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Imprensa, Política

Repúdio à intolerância

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), a Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) repudiam o atentado sofrido pela Editora Três, responsável pela publicação das revistas IstoÉ e IstoÉ Dinheiro, na noite desta quarta-feira (20).Os atos criminosos com pichações e colagem de cartazes no prédio da Lapa, em São Paulo (SP), que não foram assumidos publicamente por nenhum autor, representam ações antidemocráticas, que não podem ser toleradas em um país em que a Constituição preza pelos direitos à liberdade de imprensa e de expressão.As entidades condenam os atos de desonra aos editores e diretores da publicação, que vieram a partir de manifestações extremistas. É essencial que as autoridades tomem as medidas necessárias para identificar e denunciar os autores dos ataques, de forma que a integridade dos jornalistas da Editora Três possa ser mantida.Acreditamos que um país livre e civilizado se faz por meio do pensamento crítico, de uma imprensa respeitada, de instituições firmes e do respeito às leis. Brasília, 21 de outubro de 2021. Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT)
Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER)
Associação Nacional de Jornais (ANJ)

Discussão

4 comentários sobre “Repúdio à intolerância

  1. Interessante, quando organizações, disfarçadas de sociais, picham, depredam e quebram, não há um órgão desse sequer que vislumbre qualquer ameaça a democracia, e os vândalos se comportam como heróis e revogam para si, e para os interesses os quais defendem, títulos de heróis contra uma sociedade elitista, capitalista e genocida. Agora quando seus interesses são atacados, há notas de repúdio de todos os tipos. Espero que um dia nesse país chamado Brasil, todo e qualquer ato de vandalismo seja reprimido pela imprensa, e pela sociedade, e visto como um ato antidemocrático, independente do viés político,

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    Publicado por Jorge Aldi Dias Lima | 21 de outubro de 2021, 19:58
  2. Olha que ironia: esse ataque aconteceu justamente no mesmo dia em que o ministro da Justiça Anderson Torres seguiu os passos de André Mendonça, usando a máquina estatal e a Polícia Federal para perseguir críticos, na forma de abrir um inquérito por “crime contra a honra” do Bolsonaro supostamente praticado pela ISTOÉ, quando ela comparou em sua capa de revista o DESpresidente ao Hitler, com direito a colocar a palavra “GENOCiDA” no céu da boca dele, igualzinho ao bigodão cafona daquele que se achava “Fuhrer”. Tem como a PF ficar pior depois disso (e pensar que um dia essa instituição foi chamada de “Polícia Republicana”)? Por que esse ministro não tem coragem de mandar algemar os diretores da ISTOÉ? E que honra tem alguém como o Jaguara presidencial? Será que o ministro leu a matéria ilustrada pela capa , ou deixou-se levar pelo que viu e pelo que lhe foi soprado aos ouvidos em grupinhos de WhatsApp bolsominions? O nome desse filme é Andrezinho 2, o retorno. Ah, imagine se quem estivesse na capa fosse o Lula…

    O (des)governo Bolsonaro pode não ser nazista e o “mito” pode não ser Hitler. Contudo, ambos adotam práticas e posturas semelhantes ao nazismo, sim, senhor!

    Ora, como refutar o que publica a IstoÉ, se amparada em fatos reais e provas documentais? Especificamente a questão dos experimentos nada científicos, algo espetacularmente assombroso, que é simplesmente inquestionável?

    Trazer à lembrança a imagem do demônio nazista é sempre ruim e, dentro do possível, deve – e pode! – ser evitado. Mas quando isso não ocorre, não há motivo para revolta meramente baseada em uma inexistente equiparação.

    Relativizar Hitler e o nazismo é algo asqueroso. Aliás, a depender da maneira, é até crime. Inclusive no Brasil. Mas, repito: onde foi que a revista fez isso? E mais: alguém aí dos que se sentiram ofendidinhos se lembrou das vítimas (de carne e osso) do bolsonarismo?

    Minha opinião é que não só considero a ilustração adequada, como tenho que aplaudir o conteúdo e felicito os autores e editores dessa revista pela coragem e ousadia de chamar aquilo que lembra o nazismo, pelo nome de… nazismo! Ao equiparar Bolsonaro a Hitler, a revista chamou as coisas pelo nome que têm.

    Aliás, muito do que aí está deve-se à leniência e ao descaso com que Bolsonaro e suas ideias e ideais foram tratados durante os anos em que era um milico delinquente e indisciplinado, bem como durante os quase 30 anos em que foi um reles deputado do mais baixo clero que só animava auditório e tinha vontade de fuzilar 30.000 pessoas. Hoje, no Poder maior do País, continua a ser quem sempre foi.

    Se a Política, a Justiça e a Sociedade Civil não são capazes de dar um “basta” às práticas genocidas, homicidas e, sim!, análogas ao nazismo, praticadas pelo atual desgoverno, que ao menos aplaudam as vozes contrárias. Eu aplaudo!

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    Publicado por igor | 21 de outubro de 2021, 20:05
  3. IstoÉ apenas deu nome (nazismo) aos bois, ou melhor, ao boi (BolsoCARO)

    Além dos crimes análogos ao nazismo, já apontados pela revista, na matéria de que trata a polêmica capa da edição impressa de número 2.700, dentre eles, com ceretrza o mais grave, as experiências não consentidas (pelos doentes) com medicamentos comprovadamente ineficazes, MiJair BolsoCARO, o verdugo do Planalto, em diversas outras ocasiões durante sua vida, demonstrou pensamentos e comportamentos semelhantes aos dos nazistas.

