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Memória, Militares, Política

Memória – A era dos IPMs

De setembro de 1964, cinco meses depois do golpe militar que depôs o presidente da república João Goulart, o edital que foi publicado na imprensa, em formato grande, é um documento de época. Por ele, o major aviador Carlos Alberto Bravo da Câmara, encarregado de um dos terríveis IPMs (Inquérito Policial Militar), convocava testemunha para depor no inquérito instaurado contra o vereador Iravaldir Waldner Moraes da Rocha, indiciado por subversão política.

Pelo edital, Bravo Câmara determinava ao investigador “conhecido pelo nome Marco Antônio que comparecesse, sob as penas da lei, à 2ª Seção [o serviço secreto] do Estado Maior da 1ª Zona Aérea, com urgência”.

Irawaldir foi preso, perdeu o cargo, para o qual foi eleito pelos estudantes, mas sobreviveu para fazer carreira na vida pública. Bravo Câmara foi punido por se apropriar de carro de um preso político, quando já não estava em Belém. Ficou tristemente famoso por sua truculência na repressão paraestatal daqueles tempos.

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