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Economia, Extrativismo, Memória

Memória – Emprego sazonal

Houve manifestação de protesto, em maio de 1953, contra a demissão de 280 operárias da Fábrica Chamié, instalada em Belém. Centenas de pessoas participaram de um comício realizado na praça Magalhães, na doca do Reduto, próximo à fábrica. Discursaram o deputado Cléo Bernardo, o coronel Jocelyn Brasil, o jornalista Raimundo Jinkings, o operário João Gomes “e outros inúmeros componentes da classe operária”. Depois, em passeata, eles foram até a sede da Folha do Norte, onde renovaram o protesto.

Já a Companhia Industrial do Brasil, proprietária da Fábrica Chamié, alegou em nota oficial que a dispensa das operárias se repetia todos os anos naquele período, quando a produção de castanha diminuía. Em 15 dias, a atividade estaria normalizada e haveria a recontratação das mulheres que trabalhavam na catação e limpeza das amêndoas. “Interrupções idênticas em anos anteriores nunca deram motivo às estranhezas e explorações que ora se vêm registrando”, disse a empresa na nota.

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