós divulgamos ad infinitum pelas redes sociais.

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    Publicado por jjss555js | 22 de outubro de 2019, 10:29

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