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Alguns donos de escravos na cabanagem

ANA MARIA DE MORAES

Proprietária do cafuz Manoel Esteves, de 20 anos, que foi preso em Belém pela tropa legal, em 14 de maio de 1836, e lhe foi devolvido em 23 de agosto do mesmo ano.

BERNARDO PASTANA

Proprietário de Gonçalo, pPreso em 1836. Concorreu para a morte do seu senhor. Nunca será entregue. Remetido para bordo em 22 de dezembro de 1836. Faleceu a bordo da Defensora em 7 de março de 1837.

BENTO JOSÉ DA MOTA

Era de Óbidos. Seu escravo era Florentino Antônio. Que foi preso no Marajó e remetido para os trabalhos em 12 de outubro de 1836

CIPRIANO DE OLIVEIRA
Era dono de Leonardo Antônio, preso em 1836. O escravo era acusado de roubar no Acará. A ordem era não entregar a seu senhor antes de chegarem a Belém as acusações do Acará.
FRANCISCO ANTÔNIO BARBOSA

Proprietário de Luís Antônio, acusado de ser assassino e ladrão, e de ter matado um escravo de Francisco Antônio Barbosa, roubando ainda a sua casa. Faleceu a bordo da corveta Defensora abril de 1837, seis meses depois de chegar preso a bordo.

FRANCISCO MANOEL DE ALMEIDA

Proprietário de José, angolano, preto, solteiro, 26 anos. Foi preso em 1836, no rio Maguari, pelo tenente Basílio. Solto por portaria de setembro de 1839 e entregue a José Gomes de Macedo, administrador do senhor do dito escravo.

JOÃO DE ARAÚJO ROZO

Proprietário de Raimundo Servo, paraense, pardo, solteiro, 20 anos. Preso em maio de 1836, em Belém, pela tropa legal. Solto três meses depois e entregue ao seu senhor.

PADRE SALVADOR RODRIGUES DO COUTO

Proprietário de Gonçalo Manoel Paraense, pardo, 20 anos, casado, alfaiate. Preso em 1836, no Acará, pela tropa, “por ser encontrado com as armas na mão”. Remetido para bordo em outubro de 1836 e solto

VICENTE ANTÔNIO MIRANDA

Proprietário de Lourenço de Souza Maia, paraense, branco solteiro, 20 anos, lavrador. Foi preso em agosto de 1836, no rio Guamá, pelo comandante da escuna Porto Alegre. Acusado de ser assassino e chefe de um grupo de rebeldes no Igarapé-Açu. Distinguiu-se no ataque a Belém e até em assassínios, como fez a dois indivíduos, na fazenda Caridade. Foi para bordo da corveta Defensora em agosto de 1836 e solto dois anos depois

Discussão

Um comentário sobre “Alguns donos de escravos na cabanagem

  1. “Urina Preta II”

    Ao assistir os noticiários de ontem à noite, me certifiquei da amplitude da reação popular em relação à doença de Haff, ainda que não tenham sido oficialmente registrados casos em Belém. A julgar pela rápida retração do consumo de pescado, algo nunca visto antes pelos peixeiros do Vêr-o-Pêso, pode haver uma crise (desproporcional?) neste setor.

    Explicações “científicas” já começaram a ser emitidas no intuito de acalmar a população; os peixeiros cobram das autoridades mais explicações tranquilizadoras; mesmo depois do grande exemplo da peste atual, em que nenhuma explicação oficial trouxe tranquilidade e segurança à população, a não ser a vacinação em massa.

    Segundo os primeiros trabalhos científicos públicados, o “Haff” que dá nome a doença é uma espécie de restinga localizada na região costeira do mar báltico onde os primeiros casos foram detectados no século XX, no norte da Rússia e Polônia, cuja diversidade ecológica é totalmente diferente da nossa. Lá não existem tambaquis e pacus; também não foram só humanos que morreram, pássaros marinhos também foram encontrados mortos com o mesmo problema. Casos relatados em São Paulo apontam o gigante costeiro “Olho-de-boi” como o peixe ingerido antes dos sintomas da doença.

    Felizmente os casos até hoje registrados na ásia, europa e américa do norte não foram numerosos e mesmo assim concentrados em algumas áreas e em períodos sazonais; porém é válido ressaltar que em nenhum destes países e regiões geográficas existe uma abundância de peixes tão grande quanto a encontrada na amazônia, nem o consumo de peixe é tão grande e não sazonal quanto o nosso.

    Um detalhe ainda desanimador em relação a presença desta toxina nos peixes ingeridos é que no estado da Califórnia (USA) as pesquisas para detectar elementos estranhos no habitat do “peixe búfalo” foram inconclusivas e os testes realizados para detectar (preventivamente) a toxina causadora da doença na carne destes não foram satisfatórios. Esta é a cara dos assim chamados “emergentes”, problemas não relatados nos livros de medicina no século passado.

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    Publicado por J.jorge | 18 de setembro de 2021, 08:00

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