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Política

Votar em quem?

Bolsonaro nunca mais. Nem Lula.

O que resta aos que defendem essa posição para a eleição do próximo ano? Buscam uma alternativa a essa bilateralidade compulsória que nos está sendo proposta. Um nome novo, com biografia limpa, competente, honesto, com a estatura de um estadista para enfrentar os deságios do Brasil atual.

Diz-se que quando Getúlio Vargas, em palanque de comício de campanha eleitoral, elencou essas qualidades do candidato que se disporia a apoiar ao governo da Bahia, Benedito Valadares, ao lado, comentou: “Já sei o nome do candidato. Vai ser o Senhor do Bonfim”.

Lula e Bolsonaro parecem fazer o mesmo jogo. Para eles, não existe alternativa. Simplesmente porque não haveria político capaz de se amoldar a essa aspiração nacional. Hoje, efetivamente não há. No entanto, arquivar o tratamento da questão é apenas garantia de que nunca haverá. É preciso continuar a aprofundar o tema, relacionando os pressupostos da escolha de um tertius a nomes catalogáveis para uma definição concreta.

A fuga de um aprisionamento antitético como o de Lula versus Bolsonaro faz parte de uma das tradições políticas do nosso tempo. Ela assumiu a forma de Terceiro Mundo, Terceira Força, Terceira Via e outras designações desse tipo.

Se muitas vezes falta o personagem para assumir as bandeiras, cabe aos intelectuais, como os elos entre vários momentos espalhados pelo tempo e o espaço da história humana, continuar a aprimorar a busca por uma saída entre o capitalismo (e seu adjetivo acompanhante: selvagem) e o socialismo (com a sua desculpa de ser “real” e não o ideal).

Um simples exemplo: como seria o mundo após a Segunda Guerra Mundial se Roosevelt não tivesse morrido (sendo substituído pelo medíocre Truman) e Churchill não tivesse perdido a eleição (entrando Attle no seu lugar) justamente antes da conferência de Potsdam)? Dos três grandes restou Stálin. Ele impôs a sua presença na redefinição de fronteiras e de poder. A história também é feita de acasos. Mas é preciso estar muito atento a eles e em condições de percebê-los.

No caso brasileiro, entre um autocrata, como Lula, e um fascista, como Bolsonaro, com todos os seus cartéis de realizações e de “desrealizações” e destruições. Pode ser que mandando sinais de SOS para o espaço social, algum retorno se consiga.

Para animar o debate, reproduzo a seguir editorial do jornal O Estado de S. Paulo do dia 24.

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O medo de Lula e Bolsonaro

No mesmo dia, Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro manifestaram por meios diferentes – um no Twitter, o outro numa entrevista à rádio – o mesmo medo. Os dois temem que haja um terceiro candidato competitivo nas eleições de 2022 e não perdem oportunidade de desautorizar uma candidatura viável de centro.

Além de mostrar a estreiteza de horizontes políticos que Lula e Bolsonaro querem impor à população, a tática revela a plena viabilidade de um candidato honesto, competente e equilibrado. De outra forma, Lula e Bolsonaro não estariam tão empenhados – quase que de mãos dadas, pode-se dizer – ridicularizando uma candidatura de centro.

“A terceira via – escreveu Lula em sua conta no Twitter – é uma invenção dos partidos que não tem candidato. Falam em polarização… O que tem de um lado é democracia e do outro é fascismo. Quem está sem chance usa de desculpa a tal da terceira via”. E explicitando o seu receio de que haja uma reunião das forças democráticas em torno de um candidato de centro viável, o ex-presidente petista concluiu: “Seria importante que todos os partidos lançassem candidato e testassem sua força”.

Como se pode ver, Lula não mudou nada. Coloca-se, nada mais, nada menos, como a própria representação da democracia e, para completar o atrevimento, rejeita a possibilidade de que exista uma outra candidatura viável para enfrentar Jair Bolsonaro. É a “democracia” nos moldes petistas – só é democrático quem apoia Luiz Inácio Lula da Silva.

