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Justiça

Pobre cartório rico

Um caminhão parou no meio da avenida Nazaré para descarregar, debaixo de chuva, ontem, arquivos de papel amontoados no interior do veículo. Um homem entrega os pacotes para outro, que os leva para o interior do prédio, onde funcionou o cartório do 1º ofício, agora abrigando todo acervo do cartório de registro de imóveis do 2º ofício, que estava funcionando na Braz de Aguiar. Documentos preciosos foram depositados nesse cartório por quase 90 anos.

A forma do transporte e a ausência de qualquer pessoa tecnicamente habilitada a coordenar e conduzir o manuseio dos papeis parece ser um novo capítulo na triste história desse cartório. Depois de muitos anos de desacertos e má gestão, em 2016 o Tribunal de Justiça do Estado decretou intervenção, afastando o titular, Walter Costa. A administração passou por uma fase de intervenção e de gestão provisória. Agora, busca novo rumo. Ao que parece, pelo desleixo na mudança, sujeita a mais danos ao acervo ou o extravio e desaparecimento de livros e documentos, ainda seguindo pela quadratura do círculo.

Discussão

5 comentários sobre “Pobre cartório rico

  1. Com certeza, a história dos registros das cadeias dominiais das terras da Amazônia paraense estão nesses livros, agora, conforme o testemunho, encharcados………

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    Publicado por Thirson Medina | 31 de dezembro de 2019, 20:07
  2. “A administração passou por uma fase de intervenção e de gestão provisória”?

    Sei não…

    Então, todo aquele investimento no imóvel da Brás de Aguiar, tinha caráter “provisório”? E o que é “definitivo”? É esse festival de improviso na Av. Nazaré?

    Não é que a história do Cartório de Imóveis do 2° Ofício esteja sendo mal contada. Ela simplesmente não está sendo contada.

    Como ninguém conta a história, nós, os bugres, temos que nos contentar com as fofocas pra lá de escabrosas, que brotam como cogumelos entre os corretores de imóveis.

    Dia desses recebi de um corretor, imagens da mais recente intervenção no Cartório do 2° Ofício, com polícia e tudo…

    Trata-se de uma “intervenção na intervenção”, já que, até então, após o afastamento do antigo titular, Walter Costa, o 2° Ofício, sob intervenção, passara à responsabilidade do Cartório Kós Miranda, que o transferiu das acanhadas instalações na Trav. Rui Barbosa, para o bem mais adequado imóvel da Brás de Aguiar.

    O atendimento à clientela melhorou em muito mais de 100%. Pelo que soube, o titular do Kós Miranda recebeu até um prêmio do Poder Judiciário, pelo bom desempenho à frente do 2° Ofício.

    Agora, para surpresa e desencanto de nós, os desinformados bugres com imóveis registrados no 2° Ofício, chega, sob a forma de fofoca, a péssima notícia de que teriam sido constatadas fartas irregularidades, cometidas pelo titular do Kós Miranda, no 2° Ofício. Daí a “intervenção na intervenção”.

    Que irregularidades foram essas? Em que medida elas nos afetam, a nós, que temos imóveis registrados naquele cartório? A resposta é um silêncio ensurdecedor!

    A julgar pela evidente improvisação da retirada dos registros do imóvel da Brás de Aguiar, nós, a bugrada desinformada, podemos nos preparar para mais uma temporada de registros perdidos, péssimo atendimento, demoras absurdas na expedição de certidões, e mais um amplo etc., que inclui um monte de despesas desnecessárias, características que marcaram os últimos anos em que o 2° Ofício ficou sob a titularidade de Walter Costa.

    Como sempre ocorre no Brasil, parece que as coisas mudaram no 2° Ofício, pra ficar como semore foram… só que pior!

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    Publicado por Elias Granhen Tavares | 1 de janeiro de 2020, 08:30
  3. As irregularidades apontadas foram foram diversas como falta de prestações de contas, apropriação indevida etc…
    O problema maior é que existe provimento pelo CNJ para se restaurar matrículas de livros que estão rasurados.
    O cartório nada faz e a corregedoria do TJPA se mantém inerte.
    Não adianta se requerer providências que nada fazem.

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    Publicado por Solange Mota | 2 de janeiro de 2020, 12:18
    • O que é um absurdo.

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 2 de janeiro de 2020, 13:43
    • Com todo respeito ao seu comentário, utilizando o espaço aberto para responder nesta página do querido e ilustre Lúcio Flávio, à quem desde já parabenizo pela cobertura imparcial dos fatos .. esclareço que as contas foram prestadas tempestivamente e os comprovantes estão disponíveis para quem quiser ver.

      Em relação aos serviços, agradeço os comentários do Sr Elias, e espero que a excelência premiada nacionalmente seja mantida pelos novos gestores, afinal, cartorio é para servir ao público (que paga um valor alto pelo serviço) e não simplesmente repassar taxas, vez que é uma delegação em caráter privado.

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      Publicado por Diego Kós Miranda | 27 de janeiro de 2020, 19:40

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