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Cidades, Memória, Política

Memória – Mau exemplo

Escrevi esta nota para o Jornal Pessoal 241, de agosto de 2000. Ao republicá-la, duas décadas depois, tenho a impressão de que tudo se repete nesta cidade. Não por acaso, Belém ficou para trás dentre as regiões metropolitanas do Brasil. Em 2000, a prefeitura comandada por Edmilson Rodrigues gastou 10 mil reais na recuperação da praça Pedro II. Quanto o prefeito Zenaldo Coutinho pagou pela nova recuperação, iniciada por ele e arrematada por Edmilson, de volta à PMB por outro partido?

Segue-se o texto;

____________________

Em duas semanas, a prefeitura de Belém fez a recuperação da praça D. Pedro II, ao custo de 10 mil reais. No próximo dia 19 a placa que assinalou essa obra vai comemorar um ano de vida, fincada no maltratado gramado do local, mais conhecido como largo do palácio. A poucos metros dali, outra placa da prefeitura anuncia a recuperação, em três semanas, da praça d. Macedo Costa, projeto de R$ 15 mil. A obra foi concluída há alguns meses, mas quem passa por ali fica sem saber ao certo porque essa placa, mais recente, omitiu informação que consta da anterior, sobre o início dos serviços.

O autor das duas placas, o mesmo, deve ter-se “esquecido” desse item para não ser mais incomodado. Afinal, a administração municipal, em ambos os casos, está dando mau exemplo: o que devia ser uma prestação de contas ao contribuinte sobre a aplicação do dinheiro dos impostos se transformou numa peça de propaganda, um outdoor disfarçado, poluindo visualmente as praças, enfeando o gramado e manipulando o transeunte, mesmo que subliminarmente.

Mas ele, passando pelo largo da Sé e vendo a placa, altaneira como se a obra estivesse por começar, estranhará se já observar algumas rachaduras nas calçadas recém-construídas e os primeiros remendos na praça, reformada para integrar um circuito cultural na Cidade Velha que se completará não se sabe quando. Talvez no segundo mandato do alcaide. Que essa talvez seja a finalidade de tantas placas obsoletas ou despropositadas que a prefeitura fincou pela cidade, indiferente aos códigos municipais que deveria aplicar ou deles ser a guardiã.

Discussão

2 comentários sobre “Memória – Mau exemplo

  1. No período de 1997 a 2000, a recuperação das praças de Belém era atribuição da Funverde, então presidida pela Ruth Granhen Tavares, minha irmã.

    Nesse período, foram restauradas praticamente todas as praças de Belém, assim como foi reduzido a zero absoluto o desabamento de mangueiras na cidade (antes, desabava quase que uma por semana).

    Também nesse período, nenhuma, absolutamente nenhuma, obra sob a responsabilidade da Funverde, foi concluída com atraso. Somente uma única vez, a reinauguração de uma praça foi retardada por alguns dias, a fim de que o prefeito pudesse presidir a solenidade (ele ficara retido em Brasília, a fim de participar de uma reunião, sobre liberação de recursos federais para a Prefeitura de Belém).

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    Publicado por Elias | 1 de novembro de 2021, 11:32

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