A tentativa petista de monopolizar a oposição a Jair Bolsonaro tem um objetivo cada dia mais explícito. A polarização com o governo Bolsonaro é uma maneira de desviar a atenção do enorme passivo de corrupção, incompetência e negacionismo que marca a história do PT.

Lula não pediu desculpas à população pelos escândalos de corrupção do PT nem pelo desastre econômico que foi o governo de Dilma Rousseff. Também não explicou a razão pela qual está envolto em tantos processos penais, processos nos quais se defende por meio de questões formais. O País não ouviu até hoje do ex-presidente Lula nenhuma explicação para tantos mimos e agrados recebidos de empreiteiras.

Eis o ponto central. Uma candidatura viável de centro exigirá que Lula explique o passado do PT e apresente um mínimo de propostas para o País. Já não bastará ficar falando mal de Jair Bolsonaro, como se algumas palavras de crítica por si sós pudessem lhe dar credenciais para merecer a confiança e o voto da população. Para o PT, a polarização com o bolsonarismo é uma maneira fácil de rebaixar o debate público a um nível bem baixo, sem precisar enfrentar o desastroso histórico do partido.

E o mesmo ocorre com Jair Bolsonaro. O ex-capitão precisa que as opções políticas estejam restritas a um lamentável e irresponsável binarismo entre Lula e ele, para que sua reeleição tenha alguma nota de viabilidade. A simples existência de um candidato viável de centro, competente e honesto, escancara o absurdo que seria dar mais um mandato de quatro anos a quem se esforça todos os dias para ser o pior presidente da história do País.

Por isso, Jair Bolsonaro tenta que o eleitor não disponha de nenhuma opção além do bolsonarismo e do lulopetismo. “Tem uma passagem bíblica que diz, seja quente ou seja frio, não seja morno. Então, terceira via, povo não engole isso aí”, disse em entrevista à Rádio Itatiaia. Felizmente, a população tem outra percepção da política, um tanto mais equilibrada. Na última pesquisa do Instituto Datafolha, 59% dos entrevistados disseram que não votariam de jeito nenhum em Bolsonaro. Não há intolerância da população com o centro. A intolerância é com a irresponsabilidade, o negacionismo e o desgoverno.

Em relação a uma candidatura viável de centro, Jair Bolsonaro repetiu o seu mantra. “Não vai dar certo. Não vai agregar. Não vai atrair a simpatia da população. Não existe terceira via. Está polarizado”, disse Bolsonaro, em uníssono com Lula. O medo dos dois é rigorosamente a esperança do País.

Discussão

17 comentários sobre “Votar em quem?

  1. Não tem.

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    Publicado por ADEMAR A DO AMARAL | 26 de julho de 2021, 12:51
  2. Isso prova que não há “certezas” que durem na política brasileira, muito menos inimizades eternas. Apenas mentiras, cinismo, colaboracionismo com ditaduras, alianças com os marginais do Centrão (aquele ajuntamento de políticos medíocres e interessados em dinheiro, entreguismo, cargos e corrupção, os mesmos 300 picaretas os quais o autor desse termo fez acordo para roubar nossas estatais e o mesmo grupo o qual o fascista assumiu fazer parte, sem medo de ser feliz, e pelo raciocínio desse verme não pode criticar o Centrão, senão “o PT volta”, taokey) e desonestidade são valores caros, intocáveis e permanentes para essa tigrada.

    Nesse Pacto Molotov-Ribbentrop tupiniquim, um precisa do outro para se fortalecer até a eleição. Um precisa do outro para estar no segundo turno. E é por isso que eu sempre digo: só o impeachment do Jaguara pelos seus crimes durante a pandemia poderia fortalecer a nossa democracia e facilitar o caminho para a Terceira Via. Mas essa saída democrática é impedida pelos cleptocratas do Centrão e pelos lulopetistas que sabem que seu líder, com o Bolsonaro na disputa, é mais forte.