    Em entrevista à extinta revista Playboy, por exemplo, assim se manifestou sobre os homossexuais: “Eu seria incapaz de amar um filho homossexual. Prefiro que um filho meu morra num acidente do que apareça com um bigodudo por aí”. E continuou: “Se um casal homossexual vier morar do meu lado, isso vai desvalorizar minha casa. Se eles andarem de mãos dadas e derem beijinho, desvaloriza”. Como sabido, um dos principais alvos de Hitler foram os homossexuais.

    O nazismo pretendia povoar o mundo com a “raça ariana”, por isso exterminava “raças inferiores e impuras”, como ciganos e mestiços. Vejam o que o satanás disfarçado de presidente já declarou sobre indígenas: “Com toda certeza o índio mudou, está evoluindo. Cada vez mais, índio é um ser humano igual a nós”. E também: “a cavalaria brasileira foi muito incompetente. Competente foi a cavalaria norte-americana, que dizimou os índios no passado e hoje não tem esse problema em seu país”.

    Hitler não suportava outros povos e etnias. Ao se referir a um livro da jornalista Thaís Oyama, da Folha de S.Paulo, o Guaramputa disse: “Esse é o livro dessa japonesa, que eu não sei o que faz no Brasil”. Já sobre nordestinos: ‘Daqueles governadores paraíba, o pior é o do Maranhão”. E a respeito dos quilombolas: “fui num quilombola em Eldorado Paulista, e o afro-descente mais leve de lá pesava 7 arrobas. Eles não fazem nada, acho que nem para procriador serve mais”.

    Consta, também, que Adolf nutria um ódio mortal pelas mulheres, talvez por questões de ordem sexual própria; talvez por sua mãe supostamente ter sido prostituta; talvez por ele – também supostamente – ter contraído uma séria doença venérea na juventude, que o tornou estéril, enfim, são muitas as versões sobre a psicopatia assombrosa do Fuhrer. E assim já se referiu o Jaguara (no caso dele, deve ser por causa do bombeiro), o amigo de décadas do miliciano Queiroz, sobre as mulheres: “Não empregaria homens e mulheres com os mesmos salários, mas admito que tem muita mulher que até é competente”. Ou também: “Não pode vir aqui atrás de sexo gay; se algum turista quiser vir no Brasil fazer sexo com uma mulher, tudo bem, pode vir”. Ou ainda, sobre outra jornalista, também da Folha: “Ela queria um furo; ou queria dar… o furo!”. Sinceramente, só pra efeitos de ironia, é curiosa a obsessão que o sociopata tem com esta parte da anatomia animal e humana, parte essa que é considerada a última do sistema digestório (e como não se lembrar do Inominável mandando os jornalistas enfiarem o leite condensado nessa parte que é melhor nem falar o nome). Onde será que ele aprendeu isso tudo? Será que foi em algum curso de sobrevivência na selva? Voltando a questão da misoginia do Coiso e falando sério, olhe a mais famosa de suas frases infames sobre as mulheres: “Não te estupro porque você não merece; você é muito feia”.

    Bolsonaro, recentemente, recebeu com abraços e sorrisos um casal de neonazistas, sendo a senhora a neta do ex-ministro da Economia de Hitler (e criminoso de guerra) e parlamentar de um partido considerado uma ameaça a ordem pública e a segurança nacional de seu país, bem como investigado por práticas nazistas. E recebeu, também, jornalistas (ou arremedos disso) da ultra-direita imbecil da Alemanha, dizendo: “muitas tinham comorbidades, então a Covid apenas encurtou em algumas semanas a vida delas”, declarou sobre os idosos e/ou pessoas com doenças crônicas que morreram pelo coronavírus. O nome disso? Eugenia!

    Em setembro de 2018, o Inominável, o patriarca do clã das rachadinhas e das mansões milionárias, bradou sobre seus adversários políticos: “Vamos fuzilar a petralhada aqui do Acre. Vamos botar esses picaretas para correr. Já que eles gostam tanto da Venezuela, essa turma tem de ir pra lá. Só que lá não tem nem mortadela. Vão ter de comer capim”, disse enquanto imitava estar atirando. O nazismo e o fascismo também pregavam o aniquilamento de toda e qualquer forma de oposição.

    E o que dizer do secretário da Cultura (cultura!!), um tal de Roberto Alvim, que, ao som de Wagner, recitou trechos de um discurso nazista? E do gabinete do ódio, comandado pelo arruaceiro digital, travestido de vereador (federal, e claro) Carlos Bolsonaro? Ou das fake news disparadas em massa, como forma de propaganda? Ou ainda, da defesa do fechamento do Congresso e do STF? Ou dos inquéritos perseguidores da PF contra os críticos do DESgoverno? E da defesa da tortura? E dos métodos de violência contra opositores e críticos? Tudo isso são práticas nazistas e fascistas, sim! Nenhuma cartinha psicografada, nem mesmo pelo Temer, vai esconder isso tudo.

    Resumindo: Hitler foi, durante muito tempo, relativizado na Europa e no resto do mundo; tido como um mero lunático excêntrico e nada mais. Pois deu no que deu! Bolsonaro também sempre foi relativizado. Tudo o que disse durante todos estes anos como deputado federal, e agora DESpresidente da República, nunca foi chamado pelo nome. E foi exatamente, e tão somente isso, que fez a IstoÉ. Deu nome (nazismo) aos bois, ou melhor, ao boi (Bolsonaro). Foi forte? Muito. Mas plenamente compatível com a gravidade dos fatos.

    Engraçado é ver a Advocacia-Geral da União (ou do DESpresidente) pedindo direito de resposta mandando a revista narrar um conto de fadas do DESgoverno.

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    Publicado por igor | 21 de outubro de 2021, 20:38

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