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Cidades, Memória

Memória – Atrás dos contrabandistas

Uma das principais moedas do intenso contrabando praticado em Belém era o café. Boa parte do café destinado pelo governo às torrefadoras era desviado do mercado local para as Guianas, em troca dos produtos estrangeiros que circulavam pela cidade, como uísque, relógio, sandálias de borracha e carros, os “cutias”.

Era tão intenso o descaminho que se formou um mercado negro de café na capital paraense: quem queria tomar seu cafezinho pagava muito mais caro porque a oferta das torrefadoras era menor do que o consumo.

A Comissão Mista de Fiscalização do Café publicou avisos na imprensa para agradecer pela cooperação do povo “no sentido de serem apontados os fraudadores da lei e seus depósitos”. Também renovou o apelo para ser intensificada a cooperação, “cujos resultados já se fazem sentir em índice altamente satisfatório pra a moralização e normalização da distribuição desse indispensável produto à alimentação do povo”.

Discussão

3 comentários sobre “Memória – Atrás dos contrabandistas

  1. Aqui vai mais um texto de Sabino, publicado em O Antagonista, sobre as falácias do miliciano e genocida Bolsonaro contra a CPI da Covid:

    “NÃO HÁ GOVERNABILIDADE A SER ATRAPALHADA PORQUE NÃO HÁ GOVERNO” (13/04/2021)

    [Tão conhecido como o hábito de usar uma CPI para achacar o inquilino do Palácio do Planato e ampliar o seu escopo de tal forma a que ela não chegue a lugar nenhum, é dizer em público que uma comissão parlamentar de inquérito pode “atrapalhar a governabilidade”. Em geral, trata-se somente de argumento de quem faz coro ao governo que se encontra acuado, para aumentar ainda mais o preço do seu próprio apoio.

    No caso da CPI da Covid, a governabilidade está sendo colocada sobre uma mesa onde, acredita-se, resta dinheiro a ser ganho. O único dinheiro, na verdade, já está indevidamente comprometido na farsa do Orçamento que, como bem definiu o senador Randolfe Rodrigues, deixou de ser pedalada para se tornar prova de ciclismo. Não há dinheiro, portanto.

    Quanto à governabilidade em si, é palavra sacada sempre que não há governo. Como ação estruturada e coordenada, não há mais governo Bolsonaro. A sociopatia do presidente contaminou de tal forma o enfrentamento da pandemia que não há mais como deter de modo eficiente a propagação do vírus e empreender um programa de vacinação que evite dezenas de milhares de mortes a mais que poderiam ser poupadas, tivéssemos alguém com faculdades mentais inteiramente preservadas na presidência da República. Em relação à economia, o que se tem é um outrora superministro que não consegue fazer frente aos apetites da base de apoio fisiológico que sustenta Jair Bolsonaro. Na área ambiental, que deveria ser o nosso cartão de visitas internacional, inclusive a fim de garantir simpatias para agilizar a obtenção de vacinas num mercado onde a produção ainda está longe de dar conta das necessidades urgentes, temos um doido passando boiadas e defendendo madeireiras ilegais. No que se refere à educação, não é simplesmente prioridade, afora quando serve para fazer proselitismo ideológico. Milhões de crianças e jovens não têm condição de assistir a aulas remotas, por falta de equipamento e conexão, mas o governo é incapaz de comandar um esforço nacional para tentar equacionar minimamente esse problema gravíssimo, junto a governadores e prefeitos. As ilhas de excelência existentes na administração federal estão cada vez menores, consumidas pela erosão do descalabro geral.

    A CPI da Covid não afetará, portanto, governabilidade nenhuma. Deveria ser encarada como a oportunidade para tirar logo do cargo um presidente da República de mente doentia e inepto. Mesmo os que acham que ainda têm a ganhar com Bolsonaro só têm a perder. Desse grupo, além dos fisiológicos, fazem parte Lula e o PT, que preferem ter o atual inquilino do Planalto como adversário em 2022. Em algum momento, contudo, o rombo fiscal e o custo em vidas serão cobrados de todos eles, superando qualquer benefício em vil metal ou votos.]

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    Publicado por igor | 13 de abril de 2021, 11:14
  2. Era um blefe da Comissão ou realmente as denúncias eram apuradas?

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    Publicado por pedrocarlosdefariapinto | 14 de abril de 2021, 18:26

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