    Sobre essa do Centrão, digo que MiJair Bolsonaro, o verdugo do Planalto, provou que o limite para safadeza eleitoral é o mesmo que o do universo. Sabemos que o amigão do Queiroz, por burrice, insanidade e mau-caratismo, quebrou absolutamente todas as promessas de campanha, principalmente aquelas de combater o crime e a corrupção (não dá pra esperar tais promessas de alguém como o marido da receptora de 89 mil em cheques e que é capanga de miliciano carniceiro)

    O pai do senador das rachadinhas e da mansão de 6 milhões de reais não apenas não cumpriu nenhuma promessa, algo, infelizmente, tratado com normalidade no Brasil. Afinal, qual o problema de contar algumas mentirinhas para se eleger, não é mesmo?

    O devoto da cloroquina, pra provar que existe um bolso-lulopetismo, já havia nomeado Augusto Aras, um petista de carteirinha convertido ao bolsonarismo, para Procurador Geral da República. Agora, em retribuição ao belíssimo trabalho de não-procurador, irá reconduzi-lo ao cargo. Haja averiguações preliminares!!!

    Em seguida, emplacou um magistrado anti-Lava Jato no STF, o ministro Kassio Nunes Marques, outro lulista convertido ao bolsonarismo. Não sem antes enxotar o ex-juiz Sergio Moro do Ministério da Justiça e dar as mãos, os braços e os pés a Dias Toffoli e Gilmar Mendes.

    Também prometeu, o maníaco do tratamento precoce, indicar um outro petista, admirador confesso de Lula e Dilma e mais um convertido a extrema-direita o pastor atual Ministro da (In)Justiça André Mendonça, para a vaga de Marco Aurélio Mello no Supremo. Tem como o STF ficar pior, depois da nomeação de alguém que quis mandar prender críticos do DESpresidente, usando um entulho autoritário (Lei de Segurança Nacional), e que disse, em um tom blasfemador, que Bolsonaro era um “profeta” (se eu fosse o chefe da Igreja dele, eu o expulsaria sumariamente dela, por cometer uma blasfêmia contra o o Espírito Santo, um pecado IMPERDOÁVEL e passível de condenação ao INFERNO sem apelação nenhuma, ao dizer que alguém que é corrupto e que prega a violência e a morte seria um profeta)? Bem que Bolsonaro, ao invés de mandá-lo pro STF, poderia criar o Ministério do Apocalipse só pra esse tal de Mendonça, não acha?

    Estelionato eleitoral é aquilo que 99% dos políticos praticam após cada eleição ou reeleição. Foi o que Dilma Rousseff, a estoquista de vento, cometeu em 2014, e o que Sergio Cabral elevou ao ‘estado da arte’ no Rio de Janeiro.
    ’.
    Grande parte dos bestas que votaram neste picareta já percebeu o tamanho da enrascada e pulou fora. Mas infelizmente, uma boa parte ainda crê no ‘mito de araque’ e o defende do que é indefensável. Esse gado bolsominion é igual CORNO MANSO: você mostra pra ele as provas das traições, mas o gado não crê, é sempre o último a saber e gosta de ser traído.

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    Publicado por igor | 26 de julho de 2021, 14:08
  3. Era para isso?

    A direita conspirou contra Dilma Roussef, tomou o mandato desta e, com a ajuda do oportunista de plantão conquistou os votos de milhões de brasileiros esperançosos num futuro melhor, fez a única coisa que sabe, gosta e faz: ferrar com a vida dos mais pobres e concentrar riquezas.

    Cortina de Fumaça;

    O linguajar de Bolsonaro, suas grosserias, suas idéias discriminatórias, sua cloroquina e as suspeitas de corrupção no Ministério da Saúde não são o principal motivo para execrar o capitão e as suas ambições quanto a reeleição. Para qualquer pessoa lúcida e medianamente inteligente a reforma trabalhista e a reforma da previdência por si só constituem o maior escândalo de pilhagem da classe pobre deste país em favor de uma oligarquia dominante.

