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Estrangeiros, Extrativismo, Imprensa, Jari, Memória

Memória – O dono do rio Jari

Em maio de 1944, o coronel José Júlio de Andrade, “nosso prezado amigo e distinto capitalista”, foi passando do aeroporto de Belém, aonde chegou por via aérea, vindo da capital da república, que era então o Rio de Janeiro, para a redação da Folha do Norte. No jornal, manteve com seus dirigentes “agradável palestra”.
Cumprida a agenda obrigatória, embarcou no “Virgínia Lane”, navio dos SNAPP (Serviço de Navegação e Administração dos Portos do Pará, desmembrado depois em Enasa e CDP), e foi ver suas propriedades em Arumanduba, sede dos seus domínios sobre uma enorme extensão de terras. Nelas surgiria, 23 anos depois, o Projeto Jari, do milionário americano Daniel Ludwig. Outro “distinto capitalista” (mas que não frequentava jornal algum, muito pelo contrário). Hoje sob o controle do grupo paulista Orsa.

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