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Colonização, Imigração

Memória – O Pará dos imigrantes

Uma área de 100 mil quilômetros quadrados no vale do rio Araguaia, apesar de integrar o território do Estado do Pará, estava se tornando cada vez menos paraense, segundo um estudo elaborado em 1976 pela assistente social Alice de Souza Melo e o engenheiro-agrônomo Janildo de Souza Campos para a Sudam (Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia).

Com dados de 1974, o trabalho mostrava que das 78 mil pessoas que moravam nessa região na época, 44 mil não haviam nascido no Pará. Vieram das regiões Nordeste (26,7 mil), Centro-Oeste (16,5 mil) e Sudeste (1,3 mil).

Embora individualmente ainda fossem mais numerosos (33 mil), os paraenses já haviam sido superados no conjunto numérico e, sobretudo, na qualidade da forma de ocupação dessa área. Sua feição estava marcada pelo migrante, originário, principalmente, do Maranhão (19 mil) e de Goiás (16,5 mil), que procurava emprego nas terras de mais de 100 fazendas ali existentes (60 das quais recebendo incentivos fiscais do governo).

Discussão

Um comentário sobre “Memória – O Pará dos imigrantes

  1. Nessa mesma época e na mesma região, a Volkswagen do Brasil criava a Companhia Vale do Rio Cristalino onde pretendia investir 25% do seu lucro para produzir 150 mil bois. Simultaneamente, a matriz da empresa, na Alemanha, amargava um prejuízo inédito de 800 milhões de marcos. Os bois não vingaram. E a matriz continua lá firme e forte.

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    Publicado por pedrocarlosdefariapinto | 15 de janeiro de 2022, 16:31

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