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Esporte

Futebol: tem jeito?

Os torcedores do Clube do Remo não estariam num dia de ansiedade e tensão se o time tivesse alcançado pelo menos mais uma vitória. Vendo-se retrospectivamente a trajetória da série B do campeonato brasileiro de futebol é impossível não acreditar que a tarefa seria, mais do que possível, fácil.

A mediocridade é generalizada no futebol brasileiro atual (como no sul-americano). O problema é que a ruindade azulina está abaixo da média (como a alvi-celeste do Paissandu). Os erros na administração dos clubes paraenses destruíram um passado que teve glórias de expressão, além de certa significação e dignidade. Por seus meios próprios e seus métodos, os dirigentes dificilmente conseguirão tirar os dois times da lata de lixo das séries B e C.

O governo do Estado tem meios para tentar induzir a recuperação. Já é um considerável patrocinador de Remo e Paissandu. Pode até ampliar a verba oficial aos dois principais clubes de futebol (sem esquecer os demais nem o esporte amador). Mas exigindo a assinatura de um contrato de gestão. O descumprimento de normas e metas levaria ao rompimento dos contratos.

O primeiro ponto seria a adoção de auditoria independente, atuando à parte do conselho fiscal. O governo realizaria concurso público para a contratação dessa auditagem, sujeita aos controles oficiais. Não podem existir – muito menos se repetir – episódios como o roubo do dinheiro que havia depositado na sede do Remo sem que o cofre no qual estava guardado fosse arrombado, façanha para mágicos como Mister X ou, mais remotamente, o célebre Houdini.

O segundo ponto seria a obrigatoriedade de mais atenção e investimentos nas escolinhas de formação de atletas. Uma vez aprovados, os novos jogadores não poderiam ser imediatamente vendidos, como quase sempre acontece. Teriam que jogar pelo menos durante dois anos nas categorias de cima do cube que os manteve, sob pena de rompimento de contrato e multa aplicada pelo Estado ao clube.

Os integrantes das diretorias eleitas assinariam um termo de compromisso de não atuarem em qualquer tipo de negócio com os jogadores dos clubes. A transgressão, se comprovada, levaria à demissão.

Por descumprimento do contrato de gestão ou devido a recomendação da auditagem independente, incluindo a verificação dos borderôs das partidas, a diretoria poderia sofrer intervenção. Irregularidades caracterizadas como desvio de dinheiro público levariam à medida.

Discussão

2 comentários sobre “Futebol: tem jeito?

  1. Quanto ao tempo de dois anos de carência para venda, trocaria pela idade mínima de 24 anos.

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    Publicado por Pedro Pinto | 27 de novembro de 2021, 15:51

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