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Governo, Política

Cumplicidade

Se a Assembleia Legislativa do Estado do Pará tivesse vida independente e cumprisse o seu dever de ofício, algum dos seus integrantes certamente se lembraria de convocar o presidente do Banco do Estado do Pará. Ele teria que apresentar a conta da verba publicitária que está gastando a pretexto de comemorar os 60 anos da instituição. Depois de veicular farta propaganda em O Liberal, agora é a vez do Diário do Pará (além de uma extensa rede de veículos de comunicação), certamente em função de uma estratégia para evitar a aplicação inicial mais extensa no jornal do governador Helder Barbalho, que comanda o acionista controlador do banco.

Tendo como correntistas compulsórios os servidores públicos estaduais, a direção do Banpará pode fazer essa graça. Mas ela não é de graça. Se o legislativo achar que fiscalizar a aplicação do dinheiro público não é a sua função, o que está esperando o Ministério Público para fazer a sua parte? Ou o Tribunal de Contas para promover uma inspeção extraordinária? Não é por falta de fato público e notório.

A cumplicidade, a omissão e a covardia vigentes no Pará causam indignação – em quem ainda se indigna nesta terra de muros baixos e castelos nas alturas.

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