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contrabando, Memória

Memória – Arrematantes de muamba

Um dos bons programas em Belém entre as décadas de 1950 e 60 eram os leilões de contrabando apreendido pela alfândega. O mais concorrido de 1962, resultado de uma operação executada em Abaetetuba, arrecadou 4,2 milhões de cruzeiros. Entre os melhores lotes ofertados estavam 10 mil pares de sandálias japonesas, 1.388 embalagens plásticas com desodorante Lander, 217 garrafas de uísque Queen Anne e dois fardos de fazenda com 227 metros.
Mas havia itens sugestivos da natureza do contrabando, como um volante de direção para lancha e peças avulsas para motor de popa. Esse tipo de mercadoria só faltava vir com o carimbo do destinatário.
Os principais arrematantes do leilão, realizado na Guarda-Moria da Alfândega, eram comerciantes como Elias Hage, Isaac Obadia e Antônio Severino. Legalizado, o contrabando ia parar nas prateleiras das lojas. Vendido sem problemas.

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