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Economia, Saúde

Porto Dias é vendido

A Rede Mater Dei de Saúde anunciou a aquisição de 70% do capital social do grupo Porto Dias, proprietário de duas unidades hospitalares (Hospital Porto Dias e Porto Quality) e duas unidades de diagnóstico em Belém. A transação foi considerada pelos novos proprietários “um importante passo em sua estratégia de expansão nacional e crescimento”. 

Para consumar a operação, a companhia pagará o valor de 800 milhões de reais em caixa e emitirá 27,3 milhões de ações em favor dos acionistas do grupo Porto Dias, que terão restrições de liquidez específicas acordadas entre as partes. 

Segundo o comunicado distribuído hoje, a negociação inclui também termos e condições para a aquisição/venda futura dos 30% de participação remanescentes da família Porto Dias a um desconto de 20% do múltiplo que o Mater Dei estiver transacionando à época.  A operação ainda está sujeita à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).  

A aquisição representa a criação de um polo regional no Norte do país, “consolidando ativos referência de qualidade nas regiões de atuação, e em linha com as premissas estratégicas apresentadas pela companhia em seu IPO [oferta pública de ações], realizado em abril deste ano”.  

O grupo Porto Dias, fundado e gerido pela família do mesmo nome, por quase 30 anos, se tornou a maior rede hospitalar privada e a marca referência de qualidade assistencial na região Norte do Brasil, sendo acreditada pela JCI, QMentum e ONA III. O grupo Porto Dias também é reconhecido por possuir um parque tecnológico para procedimentos de alta complexidade com diversos equipamentos de última geração.  

“Com elevada qualificação gerencial e vasta expertise no setor de saúde, a família Porto Dias desenvolveu uma operação de saúde de alta eficiência”, acrescenta a nota. Antônio Dias, atual CEO, continuará na liderança da operação e, adicionalmente, será eleito membro do Conselho de Administração da Mater Dei. Diogo Porto Dias, atual diretor do hospital, se tornará o diretor regional da rede.  

O grupo Porto Dias possui ativos relevantes em localizações estratégicas em Belém, com duas unidades hospitalares. Ao todo, são 592 leitos operacionais previstos para 2022, sendo 388 já operacionais e 64 em construção no Hospital Porto Dias, além de 140 leitos no Porto Quality, cuja infraestrutura já está pronta. O Porto Dias opera com ocupação acima de 80% e possui diversas oportunidades de crescimento.   

Discussão

7 comentários sobre “Porto Dias é vendido

  1. Primeira providência: arrancar aquela coisa horrível pendurada de revestrés de um lado para outro da Tv Mauriti a uma altura assustadora.
    Segunda providência: transformar a prestação de serviço de urgências uma coisa mais rápida, mais humana e menos humilhante.
    Terceira providencia: modernizar a radiologia, principalmente as antigas ressonâncias, por novas, com abertura aumentada e comprimento reduzido, que possam receber pacientes com conforto e rapidez (inclusive conforto acústico).
    Quarta providência: os recursos de retaguarda de alta complexidade sejam mobilizados com a rapidez necessária, e sem distinção para autoridades e pessoas endinheiradas.
    Quinta providência: melhorar o acesso da urgência, escondida atrás de um prédio e com acesso de carros bem em cima da parada de onibus.

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    Publicado por J.Jorge | 7 de julho de 2021, 13:38
  2. Segundo o Diário do Pará, o grupo foi fundado em 1995. Não sei; sei que começou numa casinha ali na Almirante Barroso. De lá para cá, teve um crescimento miraculoso e, de repente, 70% de seu capital, apenas 26 anos depois, valem a bagatela de…de…800 milhões de reais! Quem disse que o Pará não tem seus gênios. John Rockfeller falou (ou lhe colocaram na boca) que o melhor negócio do mundo é uma empresa de petróleo bem administrada, o segundo melhor uma empresa de petróleo mal administrada. Conversa, John. O melhor negócio do mundo são alguns dos hospitais em Belém e suas circunstâncias.
    Os tubarões da medicina descobriram a “metrópole da Amazônia” e, como os russos, estão chegando. O Laboratório Paulo Azevedo também foi comprado por outro gigante. Tem 80 anos, está na 3ª geração. Levou quase 100 para chegar onde chegou. Começou igualmente modesto ocupando 1 ou 2 salas em edifício na Sto. Antônio, próximo a trav. 1º de Março (já não lembro o nome) hoje ocupado pelo Magazine Luiza, salvo engano. Criança, conheci o seu fundador, que lhe empresta o nome. Homem alto, simpático, cabelos e bigode cor de azeviche. Outro dia disse a seu filho, também Paulo, que o seu pai, gentil, afagou algumas vezes minha cabeça, quando lá comparecia…

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    Publicado por Alcides | 7 de julho de 2021, 19:39
  3. Poucos dias…

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    Publicado por Elias | 8 de julho de 2021, 07:50
  4. Faltou dizer algumas coisas Alcides. Era o tempo das facilidades (??????). Uma de minhas repetições em blogs é que até certo ponto as firmas em crescimento fomentam a excessiva regulamentação, como forma de sufocarem as sardinhas que lhes ameaçam concorrer; mas chega o dia em que a espiral deste jogo se torna insustentável e elas mesmas viram comida de tubarão. Belém tem hoje 3 laboratórios que praticamente já compraram todos os pequenos. Vamos ver se nos próximos capítulos teremos um duopólio (alienígena), ou mesmo um monopólio.

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    Publicado por J.Jorge | 8 de julho de 2021, 10:49
  5. Não muito longe do H.Porto Dias o Zenaldo inventou um mini-hospital cuja “grande contribuição” for ter acrescentado meia dúzia de leitos de UTI.

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    Publicado por J.Jorge | 8 de julho de 2021, 10:58

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