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Governo, Saúde

Hospitais do Pará certificados

Dois hospitais públicos e um privado entraram para a lista de unidades certificadas com o nível máximo da Organização Nacional de Acreditação. O hospital público estadual Galileu e o hospital oncológico infantil Octávio Lobo, ambos localizados em Belém, mais o Hospital Yutaka Takeda, em Parauapebas, receberam a certificação Acreditado com Excelência, concedida pela “mais importante e respeitada entidade avaliadora da qualidade dos serviços de saúde do Brasil”, segundo nota distribuída pela Pró-Saúde.

A organização é gestora de seis hospitais paraenses com certificação, dos quais cinco alcançaram o nível máximo. Além dos três citados, há os hospitais Regional do Baixo Amazonas, em Santarém, e o regional público da Transamazônica, em Altamira.

A Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar foi responsável por mais de 3,3 milhões de atendimentos de saúde, em 2019, no Pará. O número engloba desde consultas e exames de diagnóstico, até quimioterapias e transplantes, realizados de janeiro a dezembro, em dez hospitais públicos e privados.

No Pará, a Pró-Saúde gerencia o Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo e Hospital Público Estadual Galileu, ambos em Belém; o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência, em Ananindeua; Hospital Regional do Sudeste do Pará, em Marabá; Hospital Regional da Transamazônica, em Altamira; Hospital Regional do Baixo Amazonas, em Santarém, e o Hospital Materno-Infantil Dra. Anna Turan, em Barcarena. Todos prestam atendimento 100% gratuito e são gerenciados sob contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública.

 Os hospitais particulares de Porto Trombetas, em Oriximiná, da Mineração Rio do Norte; 5 de Outubro, em Canaã dos Carajás, e Yutaka Takeda, em Parauapebas, ambos fundados pela Vale, também estão sob gestão da Pró-Saúde. Abaixo, a tabela com o número de atendimentos:

UNIDADE

ATENDIMENTOS EM 2019
   
Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE) 679.566
Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (HOIOL) 341.440
Hospital Público Estadual Galileu (HPEG) 125.825
Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA) 869.701
Hospital Regional Público da Transamazônica (HRPT) 408.122
Hospital Regional do Sudeste do Pará (HRSP) 226.172
Hospital Materno-Infantil de Barcarena (HMIB) 74.338
Hospital Cinco de Outubro (HCO) 269.918
Hospital Yutaka Takeda (HYT) 231.302
Hospital de Porto Trombetas (HPT) 128.573
TOTAL 3.354.957

A Pró-Saúde é uma entidade filantrópica que realiza a gestão de serviços de saúde e administração hospitalar há mais de 50 anos. Com 16 mil colaboradores e mais de um milhão de pacientes atendidos por mês, é uma das maiores do mercado em que atua no Brasil. Atualmente realiza a gestão de unidades de saúde presentes em 23 cidades de 12 Estados brasileiros — a maioria no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde).

Discussão

3 comentários sobre “Hospitais do Pará certificados

  1. Parabéns ao Pará, Lúcio. Em Rondônia, mesmo com população menor (1,7 milhão) no cômputo do IBGE, o Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro (bragantino ilustre a quem a cidade de Porto Velho muito deve) está por merecer melhor consideração e mesmo a certificação. Construído pelo coronel paraquedista e governador Jorge Teixeira de Oliveira, há anos recebe pacientes do noroeste mato-grossense, acreanos e sul amazonenses, que se somam à clientela local e superlotam a casa. Seus 570 leitos são ocupados por eenais crônicos, deficientes visuais, mulheres vítimas de mola hidatiforme ou com bebês prematuros, pelotões de acidentados de motos, vítimas de AVC, câncer, entre outras doenças e condições de saúde ultrapassam a cada mês a estatística do SUS. Ali circulam cerca de 2 mil pessoas por dia. Quando o centro ciúrgico abre vagas, esse hospital também proporciona cirurgias ortognáticas. Por seus feitos, tornou-se hospital-escola atendendo às Faculdades de Medicina e de Enfermagem locais. Quem sabe, um dia, olhem por ele.

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    Publicado por Montezuma Cruz | 1 de fevereiro de 2020, 16:41
  2. Os hospitais administrados pela PROSAÚDE foram implantados como uma prioridade dos governos Almir Gabriel e Simão Jatene e receberam enormes somas em dinheiro público, há muito questionadas.A qualidade dos serviços atinge na maioria dos casos um excelente nível de satisfação; porém é possível questionar alguns aspectos deste fluxo de atendimento.

    I. Em relação ao H. Dr. Octávio Lobo, de referência para o câncer infantil e vizinho do H. Ofir Loiola – formando um pólo de atendimento às doenças neoplásicas, o sucesso do tratamento será maior se a base do sistema for capaz de detectar seletiva e precocemente esta demanda (uma vez que não é viável despachar todo mundo para lá todos os dias); também se diga que de nada adianta um belo hospital, se o governo deixar de comprar – com frequência – os medicamentos importados que vão devolver a saúde do paciente. E todos sabem que o “lençol curto” do orçamento público (em parte provocado pelo elevado gasto com as OSs) tem deixado muitos pacientes e famílias em aflição.

    II. O eixo H.Metropolitano – H. Galileu me causou ótima impressão todas as vezes que visitei pacientes com trauma nestes. Eles atendem também casos não tão dependentes de um suporte de alta complexidade. O problema destes fluxos está no entendimento da cada um sobre o destino de alguém que sofreu um grave traumatismo e ficou bastante ou até mesmo totalmente limitado. Sobreviver implica prosseguir a atenção pública no sentido da recuperação dos movimentos, da fala, do congnitivo, etc – e neste ponto ainda estamos muito longe de um motivo para nos orgulhar. Conheci pelo menos dois “vizinhos de leito de enfermaria” do paciente visitado que morreram em decorrência do abondono imposto pelas limitações não tratadas. Nestes casos os desafios são enormes e passam também pela lentidão do poder judiciário para homologação de curatelas de responsáveis. Os que conseguem o TFD, podem ter comprometido totalmente o primeiro e o segundo ano pós trauma encefálico (onde as chances são melhores de recuperação), com intermináveis burocracias do SUS para remover sondas e fechar traqueostomias. Se existe o H.Galileu para drenar casos fora de alto risco no H.Metropolitano, o estado deveria implementar outras unidades especializadas na recuperação “integral” (esta palavra é importantíssima na letra do SUS) destes pacientes.

    Pergunto: Não poderia o H.Galileu assumir a tarefa de receber ex-internos para completar o serviço com a remoção de sonda gástrica e a cirurgia de traqueoplastia?

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    Publicado por J.Jorge | 2 de fevereiro de 2020, 11:31

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