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Músicas mais tocadas

O Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) aproveitou o dia de hoje, dedicado ao compositor brasileiro, para fazer um levantamento especial sobre a distribuição de direitos autorais destinada a essa categoria da música. O estudo inclui as canções mais tocadas nos últimos 10 anos.

Entre 2011 e 2020, dos valores distribuídos pelo Ecad em direitos autorais a titulares de música nacionais e estrangeiros de todas as categorias – compositores, intérpretes, músicos, editores e produtores fonográficos – 51% foram destinados aos compositores. Desses, 66% foram distribuídos aos autores nacionais. Já no ano passado, dos valores repassados aos autores, 67% foram destinados aos nacionais.

O Ecad fez também um ranking das músicas mais tocadas nos últimos 10 anos nos principais segmentos de execução pública. A música brasileira se destacou e, na lista das 20 primeiras colocadas, 16 foram nacionais.

Ranking das 20 músicas mais tocadas nos últimos 10 anos nos principais segmentos de execução pública (Rádio, Casas de Festas e Diversão, Música ao Vivo, Sonorização Ambiental, Show, Carnaval e Festa Junina)

PosiçãoMúsicaAutores
1Ai se eu te pegoKarine Vinagre / Duda / Amanda Cruz / Aline Medeiros Da Fonseca / Sharon / Antonio Dyggs
2Parabéns a vocêLea Magalhaes / Patty Smith Hill / Mildred Junius Welch Hill
3Get luckyDaft Punk / Pharrell / Nile Rodgers / Christo Guy Manuel Homem
4JeniferFred Willian / Thawan Alves / Joao Pala / Leo Sousa / Abel Junior / Junior Avelar / Allef Alcino / Thales Gui
5Camaro amareloBruno Caliman / Marco Aurelio / Thiago Machado / Marcia Araujo
6Lê lê lêAdrianno / Raynner Sousa / Barony
7TimberBuddy L Hank / Cirkut / Pitbull / Carter Charles Cedel / Roger Parker / Greg Errico / Sermstyle / Priscilla Renea Hamilton / Kesha / Steve Arrington / Lee Oskar / Luke Gottwald / Breyan Isaac / Oskar Keri
8Gatinha assanhada (incidental: stereo love)Alex Ferrari / Vika Jugulina / Gabriel Valim / Edward Maya
9Mandou bemPj / Gigi / Barnes Jerry / Rogerio Flausino / Nile Rodgers / Marcos Tulio Lara / Fabio O’brian / Paulinho Fonseca / Marcio Buzelin
10SugarCirkut / Adam Levine / Ammo / Jacob Kasher / Luke Gottwald / Mike Posner
11Medo boboVinicius O Poeta / Juliano Tchula / Francisco Araujo / Maraisa / Junior Pepato
12Maus bocadosGerson Gabriel / Bruno Varajao / Rafael
13Humilde residênciaTiago Marcelo / Fernando / Malcolm Lima / Luiz Henrique
14Amar não é pecadoMarco Aurelio / Fred Liel / Marcia Araujo / Daniel Rodrigues
15Pescador de ilusõesAlexandre Meneses / Falcão / Marcelo Yuka / Lauro Farias / Marcelo Lobato
16Regime fechadoJuan Marcus / Jenner Melo / Vinicius / Thiago Alves / Samuel Alves / Natanael Silva
17Notificação preferidaVine Show / Os Parazim / Junior Gomes
18Dança kuduroScander Alexander / Daddy Kall / Don Omar / Big Ali / Lusitano / Fabrice Cyril Toigo
19Shape of youBriggs Kevin Jerome / Ed Sheeran / Maccutcheon Steven / John Macdaid (Gb) / Tameka D Cottle / Kandi L Burruss
20PropagandaDiego Silveira / Henrique Casttro / Marcia Araujo / Os Parazim

Discussão

7 comentários sobre “Músicas mais tocadas

  1. Parece piada: dança kuduro! É por isso que o Brasil está nesta situação!

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    Publicado por Jeremias Martins Dos Santos Santos | 7 de outubro de 2021, 20:33
  2. Qual dessas tu gostas?

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    Publicado por brunooromao | 7 de outubro de 2021, 20:47
    • Das que não estão aí.
      Seria interessante submeter a uma análise técnica (melodia, harmonia, ritmo, letra da música) as que são sucesso hoje, as de 10 anos atrás e as de 20 anos antes (meio século antes seria um desastre completo). Talvez o resultado nos levasse a um lamento: o que fizeram com a bela música brasileira?

