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Memória, Política

Memória – O conflito de Santarém

Geraldo Palmeira era o presidente da Arena, a legenda do governo na época do bipartidarismo imposto manu militari, quando escreveu uma carta ao senador Jarbas Passarinho, datada de 22 de março de 1968, com um longo relato da política paraense.

Em certo trecho diz ter ouvido do deputado estadual Ubaldo Correa que o seu irmão Paulo, numa viagem que fizera para Santarém, no mesmo avião encontrara o senador Catette Pinheiro, todos filiados à Arena.

Catette, que fora ministro da Saúde, disse ao empresário Paulo Correa: “O Passarinho é líder, um notável homem público, etc, no entanto, costuma deixar seus amigos às baratas. Não compreendo, como neste caso de Santarém, ele não tenha dado total apoio ao Ubaldo”.

Geraldo replicou: “Relatei ao Ubaldo a conversa que tivemos numa churrascaria em Brasília, onde Catette nos dissera que jamais seria pela cassação do mandato do Elias [Pinto, então prefeito de Santarém, afastado do cargo], principalmente ele era a favor de um projeto de anistia. Isso seria uma contradição” concluiu Geraldo.

O documento tem importância histórica. A manutenção da perseguição ao prefeito, que era do MDB (o partido da oposição), mas apoiado pelo deputado federal Haroldo Veloso, da Arena, levou a um conflito violento, à destituição do prefeito e à declaração de Santarém como área de segurança nacional, deixando de eleger o seu prefeito por quase duas décadas.

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