    Aposentados e viúvas tiveram metade de seus míseros proventos e pensões tomados em favor daquilo que o canalha do ministro da economia chama de recuperação do orçamento público, para logo que começaram a economizar, cortando na carne e nos ossos dessa gente, promoverem a mais escandalosa farra com o dinheiro público para a verba eleitoral de deputados e senadores (que agora colhem o dinheiro que desviaram do pobre aposentado).

    No governo Lula esta verba eleitoral chegou a 860 milhões de reais e recebeu duríssimas críticas das elites brasileiras, as mesmas que agora fazem silêncio de uma conta de cinco bilhões e setecentos milhões de reais, que deverão render generosíssimas “sobras de campanha aos canalhas”.

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    Publicado por J.Jorge | 26 de julho de 2021, 19:53
  4. Para o desespero da corrupta elite, Lula não repete Getúlio Vargas. A saga de Lula apenas revela que essa turma só autoriza a existência daqueles sob o qual tem controle. Lula tornou-se um craque no jogo onde as regras não podem ser usadas por um retirante nordestino, que “venceu na vida”, ao vencer o campeonato do poder.

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    Publicado por Luiz Mário | 27 de julho de 2021, 08:56
  5. Meu Deus, égua, assim tá de f… Triste país o nosso. Segundo o cidadão acima, um é suspeito de corrupção e o outro? Ele nada fala do outro. Deve ser um santo. Este país é uma piada, pena que os atores sempre carreguem uma segunda intenção. Esculhamba com um e nada fala do desastre do outro. Que palhaçada. Ah, e Los hermanos já começaram a atravessar a fronteira do Rio Grande. Outro rio, não aquele da fronteira do México.

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    Publicado por ADEMAR A DO AMARAL | 27 de julho de 2021, 11:13
  6. A polarização entre Lula e Bolsonaro é, também, o atestado de incompetência política de outras forças, incapazes de gerar lideranças minimamente viáveis, do ponto de vista eleitoral.

    Um exemplo disso é a triste figura do Ciro Gomes, campeão imbatível de segundos turnos que ele nunca consegue disputar.

    Sugiro ao PDT que apresente uma emenda constitucional instituindo eleição presidencial apenas com segundo turno. Talvez assim o Ciro se eleja.

    No mais, é esperar, em 2022, pelas inevitáveis “virgens de puteiro”, que, no segundo turno, colocarão o inevitável sinal de igualdade entre os dois candidatos, quaisquer que sejam, e se alienarão do processo, sob a alegação de que são “contra tudo o que aí está”.

    Enfiando a cabeça no chão, enganarão a si mesmos, acreditando (ou fingindo acreditar) que assim estarão prestando algum serviço ao país.

    Saco!!!

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    Publicado por Elias | 27 de julho de 2021, 14:47
  7. Três manchetes que mostram que o Brasil é o país onde a história se repete, na primeira vez como tragédia e na segunda como farsa:
    -A pedido de bolsonarista, juiz proíbe exposição sobre democracia em Minas Gerais;
    -Kassio Marques, ministro do STF indicado por Bolsonaro, aciona PGR contra um professor que o critica;
    -Bolsonaro e aliados se reúnem com deputada neonazista alemã, neta do ministro das Finanças de Hitler;

