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Cultura, Racismo

O racismo e o comércio

Por causa da repercussão do assassinato de João Alberto Freitas por seguranças do supermercado Carrefour em Porto Alegre, a Ediouro decidiu suspender a distribuição do livro A empresa antirracista, de Maurício Pestana, que acabara de lançar. Um dos dirigentes de grandes empresas elogiadas por suas iniciativas contra o racismo era justamente Noël Prioux, presidente do Carrefour no Brasil.

Proux condenou a ação dos seguranças, se declarou novamente antirracista e criou um fundo, dotado inicialmente de 25 milhões de reais, para sustentar a causa.

A atitude da editora é comercial e de marketing. Provavelmente o livro vai encalhar. E ainda lançará uma nódoa sobre a marca. Mas há outra questão. A iclusão do representante da famosa empresa francesa no Brasil obedeceu a padrões de qualidade e de critérios rigorosos de análise ou foi mera negociação – “matéria paga”, como se diz no jornalismo?

O autor precisaria se explicar – e a editora também – para que, além de não serem ambos arrolados de racistas, não se sujeitem a ganhar outro título negativo: o de vendedores de opinião editorial.

Discussão

Um comentário sobre “O racismo e o comércio

  1. A quantidade de casos de agressão no Carrefour também é algo que chama a atenção. Parece ser uma prática frequente na empresa.

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    Publicado por Elias Gusmão | 26 de novembro de 2020, 18:32

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