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Economia, Navegação, Sem categoria

O rio Amazonas e o mar

O transporte fluvial de cargas da Zona Franca de Manaus pelo rio Amazonas chegou ao fim. As empresas regionais perderam a disputa para duas corporações nacionais de cabotagem, da Aliança e da Mercosul Lines. É o que anuncia Alyrio Sabbá, na sua coluna especializada em O Liberal (que completou 50 anos).

Segundo ele, todos os produtos da Zona Franca “que eram transportados através do Sistema Rodofluvial (comboios integrados e carretas especializadas)” foram absorvidos pelos navios de cabotagem das duas empresas. Algumas empresas não só saíram do mercado: também encerraram as suas atividades.

A aspiração do século XIX se realiza: o rio Amazonas como braço de mar.

Discussão

4 comentários sobre “O rio Amazonas e o mar

  1. Desculpem-me, mas desde o sec XIX, o rio Amazonas já é um braço do mar…e foi por ele que foram contrabandeadas, na verdade furtadas, milhares de mudas de seringueira pela nossa “grande amiga e aliada, Inglaterra”…mergulhando o Norte do país em uma recessão que persiste até hoje….leiam o livro ” O Ladrão do Fim do Mundo”

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    Publicado por roberto breves vianna Vianna | 26 de novembro de 2020, 11:39
    • O que eu quis dizer foi justamente isso quando me referi à campanha do século XIX para considerar o Amazonas braço de mar. O que acontece agora não é mais a situação jurídica internacional, mas – segundo a informação do Alyrio Sabbá – a superação das empresas fluviais para a navegação de cabotagem. Quanto às sementes da seringueira, elas foram levadas regularmente para a Inglaterra e não contrabandeadas. Os brasileiros supunham que a natureza lhes garantia o monopólio, já que a árvore é nativa da Amazônia. Só que a biodiversidade da floresta tropical, nesse caso, limitou a expansão do cultibo, como prova Warren Dean no livro A Luta pela Borracha no Brasil.

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 26 de novembro de 2020, 12:12
  2. Amigo, que bom receber um comentário sobre minha nota.Mas li de novo as peripécias que envolveram a retirada das mudas, que foram carregadas em um porto clandestino próximo a Santarem e não me parece que as mudas tenham sido “levadas regularmente”.Se você não leu ainda, leia o livro “O Ladrão do Fim do Mundo”, escrito por um americano.Detalhes você encontra no Google.O livro descreve não só esse episódio das seringueiras no Brasil, mas também outras mudas “transportadas regularmente”…..Depois de você ler, comente, comparando com as fontes de informação que tem.Gostaria de receber retorno seu e um abraço!!

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    Publicado por Roberto | 16 de janeiro de 2021, 17:04
    • Conheço, sim. Infelizmente, só comecei a ler e o livro sumiu no mar de papel da minha casa ou por algum extravio de origem externa. Minha fonte são os jornais da época, que noticiaram a realização de uma recepção para marcar o embarque das 2 toneladas de sementes, coletadas na área de Belterra, para a Inglaterra, e o livro do Warren Dean, também americano, A Luta pela Borracha no Brasil, o melhor que já li sobre o tema.

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 17 de janeiro de 2021, 09:05

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