    Sobre o encontro do Bolsonaro com os proto-terroristas neonazistas, digo o seguinte: um gambá cheira o outro, isso é mais do que verdade. Logo, párias se abraçam e se cheiram (argh!) uns aos outros também. Foi o caso desse encontro entre o devoto da cloroquina, e uma dupla asquerosa de bandidos neonazistas, como se não bastasse o lema bolsominion “Brasil acima de tudo” ser uma copia do lema “Deutschland uber alles” (que significa “Alemanha acima de tudo”) o qual o gado de Hitler gritava, bem como o fato de um ex-Secretário de Cultura desse DESgoverno (Roberto Alvim) ter plagiado um discurso do marqueteiro nazista Joseph Goebbels É de se imaginar o teor da conversa: “Matamos 6 milhões de judeus; ajudei a matar 550 mil brasileiros”. Os soldados que morreram lutando contra o nazifascismo na Itália e nos mares, bem como aqueles que perderam suas vidas em navios mercantes afundados por U-Boats (submarinos) alemães, devem estar se rebolando no túmulo, pois é um verdadeiro vilipêndio à memória deles.

    Mas antes dele – do amigão do Queiroz, o miliciano operador das rachadinhas do clã, que anda mandando recadinhos pelas redes sociais à cata de emprego – outros da mesma laia como o deputado-embaixapeiro
    Dudu Bananinha, também desfrutaram da companhia dos pulhas neonazistas filhotes de Hitler e proto-terroristas que exalam os odores do genocídio.

    A parlamentar da Alemanha Beatrix Von Storch e seu puxa-saco Von foram recebidos com beijos, sorrisos e abraços pela turma siamesa do Brasil. Beatrix, neta de um dos mais poderosos ministros de Adolf Hitler que também era genocida e criminoso de guerra, representa um lixo – travestido de partido político -, o ultra-direitista “Alternativa para a Alemanha”, e que nunca deveria ter saído da lata de lixo da história.

    A deputada está sendo investigada pelo serviço de inteligência alemão por divulgar ideias nazistas, xenófobas e extremistas. Mal vista no seu país e em qualquer outro minimamente decente do mundo democrático ocidental, essa bandida gringa encontrou, no Brasil, alguns dos melhores parceiros ideológicos – e de péssimos valores – que poderia ter. Essa malandra de olho azul e seu comparsa poderiam ter encontrado tal parceria na Argentina, país historicamente conhecido pelo seu preconceito eurocêntrico contra os povos originários (mesmo tendo mais indígenas do que aqui) e brasileiros (a começar pelo Alberto Fernandez, amigão do Lula e presidente-poste da Cristina Kirchner, que disse que nós viemos da selva e eles vieram dos barcos) e onde o Estado (sob o regime de Perón e seus sucessores) abrigava e dava proteção estatal a criminosos de guerra nazistas como Eichmann e Mengele, fugitivos da Justiça no pós-Segunda Guerra Mundial, sendo que esse bandidos, ao exportarem seus métodos de repressão e genocídio para a Argentina, acrescentando-se a isso a ideologia europeísta argentina bastante parecida com a teoria nazista da Raça Ariana, provavelmente ajudaram a construir no país a ditadura militar de extrema-direita mais violenta, mais repressora, mais sangrenta e mais mortífera da América Latina (1976-1983), com aproximadamente 30.000 mortos ou desaparecidos.

    O partido que a “jabiraca neonazi” representa é o primeiro a ser colocado “sob vigilância” na Alemanha desde 1945, vejam só. O motivo: a tentativa desse pseudo-partido de minar a Constituição Alemã, sendo, portanto, considerado uma ameaça a segurança nacional, ao Estado de Direito e a ordem democrática. Qualquer semelhança com os novos amigos brasileiros, portanto, não é – absolutamente! – nenhuma mera coincidência. O crime organizado de suástica aliado ao crime organizado bolsominion precede e sucede o Código Penal. Hermenêutica dos campos de concentração e de extermínio é aquilo que manuais de Direito não ensinam, e bolsonaristas, trumpistas, neonazistas e neofascistas não escondem.

