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Ecologia, Economia, Governo, Hidrovia, Navegação, Transporte

Pedral do Lourenço em março?

No final de março, o Ibama decidirá se concede a licença prévia para as obras de dragagem e derrocamento do Pedral do Lourenço, no rio Tocantins, em território paraense. O DNIT, órgão responsável pelo projeto, entregou a última versão do EIA-Rima, elaborado pelo consórcio DTA Engenharia.

A primeira versão, de 2018, previa a execução dos serviços em 58 meses, ao longo de 192 quilômetros, dividido em três trechos, entre Marabá e Baião, de um total de 400 quilômetros. Seriam 177 quilômetros de dragagem no fundo arenoso do rio e 15 quilômetros de derrocamento de pedras, a montante de Marabá. O custo, inicialmente de 520 milhões de reais, passou para R$ 773 milhões.

Representante do governo federal manifestou ao jornal Valor Econômico, de São Paulo, sua confiança na aprovação do projeto, que começou a ser discutido em 2010, aproveitando as eclusas de Tucuruí, das maiores do mundo, inseridas na barragem de concreto da hidrelétrica.

A movimentação de carga pela hidrovia já atinge 14 milhões de toneladas por ano, segundo a fonte, mas pode chegar a 30 milhões de toneladas, principalmente de combustíveis, minérios, soja e milho. O comboio proposto para operar com a remoção da areia e das pedras, teria nove barcaças, com capacidade para 19 mil toneladas. É volume equivalente à carga transportada em 191vagões ferroviários e 708 carretas rodoviárias.

Mas técnicos e cientistas não consideram satisfatórios os estudos sobre o impacto ambiental da obra sobre a fauna aquática do Tocantins, sobretudo tartarugas, tracajás e botos. As informações não permitiriam garantir que eles não serão prejudicados e sua existência ameaçada.

Discussão

2 comentários sobre “Pedral do Lourenço em março?

  1. Este país não tem jeito, é muita lentidão. Mais de 20 anos pra decidirem sobre esse tal de pedral do Lourenço e, nesse período, ainda não conseguiram definir e obter nem licença de botos e tartarugas. Enquanto isso, o escoamento dos produtos e nossa economia continuam a passos de tartaruga, ou será um pedral?

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    Publicado por ADEMAR A DO AMARAL | 24 de janeiro de 2022, 12:51
  2. Por que pensar ou trabalhar no presente, se a gente pode adiar, deixar pra depois?

    Não custa lembrar: o Brasil é o país do futuro… e sempre será!

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    Publicado por Elias | 24 de janeiro de 2022, 14:45

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