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Governo

Contas estaduais

As contas do Estado encerram o final do exercício de 2019 equilibradas, com um desempenho melhor do que o esperado, conforme a execução orçamentária publicada na edição de hoje do Diário Oficial. Não pude ainda fazer uma leitura mais profunda para interpretar os números. Faço apenas alguns registros que podem ser de interesse do leitor.

A receita corrente líquida foi de 21,684 bilhões de reais, acima do que fora estimado.

A despesa total com pessoal alcançou 9,436 bilhões. Sendo 43,52% da receita líquida, só ficou acima do limite de alerta (43,74%), abaixo dos limites prudencial (46,17%) e temerário (48,60%).

O Estado gastou 8,087 bilhões com o pessoal ativo e 3,490 com os inativos. De se notar que metade dos aposentados e pensionistas recebem com descontos. Eles vincularam 1,744 bilhão com o desconto em folha.

A dívida consolidada no final de 2018 era de 4,112 bilhões. Aumentou 221 milhões no governo de Helder Barbalho.

A dívida líquida era de 1,628 bilhão, 7,51% da receita. Poderia chegar ao limite de 43,771 bilhões, 200% da arrecadação.

A receita previdenciária estava prevista para ser de 25,405 bilhões, mas chegou a 26,441 milhões.

A maior despesa do governo foi com a previdência social: 3,889 bilhões. Depois, com a educação, de 3,55 bilhões (sendo 864 milhões com o ensino fundamental, 1,550 bilhão com o ensino médio, 440 milhões com o profissional e 378 milhões com o superior, que atingiu apenas 66% da estimativa).

Para a segurança pública foram 2,832 bilhões. Para a saúde, 2,820 bilhões.

A justiça custou pouco mais de um bilhão de reais.

Não consegui localizar o rombo de 1,4 bilhão de reais que o secretário da Fazenda do atual governo anunciou haver localizado ao examinar as contas do antecessor, o tucano Simão Jatene.

Discussão

4 comentários sobre “Contas estaduais

  1. Esse “rombo”, não seria o déficit primário de R$ 1,432 bilhão?
    Portanto, não atingiu a meta estabelecida na LDO, que fixou superávit primário de R$ 12,630 milhões.
    Assim, foi descumprida a meta prevista na LDO e na LRF, referente ao resultado primário.

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    Publicado por bernstil | 30 de janeiro de 2020, 14:43
  2. Fiquei curioso com a sua informação sobre o “rombo” e, após pesquisa no site da SEFA, encontrei a informação de que o Balanço Geral do Estado de 2018 foi entregue, para análise pelo TCE, no dia 08/04/2019 onde consta que no ano de 2018, o Estado do Pará apresentou um déficit primário de R$ 1,432 bilhão. Não sei se esse “rombo” refere-se ao déficit primário. Parece que sim.
    Essa informação está contida em:
    http://www.sefa.pa.gov.br/index.php/noticias/15110-em-2018-para-descumpriu-metas-fiscais-da-lrf-e-paf

    Curtir

    Publicado por bernstil | 30 de janeiro de 2020, 16:18

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