    Aqui vai a foto desse encontro de bandidos. Reparem no sorriso do sociopata que tá no centro da foto. Por quê tanta alegria? Segue o fio:

    https://www.google.com/url?sa=i&url=https%3A%2F%2Foglobo.globo.com%2Fmundo%2Ffora-da-agenda-oficial-bolsonaro-se-reune-com-deputada-alema-de-extrema-direita-1-25126752&psig=AOvVaw0Rd-QgyQHexEK3EZEDcWcJ&ust=1627500783061000&source=images&cd=vfe&ved=0CAgQjRxqFwoTCMiB7of_g_ICFQAAAAAdAAAAABAD

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    Publicado por igor | 27 de julho de 2021, 16:48
  8. Lula é um autocrata? De onde saiu isso? Nenhum político tem o monopólio da virtude, incluindo Lula. Mas que circunstância justifica Lula como autocrata?
    Sobre outra via alternativa a Lula e Bolsonaro, tem muitas. Só escolher. Há muitos nomes postos. Agora se os proponentes não se viabilizam no eleitorado, este é senhor de si. Respeito à democracia inclui aceitar a soberania popular, mesmo que seja dar um novo mandato a Lula ou reeleger Bolsonaro.

    Curtido por 1 pessoa

    Publicado por GEOVANE GRANGEIRO DA SILVA | 27 de julho de 2021, 22:52
    • Pode escolher algum sinônimo: déspota, tirano, dominador. Lula visa o poder total. Como numa democracia representativa, isso é quase impossível, ele recorre a mecanismos que aparentam divisão de poder, consulta, negociação. Caminho mais longo para manter o monopólio da decisão. Você já leu alguma vez uma autocrítica pessoal dele, um “errei e assumo meu erro”? Quando a pretensão trava, ele a destrava com mensalões e petrolões. Vira parceiro de Sérgio Cabral (incapaz até de defender um menino maltratado pelo então governador na frente do presidente, em visita demagógica a uma favela carioca) ou chamar de Paulinho ao corrupto diretor de abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, e depois dizer que mal o conhecia.

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 28 de julho de 2021, 08:06
      • Concordo com boa parte das críticas que li aqui sobre o PT, mas chamar o Lula de autocrata não faz o menor sentido pra mim. Durante os governos petistas houve desrespeito a lista tríplice para PGR? houve ameaça de não haver eleições caso algum projeto do presidente não fosse aprovado? houve ameaça de golpe? houve aparelhamento das Forças Armadas? houve ameaças frequentes a jornalistas? houve cortes absurdos nos recursos destinados à Educação e à Ciência?

        É verdade que houve escandâlos de corrupção enormes e que não houve autocrítica dos petistas, mas qual partido realmente fez autocrítica? o PSDB fez autocrítica sobre o mensalão tucano? O FHC fez autocrítica sobre o escandalo de compra de votos para aprovação da emenda da releição? o Aécio fez autocrítica por ter lançado dúvidas sobre a vitória da Dilma em 2014? (dúvidas essas que agora o genocida usa como argumento para tentar minar a confiança nas urnas) Collor fez autocrítica?

        Assim como muitos brasileiros eu também gostaria que houvesse uma terceira via com força política para romper essa polarização, mas essa terceira via tem que se mostrar. Os postulantes a terceira via não conseguem nem sequer escolher um candidato. Aí aparecem coisas absurdas na mídia como elencar Mourão, Moro e Mandetta como postulantes a terceira via (todos esses figuras que fizeram ou fazem parte do governo do genocida).

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        Publicado por Caio Carvalho | 28 de julho de 2021, 18:24
      • Você fala de instituições. Eu me referi a uma pessoa.

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        Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 28 de julho de 2021, 19:31
      • Sim, Lúcio, mas meu ponto é que o Bolsonaro ataca as instituições cotidianamente, o projeto dele é de aparelhamento total. O Lula (e o PT) pode ter todos os defeitos do mundo, mas enquanto foi governo não houve esse aparelhamento e ameaça constantes.

