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Educação, Memória

Memória – A Faculdade de Belém

O deputado Efraim Bentes foi à tribuna da Assembleia Legislativa, em 1955, para dizer que a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Belém começara a funcionar, graças ao auxílio de 350 mil cruzeiros, dado pelo governo do Estado.

Foi o bastante para que Antônio Gomes Moreira Júnior, presidente da Sociedade Civil de Agronomia e Veterinária do Pará e também diretor da Faculdade, publicasse uma nota na imprensa. Admitiu a participação do parlamentar, apresentando o projeto de ajuda, e do governador, Zacarias de Assunção, sancionando a lei.

Reconheceu também que a nova unidade de ensino “necessita do auxílio dos poderes públicos”, mas ressaltou que ela não estava funcionando “graças à concessão desses auxílios”.

Tratou de ressaltar os esforços que ele próprio, “Moreirinha”, fizera no Rio de Janeiro, com o apoio de João Guilherme Lameira Bittencourt, futuro senador pelo PSD, junto à Diretoria do Ensino Superior e Conselho Nacional de Educação.

Igualmente, assinalou a “cooperação e abnegação” dos professores da faculdade, “que não se preocupam com o recebimento em dia de seus honorários, porque os auxílios públicos não são pagos com a pontualidade que era de desejar”. E ainda a colaboração da União Acadêmica Paraense.

Tudo isso para evitar o aproveitamento político da bandeira, em pleno período de campanha eleitoral.

Discussão

2 comentários sobre “Memória – A Faculdade de Belém

  1. Primeiro ele disse que não era graças ao dinheiro público que a instituição funcionava. Depois, disse que não pagava os salários dos provedores em dia, por causa da impontualidade com que os auxílios públicos ingressavam no caixa da faculdade.

    E isso era uma nota de “esclarecimento”. Imagina se fosse de obscurecimento.

    Por essa época, 1955, o professor Moreirinha era também diretor do Colégio Souza Franco, então um estabelecimento particular.

    Mais à frente, o Souza Franco quebrou, e foi estatizado. Ocupava uma quadra inteira, da Almirante Barroso à João Paulo II, da Vileta à Timbó, área hoje compartilhada com a UEPA. Nesse processo, dançou o belíssimo bosque plantado na área limítrofe à Timbó, em torno do qual ficava a pista de atletismo do Souza Franco. Pena…

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    Publicado por Elias | 19 de julho de 2021, 14:43
  2. Provedores não! PROFESSORES!

    (In)corretor ortográfico ataca novamente.

    Curtir

    Publicado por Elias | 19 de julho de 2021, 14:45

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