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Governo

Aumenta o buraco

O INSS alcançou no ano passado um déficit de 213 bilhões de reais no regime geral da previdência social, que corresponde a 2,93% do PIB brasileiro, recorde em todos os tempos. Em 2018, o déficit previdenciário foi de R$ 192 bilhões (2,82% do PIB).

O regime próprio da previdência social (apenas dos civis) teve déficit de R$ 53,0 bilhões (0,73% do PIB). Em 2018 esse valor foi de R$ 51,3 bilhões (0,75% do PIB).

O déficit do regime próprio da previdência social (só militares) foi de R$ 47 bilhões (0,65% do PIB). Em 2018, foi de R$ 43,8 bilhões ( 0,64% do PIB).

O déficit previdenciário total da União chegou a R$ 313 bilhões (4,31% do PIB). Em 2018, o déficit foi de R$ 287,6 bilhões (4,21% do PIB).  A receita da previdência dos militares é de apenas R$ 2,7 bilhões.

Em R$ bilhões (valor arredondado)

REGIME RECEITA DESPESA SALDO
RGPS 415 (628) (213)
RPPS/CIVIS 33 (86) (53)
RPPS/MILITARES 2,7 (49,7) (47)
TOTAIS 451,1 (764,1) (313,0)

 

Discussão

4 comentários sobre “Aumenta o buraco

  1. Com 12 milhões de desempregados abertos, mais 3 milhões de desempregados disfarçados de MEI, não dá pra esperar outra coisa. Desempregado não contribui para a previdência. Não tem “parte empregado” e, muito menos, “parte empregador” (que é a maior parte).

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    Publicado por Elias Granhen Tavares | 30 de janeiro de 2020, 17:07
  2. O desempregado deve saber que o seguro desemprego não lhe traz nenhuma contribuição previdenciária e que no dia seguinte deve procurar o INSS para se orientar sobre o código de “contribuinte facultativo”, cujas contribuições não conflitam com o recebimento do seguro. Se o horizonte do cidadão jamais vai passar de um salário mínimo, a previdência tem a modalidade empregado/facultativo simplificado que é bem mais em conta. Desempregados que se aventuram no mundo empresarial – bem mais distante e inacessível que aquele defendido pela ideologia da direita – vão se meter em várias armadilhas. É incompatível receber seguro desemprego e ser empresário individual, e vai dar problema mais tarde. Além do prejuíjo previdenciário, o pseudo-empresário é candidato a estatística dos milhões de fracassados que depois de tudo ainda vão levar o cacete das três fazendas; que não reconhecem este tipo de “tentativa de sobrevivência”. Seu CPF pode gerar dívidas ativas de TLPL, ISS, ICMS, INSS, IRPJ, etc. A receita federal só baixa novas normas de declaração do imposto de renda de pessoa jurídica inativa (onde estão muitos desempregados) depois de janeiro, quando todos já fizeram suas declarações de isenção e não vão mais tomar ciência de nada. O resultado é uma boa safra de multas; prova disso é que eles baixaram a obrigação de fazer a “DCTF-ZERO” num ano, e só em junho do outro ano é que ficou pronto o “plug-in” específico, ou seja, se deram por satisfeitos só em receber as multas.
    ___

    Retomando o assunto INSS, penso que o Bolsonaro deveria “dar uma chance” aos cotribuintes que não querem dar uma de espertinhos em cima da previdência. Muita genta não tem idéia do que é INSS. Colocar em cada agência uma sala de informações ao contribuinte, pode deixar tudo OK para dar entrada no sistema e liberar rapidamente a aposentadori. O brasileiro pobre ainda não está totalmente capacitado para fazer tudo isso via internet; além disto, várias informações importantes – como o local onde o contribuinte deverá receber o provento – estão desatualizados e isto vai gerar atraso na tramitação do processo. Quer um exemplo? Ali na Gentil Bittencourt tem uma mercearia que não é mais mercearia, e que há seis anos atrás foi correspondente do BRADESCO, e que continua sendo uma das duas opções de local de recebimento de aposentadoria para quem mora por perto e faz o requerimento via internet. Já pensou?

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    Publicado por J.Jorge | 1 de fevereiro de 2020, 09:08
  3. Na verdade, a maior parte dos MEIs não formalizou sua situação como tal. A maioria nem se considera MEI. Não poucos deles, em todo o país, se apresentam como “desempregado”, nos textos que acompanham os saquinhos com beijos-de-moça, que eles penduram nos retrovisores.

    Esse pessoal aparece como MEI somente nas estatísticas do governo. A cada leva de novos desempregados, alguém do governo é encarregado de parir uma certa quantidade de MEIs.

    É por isso que, nas estatísticas do governo, a quantidade de desempregados nunca passa de 12 milhões.

    Há um monturão de tempo, o PIB vem crescendo abaixo do crescimento líquido da população. Todos os anos, portanto, um porrilhão de brasileiros atinge a idade de trabalhar e passa a procurar emprego (inutilmente).

    Se levarmos em conta que parte substancial do medíocre aumento do PIB é, na realidade, referente ao lucro das instituições financeiras, ou seja, atividade economicamente parasitária, só mesmo os moedeiros falsos das estatísticas oficiais podem conceber a estabilização do, assim mesmo, escandaloso, paqudérmico, criminoso e cruel número absoluto de desempregados brasileiros.

    Já os MEIs, é só questão de tempo, pra descobrirem que podem ganhar muito mais, vendendo mercadoria mais lucrativa que seus humildes — porém honestos– beijos-de-moça… papelotes, p.ex.

    É só mais uma do governo, o maior e mais eficiente recrutador de mão-de-obra para o crime organizado de que se tem notícia.

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    Publicado por Elias Granhen Tavares | 2 de fevereiro de 2020, 00:34
  4. quanto mais aumentam o buraco
    os mais empobrecidos afundam
    em menos vida tempo e espaço
    enquanto os ricos mais abundam

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    Publicado por felipe puxirum | 3 de fevereiro de 2020, 18:50

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