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Água, Governo, Saúde, Saneamento

Cosanpa: 50 anos

A Cosanpa completa em 2020 meio século de vida – vida ameaçada, como a de quase todas as empresas do setor no Brasil. É o que alerta o técnico paulista, que prevê queda de até 48% no segundo trimestre de 2020. Reproduzo o press release da associação, esperando que se aproveite a data redonda da Cosanpa para um amplo debate sobre a sua situação e o seu futuro.

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Os impactos da pandemia do novo coronavírus vêm atingindo vários setores da economia. “As companhias de saneamento têm registrado aumento na inadimplência. Esse novo cenário pode comprometer essas empresas. O setor deve ser visto como prioridade no enfrentamento da Covid-19”, alerta o engenheiro Luiz Pladevall, presidente da Apecs (Associação Paulista de Empresas de Consultoria e Serviços em Saneamento e Meio Ambiente) e vice-presidente da ABES/SP (Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental).

As operadoras de saneamento básico públicas e privadas registraram taxa média de 23,91% na inadimplência no início de abril segundo dados da Aesbe (Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento). Os indicadores mostram uma variação entre 12,93% e 31,7% na falta de pagamento dos serviços, dependendo da região. O setor projeta ainda queda de 48% na arrecadação no segundo trimestre deste ano.

O presidente da Apecs lembra que o setor já tinha reduzido os investimentos nos últimos anos e esse novo panorama compromete inclusive a continuação das atuais operações: “Dificilmente as companhias terão recursos financeiros para novos empreendimentos. Sem uma atuação forte do governo federal, podemos enfrentar comprometimentos inclusive para a saúde da população. Água tratada é um bem essencial para o enfrentamento de várias doenças, como a atual pandemia”.

Para Pladevall, a solução começa com um planejamento de curto, médio e longo prazos. “Precisamos rever alguns tributos pagos como forma de aumentar o fôlego dessas companhias nesse momento”, alerta o dirigente. Ele aponta ainda a necessidade da retomada de investimentos do governo federal. “A engenharia consultiva tem capacidade para já iniciar estudos e projetos que acelerem e ofereçam segurança para novos investimentos em infraestrutura e saneamento”, esclarece o presidente da Apecs.

Discussão

6 comentários sobre “Cosanpa: 50 anos

  1. Deixando a gozação de lado, publicada no último comentário que fiz, o grande problema da Cosanpa é uma gestão ultrapassada.
    Nós temos no subsolo de Belém dois aquíferos (Pirabas e Barreiras) subutilizados. Enquanto a empresa bombeia água de distantes locais, tipo Bolonha, poderia estar utilizando água subterrânea, com cada poço abastecendo um módulo da cidade. Em caso de interrupção, não seria necessário interromper o fornecimento de vários bairros que dependem do “linhão”. Cada módulo seria independente. O aquífero Pirabas possui água de qualidade excelente disponível a 200-300m de profundidade.
    Transformá-la em Autarquia corresponderia a enchê-la de aspones, diretoria de apaniguados e por aí vai.
    Seria interessante avaliar o sistema de PPP ou Concessão.

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    Publicado por Bernstil | 22 de abril de 2020, 23:35
    • Não usar essa reserva de água, descentralizando o serviço através de grandes poços, é um erro antigo e renitente do serviço de água e esgoto de Belém.

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 23 de abril de 2020, 08:28
    • Por favor, quais seriam as vazões estimadas para poços tubulares nos aquíferos Pirabas ou Barreiras de diâmetro de 8 polegadas? Qual seria o tempo estimado de vida útil para os aquíferos, em tela, caso seja explorada águas subterrâneas por instalação de poços? Quais seriam os custos estimados anuais para perfuração de poços e manutenção na região metropolitana de Belém? Quais seriam os teores de Fe+2, Fe+3, Fe+4 , sulfatos e nitratos nestes aquíferos? As zonas produtoras estão situadas em arenitos ou carstáticas? Aonde estão situadas as zonas de recargas dos aquíferos? Quantos poços subterrâneos seriam necessários para abastecer a população de 2,5 milhões de habitantes da região de Belém? Quais as vazões de recarga dos aquíferos/ ano? Onde ficam situadas as zonas de recargas? As zonas de recargas dos aquíferos estão protegidas?

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      Publicado por José Serrão | 4 de janeiro de 2021, 07:31
  2. Bom dia Lúcio Flávio, o que você sabe sobre o SAGA – Sistema Aquífero Grande Amazônia? Na cidade de Breves esse aquífero aflora em um bairro fornecendo uma água com qualidade quase mineral.

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    Publicado por Hidelino Lima Rebelo | 27 de novembro de 2020, 11:49

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