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Fazendas, Governo, Igreja, Memória, Polícia, Política, Terras, Violência

Memória – Guerrilheiros no Capim?

Em agosto de 1968, o vigário de Irituia, Marino Conti, publicou uma carta defendendo o prefeito Flaviano Neris da Silva e mais de 300 colonos, acusados em artigo publicado na Folha do Norte de “guerrilheiros”, que estariam “tomando terras no município do Capim”.

Na verdade, dizia o padre, “muitos deles nasceram nestas terras e os outros foram colocados pela Secretaria de Estado de Agricultura, há mais de dez anos, tendo, em consequência, direitos adquiridos”.

Os que se diziam donos da área só agora as estavam reclamando, como o administrador da Fazenda Paraporã, acusado de tentar “comprar e corromper a consciência pública e honesta” do prefeito. A fazenda se estendia por 35 quilômetros da margem da estrada (do km 41 ao 75).

O padre ressaltou que, “sozinho, sustentou na BR-14 [Belém-Brasília], contra as Ligas Camponesas” (criadas por Francisco Julião no Nordeste), entre 1959 e 1963. Ao final, clamou pelos “sentimentos humanitários e de justiça de nossos governantes, os quais, por certo, hão de permitir que os lavradores continuem na posse pacífica de suas terras”.

O pedido foi atendido tardiamente, quando o conflito da Fazenda Paraporã estourou.com vítimas humanas e materiais.

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