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Política

Demência e hemorroidas

Comparar operação contra fakeNews à Noite dos Cristais, que assinalou o início do Holocausto dos judeus pelos nazistas, como fez o ministro da Educação, Abraham Weintraub, “é confundir hemorroida com hemograma”, escreveu o jornalista Elio Gaspari na sua coluna de hoje, reproduzida aqui pelo Diário do Pará.

É o caso de se perguntar a que tipo novo de liberdade o presidente Bolsonaro se referiu quando, na tristemente famosa reunião dos seu ministério de 24 de abril, disse que seus inimigos “querem é a nossa hemorroida! É a nossa liberdade! Isso é uma verdade”.

Não tão óbvia ou compreensível que o dispense de explicar essa verdade.

Discussão

8 comentários sobre “Demência e hemorroidas

  1. E por coincidência o secretario da cultura Roberto Alvim caiu por coincidencia com o discurso de Goebbels. E Sara Winter tenta criar um grupo intitulado os 300, com tochas, parecidos com o Klu Klux Khan. E nem falamos dos grupos paramilitares e a SS. Bandeiras de ultra direita da Ucrânia também aparecem em apoio a bolsonaro. Bolsonaro aparece bebendo leite, Allan dos Santos também aderiu ao culto, muitos não lembram do contexto nazista. Não precisa falar do ultra-nacionalismo, do anti-imigrantismo ou do discurso anti-corrupção, da linguem fácil preconceituosa mostrando inimigos. Da busca por um discurso conservador, não democrático ou não aberto ao contraditório. Do nepotismo e do personalismo do governo.
    Nos Estados Unidos Trump classifica um grupo antifacista como terrorista para efetivar o combate. Nem preciso lembrar do Marcathismo, mas o espelho de lá pode se refletir aqui por decreto ou MP.
    Não preciso dizer que os grupos Israelitas e a embaixada Israelense repudiaram a afirmação e o uso do discurso. O ministro retrucou que tem parentes que sofreram com o nazismo e tem direito e falará com o direito de ter convivido com quem viveu e conviveu e pronto.
    E Weintraub segue o conselho do mestre Olavo de Carvalho, acusar o que você é.

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    Publicado por Fabrício | 31 de maio de 2020, 22:51
  2. são palavras sem contexto. Uma reunião de cafajestes, apropriada para expor toda a cultura desses escolhidos por uma insano. Palavrões, comparações sem nexo e sem o mínimo de respeito. É assim que se paga salários altíssimos para apresentarem seus planos e suas ideias. Hemorroidas ou hemogramas, eu sou mais esquizofrênicos.

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    Publicado por Iara Weissberg | 1 de junho de 2020, 10:59
  3. Fora Bolsonaro, o Doido, as presenças mais marcantes na reunião de abril, foram mesmo a dos queridos membros da quadr…, digo, ministros Cara de Cavalo, Praga de Mãe e Coisa Ruim, que respondem, respectivamente, pelo fracasso econômico, pela falta de educação e pela destruição do meio ambiente.

    O Coisa Ruim quer aproveitar que o país inteiro está ocupado, adoecendo e morrendo de covid19, pra ferrar de vez com a Amazônia e com o pouco que resta da Mata Atlântica. Coisa Ruim acha que, agora, ninguém vai notar. Pra ele, é como bater carteira num ônibus lotado. Depois, as pessoas que escaparem vão estar tão felizes por estarem vivas, que não vão nem lembrar de Mata Atlântica, Amazônia e esse papo chato de sempre…

    Já o Praga de Mãe manteve a escrita. Ele reivindica o direito de — sendo judeu — ser nazista. Claro! Por que não? O fato dos nazistas terem massacrado judeus, não impede que um judeu degenere tanto, a ponto de proceder como um nazista. Ele é um ser humano, como qualquer outro, e a degeneração é um fenômeno humano, como tantos outros. Praga de Mãe reivindica o direito de ser uma vergonha para os judeus, o que é legítimo. Afinal, quem disse que judeu não pode passar vergonha?

    Mas, naquele dia, o destaque mesmo foi pro Cara de Cavalo. Ele inventou uma recuperação econômica que estava acontecendo, e que foi interrompida pela pandemia. Não se sabe se Cara de Cavalo estava se referindo ao estonteante crescimento do PIB em 2019, de estratosférico 1,6%, ou às taxas de crescimento de janeiro e fevereiro de 2020, ambas abaixo de 1%. Mistério…

    Mas Cara de Cavalo se superou, mesmo, ao defender a instalação de hotéis cassinos, com um vocabulário que faria o ex-senador, ex-governador do Pará e ex-prefeito de Belém corar de vergonha.

    Cara de Cavalo defende, brilho e coragem, um modelo de desenvolvimento econômico e social só visto ao sul do Rio Grande, na progressista ilha de Cuba, durante o democrático governo de Fulgêncio Batista.

    De quebra, Cara de Cavalo fixou ainda mais a imagem de Bolsonaro como intransigente defensor da família. Aliás, DAS FAMÍLIAS: Gambino, Colombo, Luchese, Trafficante (essa é até no nome), Bonanno, Genovese…

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    Publicado por Elias Granhen Tavares | 1 de junho de 2020, 17:02
  4. Meus Deus !Até quando vamos tolerar caricaturas de homens como os neonazistas bolsonaro e o insignificante d ministro da deseducação Abraham Weintraub e os seus seguidores da morte? Vamos botar estas criaturas tortas para fora d vida pública do brasil. Por meio do conhecimento, da ética e claro dos protestos e greves pró-democracia e contra o fascismo bolsonarismo.

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    Publicado por José Maria | 1 de junho de 2020, 18:19
  5. Acho que ele queria dizer que queriam o sangue deles, só pode…

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    Publicado por ricardoconduru | 1 de junho de 2020, 18:40
  6. Quando me referi ao vocabulário de que o ministro Cara de Cavalo se serviu, para defender, com veemência, a instalação de hotéis cassinos aqui, na Casa da Mãe Joana, eu o relacionei ao ex-senador, ex-governador do Pará e ex-prefeito de Belém, Hélio Gueiros, em momentosa e escatológica carta dirigida ao jornalista Lúcio Flávio Pinto.

    Desde então, Gueiros tornou-se o patrono dos homens públicos sem noção, como Cara de Cavalo, que teimam em fazer, com a boca ou com as mãos, aquilo que a esmagadora maioria da humanidade prefere fazer com outra parte da anatomia, e num vaso sanitário.

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    Publicado por Elias Granhen Tavares | 1 de junho de 2020, 18:47
  7. Hemorróida = sangue?

    Tem um tanto a ver, mas… não bate.

    A associação foi mais… anatômica, se é que me faço entender.

    Vai ver que isso é gíria da gang…, digo, do ministério.

    Coisa do submundo lá, deles.

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    Publicado por Elias Granhen Tavares | 1 de junho de 2020, 18:52

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