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Cidades, Memória, Política

Memória – O contrato

No final do mais um dos seus três mandatos como prefeito de Belém, em maio de 1961, Lopo de Castro assinou um contrato com a empresa Rodofranc para obras de terraplenagem e asfaltamento da cidade. Um mês depois de tomar posse no cargo, em dezembro do mesmo ano, seu adversário, o “baratista” Moura Carvalho, anunciou, em nota oficial, ter constatado “graves irregularidades” no contrato, que não fora submetido ao legislativo municipal, dependo apenas da vontade do chefe do poder executivo.

O novo prefeito criticou o seu antecessor por ter congelado por antecipação a receita futura de exercício não iniciado, sem a aprovação da câmara de vereadores. O contrato “atenta contra a administração pública, com aspectos criminais indisfarçáveis”, sustentava Moura Carvalho. Lopo oferecera, em garantia da operação, a receita do Imposto de Indústria e Profissões (atual ISS) junto à rede bancária, na qual era depositado.

Moura nomeou uma comissão de engenheiros (Waldir Acatauassu Nunes,como presidente, Marco Aurélio Teixeira e Augusto Jaerth Pereira) para “proceder à medição e reavaliação total dos serviços porventura realizados pela Rodofranc, com indicação de quaisquer irregularidades ou falhas técnicas que venha a encontrar”. O prazo para a apresentação dos resultados era de 20 dias.

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