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Política, Saúde

Tardio e errado

Publico a seguir, como contribuição ao debate, que não está havendo, o texto que Fernando Aragão enviou.

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Tenho a sensação de que a nota divulgada em 06/10/21 pelo CFM é uma tentativa tardia de corrigir uma omissão grave do referido Conselho Federal que, por ter autoridade e competência legais, deveria, desde o início, ter se posicionado firmemente em defesa da autonomia dos médicos que estão na linha de frente, salvando vidas e evitando o agravamento da doença, com o tratamento imediato.

Mas, ao invés de cortar o mal pela raiz, como deveria ter feito, o CFM tem demonstrado estar acovardado, se omitindo e aceitando que vários grupos, com interesses escusos, continuem consolidando falsas narrativas, mesmo sem ter qualificação legal para tal.

Essa omissão do CFM permitiu que tivesse cada vez mais força, o mantra que continua sendo repetido à exaustão pelos agentes do caos: “Medicamentos sem eficácia comprovada”.

Com isso, fica a sensação de que os mocinhos e os bandidos estão em posições trocadas, o que tem ocorrido muito em nosso país, mas que precisa acabar urgente.

Um exemplo claro é essa CPI comandada por agentes corruptos, colecionadores de processos, e que estão sendo enaltecidos pela mídia podre, como paladinos da justiça!

Até quando vamos ter que aturar esses vermes?

______________

Fernando Aragão

Belém-PA

Engenheiro civil de 1971

91-99981-5081

fernandoaragao13@gmail.com

Discussão

5 comentários sobre “Tardio e errado

  1. Falando sobre o CFM, faz 539 dias que o parecer do conselho maliciosamente induz confusão entre autonomia médica e erro médico. Faz 539 dias que o parecer que libera deixar morrer continua vigente.

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    Publicado por igor | 7 de outubro de 2021, 11:30
  2. Lúcio, temo entrar aqui em um terreno pantanoso e escorregadio, mas vamos lá.
    Queria que algum especialista o mais isento possível definisse com clareza o que é tratamento precoce, tratamento imediato, até mesmo deixando claro o que é um tratamento para uma virose.
    Vou dizer por que.
    Nós, leigos, sabemos que viroses não têm remédio. As vacinas apenas preparam nosso sistema imunológico para reagia ao ataque do vírus, sem garantia de que a reação será na medida certa (nem menos – falhando; nem mais – a tal tempestade de citocinas). No mais, é controlar os parâmetros do paciente e rezar para tudo dar certo. Dengue, Malária, Covid, Meningite… Tudo igual.
    Pois bem.
    Quando peguei Covid, em fevereiro, ao ser socorrido fui examinado (sangue, PCR e tomografia do tórax), recebi medicação sintomática e não fui internado. Fiquei semanas até recuperação quase total e hoje sinto-me bem.
    Agora vem a questão polêmica.
    Nesse atendimento, fui medicado com um antibiótico (que não combate vírus) e um corticoide. Nada de cloroquina nem ivermectina.
    Procurei estudar um pouco e até onde pude aprender, o antibiótico seria para ajudar a me proteger de uma pneumonia bacteriana oportunista, dada a debilidade orgânica. O corticóide seria para “calibrar” o sistema imunologico, impedindo inflamações descontroladas nos pulmões e talvez prevenindo a tal tempestade de citocinas.
    Nesse caso, parece ação plenamente compatível com o saber médico e justificável, diferente do uso de medicamentos sem ação comprovada contra a Covid. Seria esse tratamento (que não trata da Covid propriamente, mas de um organismo sob ataque que é “orgânico” na resposta ao ataque e que precisa ser abordado de forma “orgânica” (holística) algo que chamaríamos de “precoce”? Nesse caso, creio que ele me ajudou a enfrentar a virose de forma mais segura e não violou, até onde estudei, qualquer protocolo médico.
    A expressão “tratamento precoce” não parece sujeita a inúmeras interpretações, conforme o humor a a pretensão política de quem a use em uma ou outra situação?
    Deixo claro que sou contra o uso de terapias não confirmadas pela pesquisa médica, como cloroquina e ivermectina, além de sangrias, vomitórios antifebris e lobotomias. Estas últimas, parece, muito frequentes entre radicais e fundamentalistas.

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    Publicado por jrcmachado | 7 de outubro de 2021, 12:22
  3. A Carta de Helsink, se não me engano, é da década dos anos setentas.Garante autonomia para os procedimentos. Quaisquer que sejam .Por exemplo, a utilização de meios ditos heróicos como a utilização de produtos farmacêuticos ( uso of label- fora da bula) MAS com consentimento do paciente ou responsável legal. ELES TÊM QUE FICAR COM PERFEITA COMPREENSÃO DOS RISCOS POSSÍVEIS E ASSIM AUTORIZAREM O USO. O caso Covid foii um exemplo clássico! Ou seja, não tendo nada com evidência científica que possa resolver apela-se para o tal of label. Ás vezes pode acontecer de dar certo! E aí é que vem o problema: será que mesmo não tendo sido usado teria o mesmo desfecho?.Agora, o que não pode é sair por aí, em todo lugar e mídias, querendo aparecer como um gênio descobridor. O que não significa que o caso não possa ser discutido e avaliado pelos pares, até que se possa chegar a uma conclusão. No caso Covid já em abril /maio a comunidade médica e cientistas já desconfiavam que cloroquina, ivermectina e outros não funcionavam para melhora ou curar. Uma erveira ,lá do Ver-o- Peso, me disse que curou 27 com uma mistura de ervas. Disse ela que ninguém foi internado e muito menos morreu! Mutati mutandis, o resultado pode ser comparado aos que utiizaram algumas drogas bolsonarianas e a pessoa evoluiu bem. E, possivelmente ,houve o contrário. O mal resultado

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    Publicado por Helio Franco de Macedo Junior | 7 de outubro de 2021, 12:23
  4. A pergunta que não quer calar é, se o tal tratamento preventivo é tão eficaz, por que nenhum país o adotou como política para remediar aquilo que as vacinas estão conseguindo de forma evidente? Só para deixar o debate num patamar, digamos, objetivo, e não entrar no mérito de quem é bandido e quem mocinho nesta história.

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    Publicado por Sandro Ruggeri | 8 de outubro de 2021, 19:20

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