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Cidades, Memória

Memória – Janelas fechadas

Cada vapor que chegava à Belém da belle époque da borracha, vindo da Europa ou do sul do Brasil, “traz leva de mulheres de vida livre, elementos que vêm desenvolver a prostituição em nosso meio, que dispõe de muito dinheiro e é ainda pequeno para comportar tanta perversão, tanta liberdade de costumes”, lamentava A Província do Pará, em 1911, o último ano do apogeu.

O crescimento fez com que a prostituição abandonasse o confinamento no qual se mantinha e avançasse audaciosamente sobre “os bairros mais distintos, os centros familiares”.

Na avenida Nazaré, por exemplo, já havia duas casas “repletas de mulheres duvidosas”. Em outras duas casas, na Doutor Moraes, os inquilinos “são de tal modo escandalosos, que as famílias vizinhas têm que conservar as janelas fechadas”. O jornal pedia que a polícia agisse “o quanto antes”.

Nosso Moulin Rouge

Enquanto a prostituição se expandia, reabria o teatrinho de Moulin Rouge, com um programa bem organizado de estreia: se apresentariam o atleta Fournier e as cantoras Amélia d’Olma, espanhola, e Isabel Clark, inglesa. Belém era a Paris dos trópicos.

Discussão

2 comentários sobre “Memória – Janelas fechadas

  1. Caro Lúcio,
    Meu nome é Eric Napoli, sou aluno da UFF e estou realizando um trabalho sobre seu livro “Carajás, O Ataque ao Coração da Amazônia” e gostaria muito de entrevista-lo sobre o tema. É uma entrevista breve e vou deixar meu e-mail. Agradeço desde já pela atenção.
    ericnapoli01@gmail.com

    Curtir

    Publicado por Eric Napoli | 8 de abril de 2021, 09:57

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