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Polícia, Violência

Lá e cá

As prisões do Equador, com capacidade para 30 mil pessoas, abrigam mais de 39 mil. Esta seria uma das causas da violenta rebelião que irrompeu em Guayaquil, com 116 mortos e 80 feridos. Dois anos atrás o sistema penitenciário brasileiro tinha 437.912 vagas, mas estava com 729.949 presos.

O Brasil tem vocação para ser o pior em tudo quando estão em causa questões sociais, tratadas como casos de polícia.

Discussão

3 comentários sobre “Lá e cá

  1. Além disso, também, como eu já disse, continuamos a investir e gastar dinheiro em políticas que NUNCA melhoraram a segurança pública do país, por exemplo, a famigerada e cinquententária Guerra as Drogas decretada pelo Nixon em 1971, que digo mais uma vez, não deu certo em nenhum lugar do mundo, nem mesmo em país ditos desenvolvidos como os EUA, proponentes dessa maldita guerra e maiores consumidores de drogas do mundo. Essas políticas de populismo barato que propôe soluções que já vem prontas só resultou nos seguintes efeitos colaterais, além do aumento vertiginoso da população carcerária e dos massacres prisionais:
    1. Crescimento do poder de fogo de grandes grupos criminosos como PCC e Comando Vermelho.
    2. Enriquecimento de líderes dessas organizações criminosas e barões da droga
    3. Aumento do número de homicídios e outras taxas de criminalidade
    4. Aumento da corrupção
    5. Destruição dos futuros de muitos jovens brasileiros, seja pelos homicídios ou pelo encarceramento em cadeias medievais, só pra servir de exército de reserva para as facções que dominam o cárcere (e só ver a quantidade de jovens negros e periféricos que nunca passam dos 30 anos de idade por causa da criminalidade ou da violência policial, bem como olhar a situação de alguém entrado ladrão de galinha ou até mesmo inocente e sai de lá um ladrão ou matador profissional, um P.H.D do crime servindo de força de reserva para a facção que domina o presídio).
    6. Crescimento dos grupos de extermínio
    7. Surgimento de milícias
    8. Aumento das desigualdades sociais
    9. Prejuízo aos cofres públicos (um exemplo disso é o custo de um detento no país, em milhares de reais)
    10. Aumento da violência policial.

    Além disso, temos um verdadeiro oleoduto escola-prisão, pois a maioria da população carcerária (negra, pobre, periférica, abaixo da linha da pobreza), estatisticamente, nem sequer completou o fundamental. O eterno Darcy Ribeiro tinha razão ao prever que “se os governantes não construírem escolas, em 20 anos faltaria dinheiro para construir presídios”.

    Enfim, nosso sistema carcerário é a nossa maior tragédia.

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    Publicado por igor | 2 de outubro de 2021, 19:57
  2. Segue uma matéria do Consultor Jurídico, a qual mostra um exemplo como o Estado brasileiro é o maior patrocinador do aumento da população carcerária, bem como a cegueira do MP em relação a isso: https://www.conjur.com.br/2021-set-24/stj-afasta-condenacao-04g-crack-faz-apelo-mp

    Como um estudante de Direito, sinceramente, Lúcio, não passa pela minha cabeça como o MP (fiscal da lei) tem a proeza de perder tempo e dinheiro com uma coisa tão insignificante como essa “condenação” por míseros 0,4 gramas de crack, mesmo sabendo que o efeito disso na segurança pública vai do nada ao quase nada.

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    Publicado por igor | 2 de outubro de 2021, 20:04
    • O meu endosso à tua explanação é total. Já passou da hora de se discutir a legalização das drogas. Ontem mesmo, lendo o magnífico livro de Dalcidio Jurandir, “Marajó “, e justamente no capítulo de término da minha leitura de todas as noites, há o relato de um caboclo fumando o liamba, um produto da floresta que é alucinógeno. A obra de Dalcidio é de 1947. O entorpecimento não é invenção dos nossos dias nem das nossas cidades. O consumo de drogas é tão antigo quanto o jogo e a prostituição, práticas consideradas nefastas por hipócritas moralistas.

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      Publicado por Rafael Araújo | 3 de outubro de 2021, 07:35

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