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 8 de outubro de 2021, 09:16
  3. Lamentável

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    Publicado por Edyr Augusto | 7 de outubro de 2021, 23:42
  4. Essa lista, é fruto do processo de “imbecilidades”, que a mídia empurra na nossa juventude. Felizes aqueles que tiveram oportunidade de curtir uma música de verdade,em décadas passadas.

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    Publicado por José Ribamar | 8 de outubro de 2021, 10:28
  5. Essas músicas são o verdadeiro retrato do que esse país virou nos últimos anos.

    A música brasileira nunca esteve tão simplória, confinada em letras que abusam de palavras repetidas e de poucos e recorrentes acordes nas composições.

    Hoje em dia temos músicas que não passam sentimento ou admiração alguma, vivemos numa época em que o ridículo é muito bem aceito. Sem entrar no mérito filosófico, a culpa em parte é do mercado da música, que passou a produzir dois tipos de músicos: o comercial e o artista.

    O primeiro é bom porque faz um hit que estoura nas paradas de sucesso. Só que essa música, por ser um produto descartável, não será relembrada por muito tempo. Já o segundo tipo é composto por aqueles que realmente possuem talento, que são raros.

    Nesse sentido, aqui entra a outra parcela dos culpados: nós, consumidores! Temos dado tanto ibope para diversas coisas sem sentido, e nem mais reconhecemos os bons artistas! E com esse tipo de cultura, os jovens não sonham mais como antigamente, serem grandes guitarristas, por exemplo, eles almejam serem funkeiros, músicos que não sabem fazer música.

    Se Theodor Adorno, filósofo e músico que criticou a indústria cultural, ainda fosse vivo e viesse pro Brasil, ele ia VOMITAR ao ver no que a música brasileira se transformou. E Elis Regina, que infelizmente nos deixou precocemente, já alertava no fim dos anos 70 que “as pessoas que fazem música, que interpretam música, que executam música, são sempre as mesmas. É o circo do elefantinho que está armado. E em processo de antropofagia. Alas se entredevorando, numa flagrante e evidente e palpável luta pelo poder”. Vale a pena assistir um trecho de uma entrevista que essa grande cantora deu na virada da década de 70 para 80, na qual ela reforça suas críticas as gravadoras: https://youtu.be/8oWv9g3khjg

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    Publicado por Igor | 8 de outubro de 2021, 13:34
  6. Republico com alterações e acréscimos um comentário que escrevi neste blog cujo assunto era “Nossa (sic) musica (snif)”:

    Com todo respeito aos que gostam e, principalmente, aos fãs incondicionais. Mas a maioria dadessas músicas que estão nos primeiros lugares do Ecad são canções alienantes, repetitivas, pautadas numa visão de mundo generalista, com versos pobres, ora rural ora urbano. E ainda assim, mobilizam legiões que repetem, gritam e choram, algo parecido com o mito, mito, mito que os bolsonaristas gritam.

    Muitos se identificam com as letras musicais pelo fato de expressarem problemas cotidianos e soluções simplistas, como se a vida fosse uma fábula encantada ou um resumo dessas medíocres músicas.

    Como não pertenço ao lado de lá, continuarei usufruindo da cultura do lado de cá. Pessoalmente, prefiro continuar me deliciando das canções letradas recheadas de figuras de linguagens que não trazem soluções prontas pra nada tampouco trazem repetições cansativas, porém tocam na sutileza da alma. Prefiro àquilo que contribua para um saber multiplicado e universalizado.

    Nada como o nosso Brega romântico, o carimbó, o forró nordestino, o reggae de protesto, uma lambada caribenha, um samba de raiz, um rock nacional, um MPB, um Tremendão, Chico Buarque, Renato Russo, Capital Inicial, Barão Vermelho, Cazuza, Roberto Carlos, Elis Regina, Beth Carvalho, Caetano Veloso, Tim Maia, Moraes Moreira…

    As músicas que estão nos primeiros lugares do Ecad são cantadas por grilos falantes. Sendo assim, prefiro o originalismo dos estilos e cantores referidos acima.

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    Publicado por Igor | 8 de outubro de 2021, 14:08

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