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Internacional

Máquinas sem pensar

Os Estados Unidos dispõem do maior aparato tecnológico para a produção de informações do mundo, distantes de qualquer outro país. Mas têm falhado espantosamente na sua ação diplomática e bélica por culpa da má interpretação do imenso volume de dados que geram todos os dias. Não têm conseguido se antecipar a fatos que se consumam contra seus interesses e estratégias internacionais.

O ciclo de exemplos mais recentes começou com a queda do Xá no Irã e a ascensão dos aiatolás, seguida pelas desastradas investidas para reverter a situação e libertar os americanos confinados na embaixada americana. Agora, a impotência diante do rápido avanço do Talibã, que colocou sob o domínio do inimigo o arsenal de guerra entregue pelos Estados Unidos ao governo afegão, estável só na propaganda. Sem esquecer da tragédia de 11 de setembro.

Talvez essa constatação mostre que não basta ter tecnologia de ponta e maciça. Como lembrou o poeta Bertolt Brecht ao general alemão na Segunda Guerra Mundial: o avião é poderoso, o tanque é terrível, mas todas essas máquinas precisam de quem as maneje (inclusive os drones); e o problema é que pessoas pensam. E se não pensam mais, se tornam escravas das máquinas. Suas ações se tornam automáticas, esquemáticas, incapazes de corresponder à realidade, enquanto ela for produzida por setes pensantes.

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