//
você está lendo...
Memória, Navegação

Memória – Navegação amazônica

No início de 1966, os Snapp (Serviços de Navegação da Amazônia e de Administração do Porto do Pará), autarquia federal que viria a ser substituída no governo militar pela Enasa, ofereciam viagens para passageiros e cargas em sete navios da sua frota: 3 de Outubro, Inca, Imediato Evangelista, Tavares Bastos, Lauro Sodré, Augusto Montenegro e Lobo D’Almada.

Uma linha era internacional, passando por Santarém, Manaus, portos do Solimões, Letícia e Iquitos, no Peru. Outra fazia numerosas escalas: Portel, Gurupá, Porto de Moz, Souzel, Vitória do Xingu, Almeirim, Prainha, Santarém, Blterra, Fordlândia, Brasília Legal, Barreiras e Itaituba.

Outra seguia por São Sebastião da boa vista, Breves, Gurupá, Almeirim, Prainha, Monte Alegre, Santarém, Alenquer, Óbidos, Oriximiná, Juruti, Parintins, Itacoatiara, Manaus e Porto Velho.

Pelo Tocantins, as escalas eram em Maiuatá, Abaetetuba, Cametá, Vila do Carmo, Mocajuba, Baião, Mangabeira e Tucuruí.

O caminho fluvial foi substituído pelo rodoviário, a navegação involuiu e a Amazônia ficou menos amazônica.

Discussão

4 comentários sobre “Memória – Navegação amazônica

  1. Não faltaram o Leopoldo Peres e o Presidente Vargas?

    Curtir

    Publicado por ADEMAR A DO AMARAL | 26 de novembro de 2020, 16:59
  2. Certamente a linha com paisagens mais lindas era a que subia o Tapajós….passando por Belterra, Fordlandia, Brasilia Legal, Barreiras e Itaituba….não ia até São Luis? (trecho encachoeirado)
    Vianna que singrou os rios da Amazonia e além das cidades citadas, subiu o Juruá, até Cruzeiro do Sul, já no Acre.
    Discordo da alegação: o transporte rodoviário substituiu o fluvial!! De forma alguma, a rede de rodovias, principalmente no estado do Amazonas, ainda é muito precária!!! Quero ver ir de Manaus a Leticia (essa sim na Colombia) via rodoviária…E Iquitos fica rio acima, no Amazonas peruano, ou seja no PERU, nada de Colombia….

    Curtir

    Publicado por roberto breves vianna Vianna | 27 de novembro de 2020, 09:11
    • Sim, Peru. Estive lá em 1971 e 1974. Foi um lapso. Mais um.
      O que você citou é exceção. O total de rodovias já supera o de hidrovias, aquelas que realmente funcionam como tal. O que é uma grande perda para a região. A extinção da Enasa privou a população nativa de linhas de navegação fundamentais.

      Curtir

      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 27 de novembro de 2020, 14:23

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: