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Apreensão de madeira no STF

A Polícia Federal pediu, ontem, ao Supremo Tribunal Federal, que as investigações da Operação Handroanthus sobre esquemas de comercialização de madeira extraída ilegalmente da Amazônia — em tramitação na Justiça Federal no Pará e no Amazonas — sejam concentradas no próprio STF.

No fim do ano passado, mais de 200 mil metros cúbicos no valor de R$ 130 milhões de madeira foram apreendidos na Handroanthus, na maior operação do gênero no Brasil. A mesma questão está sendo apreciada no STF, com relatoria da ministra Cármen Lúcia.

O inquérito que envolve Salles tramita no Supremo porque Salles tem foro privilegiado. Por isso, somente ela pode autorizar medidas como diligências da PF e fixação de prazos de investigação. A PF teme que esses processos estejam ameaçados de “sério risco de esvaziamento” porque decisões de juízes federais do Pará e do Amazonas estariam sendo tomadas para beneficiar investigados. “Agentes políticos” estariam atuando para assegurar “impunidade” aos investigados no inquérito.

O juiz federal do Pará, Antonio Almeida Campelo, por exemplo, determinou a restituição dos equipamentos e de toda madeira em toras que foram apreendidos durante a operação, ignorando “a prova técnica sobre a origem ilícita dos produtos florestais”, segundo a PF. Os investigadores se surpreenderam com as decisões da Justiça, tão incomuns que provocaram a instauração de investigação processo administrativo para apurar os fatos pelo Conselho Nacional de Justiça.

O ministro do Meio Ambiente e o presidente afastado do Ibama Eduardo Bim, são acusados pela prática de crimes de advocacia administrativa (servidor público que atua em defesa de interesse privado), organização criminosa e por “obstar ou dificultar a ação fiscalizadora do Poder Público no trato de questões ambientais”.

Por causa do valor econômico milionário, a Polícia Federal incomodou o setor empresarial envolvido na extração ilegal de madeira e os políticos que os apoiam.

Discussão

7 comentários sobre “Apreensão de madeira no STF

  1. Recomendo fortemente que os Orgãos Fiscalizadores visitem São Bernardo do Campo-SP e todo o ABCDMRR. Por aqui os indícios são fortíssimos de que quadrilhas agem desmatando e vendendo madeira ilegalmente. São diversas denuncias que já fiz e registrei na Polícia Ambiental do Estado de São Paulo e que Munícipes registram mas nada acontece. A Natureza continua sendo devastada aqui nesta região que tem Mata Atlântica exuberante. Para mim a região do Grande ABCDMRR é uma micro Amazônia devido aos seus recursos naturais e nascentes de agua e seu vasto território que estende-se até a divisa com São Vicente na Baixada Santista.

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    Publicado por Ricardo Garcia | 17 de junho de 2021, 05:33
  2. Olá,inoxidável jornalista LFP, o autêntico conhecedor dos problemas da Amazônia e derredores,
    É Alce, o prof.” caboclo muderno ” que mistura o ‘paresque” com conhecimentos formais nas aulas de curso, concursos,etc. Que estejas bem, e na encrenca da vida.
    Fico, agora, inferindo que a guerra amazônica, com a instantaneidade das notícias, a tecnologia digital e outras parafernálias da blogosfera, está mais escancarada, nada mais se pode esconder, nem a mais perfeita ( ? ) gatunagemm de madeira. Cheguei a ver, prezado, um dos 3 mil caminhões basculantes carregado de toras, e os moradores da vila dizendo ( ainda há inocência nessas pessoas ) que ia para a cidade a fim de venderem ou trocarem por mercadorias. A Operação Akuanduba, de meados de maio, apreendeu incontáveis toras de madeiras, descobriu o ministreco do desmatamento Salles com a ‘ boca na botija ‘, demitiu o ‘vaca de presépio ‘ do Ibama, Eduardo Bin, e regozijou o excelente delegado/concursado da PF, Alexandre Saraiva. A retaliação do chefe boca imunda ao delegado foi transferi-lo para outro estado da federação. Pouco importa. A nossa democracia vai superar, sim, esse ( des ) governo obscurantista, corrupto, criminoso e do atraso. Nos outros ministérios, devem rolar transações suspeitas,o MEC, por exemplo,que, com gente pífia, organizou um ENEM atabalhoado, os programas FIES,SISU E PROUNI, com muitos alunos candidatos que não pagam as unidades, que nem recebem, conforme o programa.
    De repente, meu amigo, ao lado das clareiras criminosas do desmatamento, da grilagem e dos garimpos clandestinos, há, também a savanização espúria da floresta educacional e cultural que gente, como nós , espalha pelos rincões da Amazônia.
    Continuo na guerra, meu amigo.

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    Publicado por Alcebíades | 9 de julho de 2021, 22:55

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