        Bolsonaro cumpre todos os requisitos do checklist de autoritarismo presente no livro “Como As Democracias Morrem”, de Steven Levitsky:
        1) rejeição com as regras do jogo democrático (eleições são fraudadas);
        2) negação da legitimidade dos oponentes políticos; (“complô” do STF para soltar o Lula para ser presidente na fraude)
        3) tolerância ou encorajamento à violência (vamos metralhar a petralhada); e
        4) prontidão para reduzir as liberdades civis dos oponentes, incluindo a mídia (ameaças constantes à jornalistas, à professores, à concessão de tv da rede globo etc).

        Enfim, essa é a minha visão sobre o assunto, mas respeito quem pense diferente.

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        Publicado por Caio Carvalho | 28 de julho de 2021, 21:19
      • Não temos qualquer divergência sobre o Bolsonaro. Ela existe quanto ao Lula.

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        Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 29 de julho de 2021, 05:46
    • Lula é um autocrata aliado de outros autocratas piores do que ele. Nunca foi um democrata de verdade. É só ver a defesa que ele faz das regimes ditatoriais de esquerda como Cuba, Venezuela e China. Foi ele, junto com o seu partido, que instituiu o cenário marcado por violência, criminalidade, crise econômica, ódio e “nós contra eles”, o qual elegeu um autocrata pior do que o Sapo Barbudo (Bolsonaro). Não é a toa que eu disse uma eleição entre o líder da quadrilha do Petrolão e o sociopata genocida constituiria uma eleição de candidatos a ditador.

      Outra prova que faz a imagem do Sapo Barbudo cair por terra é o fato de o governo dele, que dizia respeitar os direitos humanos, mandar de volta pra ditadura cubana dois atletas refugiados violando a Constituição, o Estatuto do Estrangeiro e os tratados internacionais assinados e ratificados pelo Brasil (enquanto abrigava um terrorista e quádruplo homicida italiano “refugiado” de um regime democrático).

      A imagem de Lula como “amigão dos pobres, excluídos, marginalizados e oprimidos” cai por terra quando se vê o vídeo do bandido Sergio Cabral humilhando e xingando um garoto pobre, com o meliante barbudo de São Bernardo agindo como espectador e maestro dessa humilhação. Isso mostra o lado do qual Lula verdadeiramente estava no seu governo: do lado da elite branca, ladra, corrupta, exploradora, racista, atrasada, eugênica, (neo)colonial e conservadora (no mau sentido), elite essa a qual estavam incluídos os 300 picaretas do Centrão, banqueiros gananciosos e empreiteiros bandidos (Odebrecht, OAS e companhia),.

      Ontem, o Sapo Barbudo disse que Bolsonaro estava “refém do Centrão”. Falou isso como se não estivesse refém do Centrão também, os mesmos 300 picaretas os quais Lula reclamava nos anos 90. Falou isso como se não tivesse armado com esses mesmos 300 picaretas os esquemas do Mensalão, do assalto a Petrobras e outras estatais.

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      Publicado por igor | 28 de julho de 2021, 11:50
  9. Como foi de imperiosa necessidade a chegada de Lula à presidência – e não ao poder -, para que as apodrecidas vísceras da corrupta elite fossem expostas em praça pública.

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    Publicado por Luiz Mário | 28 de julho de 2021, 17:15
  10. Pulhas como estes chegam ao poder por absoluta culpa do eleitorado, historicamente de péssima qualidade. Em 50, preferiu o demagogo e assassino de 37 ao brigadeiro Eduardo Gomes; em 55, elegeu Juscelino, demagogo e precursor de muitas de nossas desgraças, preterindo o circunspecto Juarez Távora; em 60, escolheu o maluco do Jânio, talvez pelo excesso de caspa e, na rabada, elegeu como vice o fraco Jango contra Milton Campos, e deu no que deu; em 89, tinha o Covas, mas deslumbrou-se com o “caçador de marajás”. E assim, de decadência em decadência, chegamos aos pulhas máximos e, sabe-se lá, se deles e quando ficaremos livres.

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    Publicado por Alcides | 29 de julho de 2021, 17:32

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