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Desmatamento, Ecologia, Estrangeiros, Floresta, Madeira, Memória

Memória – Começo torto

Em janeiro de 1969, a Brumasa anunciava seu compensado, um produto de qualidade em função do seu próprio selo, sem a certificação externa de hoje. Sua “textura perfeita” e o seu “fino acabamento” se deviam à “qualidade controlada cientificamente” adotada para tornar o compensado Brumasa “o melhor”, conforme garantia a propaganda.

Como repórter principiante, testemunhei a inauguração da fábrica, dois anos antes, em Porto Santana, às proximidades de Macapá, no Amapá, o esperado (e frustrado) distrito industrial macapaense.

Era um empreendimento de expressão do grupo Icomi (dono da jazida de manganês, explorado em sociedade com a americana Bethlehem Steel) e da holandesa Bruynzeel. Na época, a matéria não incluiu um questionamento que já deveria ser feito: vale a pena produzir compensados através da derrubada da mata nativa? Os holandeses experimentaram tecnologia de ponta para a extração de madeira na várzea, onde a espécie cobiçada era a virola, mas acabaram desistindo.

O começo da indústria madeireira, em bases profissionais, da produção à mídia, prometia. Prometia o que estamos vendo hoje? Então, não foi um bom começo.

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