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Memória

Memória – Casamento chic

Foi uma festa bonita a do casamento de Anna Maria Malcher de Araújo Martins, em 17 de julho de 1945. Filha de Loris Olímpio Corrêa de Araújo e Edmée Malcher de Araújo, a graciosa senhorinha contraiu núpcias com Mário Nicolau Leal Martins, filho do “extinto capitalista” (como dizia o noticiário da época) José Leal Martins e de Odete Vale Martins. Duas das mais tradicionais famílias da capital paraense, portanto.

Paraninfaram a noiva no ato civil Sulpicio Ausier Bentes e esposa, Máxima Martins Bentes, e José Cunha (Laura) da Gama Malcher, mais a mãe do noivo. No religioso: industrial Chamié e esposa, Lygia Araújo Chamié; Benedito Frade e Gregória Lobato; Mário Sarmanho Martin e esposa, Otávia Meira Martin. O casamento civil foi na residência dos pais da noiva, às 10 horas. O ato religioso, na Basílica de Nazaré, às 11 horas.

Anna Maria viria a criar o mais famoso restaurante de Belém, o Lá em Casa, com o filho. Formado arquiteto, Paulo Martins se celebrizou como chef de cozinha, o maior dos que já manejaram panelas e talheres em toda Amazônia.

Discussão

2 comentários sobre “Memória – Casamento chic

  1. Aqui vai mais um texto de Mário Sabino, publicado em o O Antagonista, sobre o homicídio praticado pelo vereador bandido Dr. Jairinho (cujo pai tá enrolado em esquemas de corrupção, mas o filho fez pior que o pai) contra o coitado do menino Henry. Esse crime, a meu ver, mereceria PRISÃO PERPÉTUA:

    “O MENINO HENRY TAMBÉM FOI VÍTIMA DE UM SISTEMA PODRE” (08/04/2021)

    “Estamos todos devastados com a morte do menino HENRY BOREL MEDEIROS, assassinado pelo vereador carioca DR. JAIRINHO — mais um nome de fantasia ridículo –, com a cumplicidade da sua namorada, MONIQUE MEDEIROS, mãe do menino.

    A violência de que Henry foi vítima parece não caber em vidinha tão curta, de apenas 4 anos. Quatro anos, meu Deus… Ele vinha sendo espancado seguidamente por Dr. Jairinho, que tem um histórico de agressões contra filhos de namoradas. Morreu chorando de dor, com lesões internas dilacerantes, depois de uma sessão de brutalidades. A imagem do menino chegando em casa, após passar o dia com o pai, é pungente: o seu choro já antecipava outra sessão de tortura.

    Henry foi vítima de um monstro, de um covarde, de um ser abjeto. Henry foi também um menino sem mãe que o defendesse. Sem mãe que o protegesse do torturador de crianças. Nos trechos das mensagens que Monique trocou com a babá, está claro que ela sabia das sevícias a que o seu menino, o seu bebê, era vítima. E, no entanto, ela nada fez. E, no entanto, ela acobertou o monstro, o covarde, o ser abjeto — que, consumada a morte de Henry, ainda tentou obter um atestado de óbito falso para o “corpinho” do menino, com um empresário da área da saúde e até com o governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, para quem telefonou pedindo ajuda, fato só revelado hoje. Para o influente Dr. Jairinho, Henry era apenas isso: um corpinho a ser espancado, seviciado e descartado quando já não tinha mais vida.

    Por que MONIQUE MEDEIROS não protegeu o filho? PELAS MENSAGENS TROCADAS COM A BABÁ, ELA SABIA QUE HAVIA ALGO ERRADO QUANDO DR. JAIRINHO TRANCAVA-SE NO QUARTO DE CASAL COM HENRY. Ela pensou até em instalar uma câmera no quarto. E, no entanto, nada fez. E, no entanto, acobertou o monstro, o covarde, o ser abjeto, até o último momento. Monique Medeiros nada fez para salvar o seu filho, arrisco dizer, porque Dr. Jairinho lhe proporcionava um padrão de vida muito acima do permitido pelo salário de um vereador — em quinto mandato –, filho de um ex-deputado estadual preso na Operação Furna da Onça, que investigava um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e loteamento de cargos públicos no Rio de Janeiro. Monique Medeiros nada fez para salvar o seu filho, arrisco dizer, porque Dr. Jairinho lhe arrumou um sinecura no Tribunal de Contas do Município, com salários de 12 mil reais, quase o triplo do que ganhava como diretora de uma escola municipal. Monique Medeiros, arrisco dizer, nada fez para salvar o seu filho porque Dr. Jairinho comprou dela, com dinheiro público, o direito de trucidar Henry. Nada disso atenua a sua culpa.

    HENRY foi vítima de um monstro, de um covarde, de um ser abjeto. Foi vítima de uma mãe desnaturada (e nunca um adjetivo foi tão exato). FOI VÍTIMA DE UM SISTEMA POLÍTICO PODRE QUE PUTREFAZ AS RELAÇÕES SOCIAIS, FAMILIARES E AFETIVAS. Que é produzido por monstros e os replica sem cessar.

    Estamos devastados num país cuja paisagem geral é também de devastação.”

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    Publicado por igor | 8 de abril de 2021, 17:28
  2. Igor, entendo que você esteja sensibilizado e revoltado com este crime.
    Mas isso não lhe o direito de impor a sua vontade contra a vontade e a decisão do Lucio de colocar um.ponto final no jornalismo cotidiano e se dedicar a Memória de Belem.
    Considero sua atitude não só um desrespeito como uma violência .

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    Publicado por Marly Silva | 9 de abril de 2021, 17:28

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